Para ir além, é preciso eliminar o risco da radiação sobre a saúde dos tripulantes
NASA
Altos níveis de radiação além da órbita da Terra oferecem o maior desafio à exploração humana de destinos no espaço profundo, declaram cientistas.
Com a atual tecnologia espacial, astronautas podem cruzar o espaço profundo por no máximo um ano antes de acumularem uma dose de radiação perigosamente alta, explicam pesquisadores. Como resultado, muitos destinos intrigantes no sistema solar permanecem fora dos limites da exploração humana no momento.
“Existe um equivalente ao Mach 1 – a barreira do som – em termos de radiação cósmica galáctica”, observou Alvin Drew, administrador do Projeto Deep Space Habitat, da NASA, na quarta-feira (19 de dezembro) durante uma apresentação com o grupo Future In-Space Operations, também da agência.
“Até resolvermos isso, ainda estamos na era dos navios de madeira e velas de lona das viagens espaciais”, adicionou Drew, astronauta que embarcou em duas missões de ônibus espaciais. “Até chegarmos aos navios de ferro e aos motores a vapor, podemos ficar bem limitados na distância que poderemos viajar”.
Limite de um ano
A Terra é constantemente bombardeada por raios cósmicos galácticos – partículas carregadas de alta velocidade disparadas no espaço por explosões estelares distantes e outros eventos. A atmosfera e o campo magnético do planeta defletem a maioria dessas bolas de demolição subatômicas. Quem está na superfície da Terra não se preocupa muito com elas.
Mas para astronautas cruzando o espaço – especialmente o espaço profundo, além da magnetosfera protetora da Terra – a história é diferente. Eles só conseguem suportar essa radiação por um tempo limitado antes de problemas sérios como o câncer começarem a surgir.
“Até conseguirmos novas tecnologias ou novas maneiras de mitigar mortes induzidas por câncer”, observou Drew, “estaremos limitados a apenas um ano no espaço”.
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Astronomia
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