A agência espacial iraniana confirmou que lançou com sucesso um macaco vivo ao espaço, estabelecendo o que chamou de prelúdio para a colocação de seres humanos na órbita da Terra até o ano de 2020. Segundo a agência, o macaco retornou são e salvo para a Terra.
O experimento é o maior avanço do programa espacial iraniano, que tem como objetivo o domínio completo da tecnologia espacial. O país já lançou três satélites domésticos de telecomunicação e sensoriamento remoto e atualmente é o nono país com capacidade de colocação de satélites em órbita baixa e o sexto a enviar animais para o espaço.
A agência iraniana não deu maiores informações sobre o voo da cápsula Pishgam, que significa "pioneiro" em Farsi, mas sabe-se que foi um voo suborbital que atingiu 120 km de altitude e teve poucos minutos de duração, mas suficientes para validar a capacidade do país em colocar cargas vivas no espaço.
O viajante escolhido foi um macaco da espécie Rhesus (macaca Mullatta), um primata da família Cercopithecidae que habita as florestas temperadas da Índia, China e Afeganistão. Pelas suas características os rhesus são extensivamente estudados e usados em experiências laboratoriais, sendo que o fator sanguíneo Rh foi primeiro demonstrado em macacos dessa espécie.
Apolo11.com - Todos os direitos reservados