Visível, cometa Lemmon se aproxima da Terra pelo quadrante sul

Na próxima terça-feira, o cometa C/2012 F6 Lemmon atingirá a menor distância da Terra, quando estará a 146 milhões de km do nosso planeta. Apesar de ainda estar longe do periélio, Lemmon está brilhando tanto que até com um pequeno binóculo já pode ser visto nas noites austrais. Experimente!
Cometa Lemmon

O cometa Lemmon é a bola da vez nos céus do hemisfério sul e um dos alvos mais procurados pelos astrofotógrafos e astrônomos amadores. E não é para menos.

Lemmon está aumentando diariamente seu brilho e de acordo com observadores mais experientes, sua magnitude já atinge 6 pontos, o que o coloca no limiar de percepção da visão humana e forte o suficiente para ser visto através de binóculos ou registrado em fotografias.

Lemmon está se aproximando do Sol e à medida que a distância fica menor o brilho se intensifica e poderá atingir a magnitude 3 quando chegar ao periélio, no dia 24 de março. Alguns observadores acreditam que o cometa tem potencial para ficar ainda mais brilhante e até mesmo atingir magnitudes negativas.
Cometa_Lemmon

Onde está Lemmon?
Atualmente, Lemmon pode ser encontrado com facilidade no vértice da estrela delta da constelação do Oitante, que brilha na magnitude 3.7 e deve ser usada como referência para localizar o cometa.

Aqui no Brasil, esta constelação está nascendo antes do anoitecer nestes dias de fevereiro, então não será difícil encontra-la quando o céu já estiver bem escuro. Às 21h0 BRST Lemmon e a constelação já estarão a 25 graus de elevação no quadrante sul. Então basta localizar a constelação e a estrela de referência para achar o cometa. A carta celeste mostrada acima ajuda a entender melhor.

Para localizar o quadrante, abra os dois braços em forma de cruz e aponte o braço esquerdo para onde o Sol se põe. O quadrante Sul estará atrás de você.
Cometa Lemmon Carta Celeste

Se você tiver uma máquina fotográfica com bastante zoom, ISO elevado e que permita exposições com 10 ou 15 segundos, registrar o cometa Lemmon será relativamente fácil.

Apoie a máquina em um tripé e aponte-a na direção da Oitante. Ajuste o tempo de exposição para o maior valor possível e aplique cerca de 10 ou 15 vezes de zoom. Faça algumas cenas e depois localize o cometa nas imagens. Lemmon é inconfundível e se parecerá como um objeto verde nas fotografias. Igualzinho a um limão!

Bons céus!




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Asteroide 2012 DA14: saiba como será a aproximação máxima

No próximo dia 15 de fevereiro de 2013 o asteroide 2012 DA14 fará sua aproximação máxima da Terra e atingirá uma altitude inferior a dos satélites geoestacionários. A rocha tem cerca de 45 metros de comprimento e se atingisse o planeta explodiria com energia equivalente a 2.5 megatoneladas de TNT.
Passagem do asteroide 2012 DA14
Apesar da grande dimensão e pequena distância, não haverá qualquer risco do objeto atingir a Terra e sua observação não será possível à vista desarmada. Os cálculos indicam que o brilho máximo será de 8.4 magnitudes, o que permite que o asteroide seja visto com auxílio de telescópios em localidades em que a aproximação ocorra durante a noite.

No Brasil, a aproximação máxima ocorrerá no período diurno e mesmo se pudesse ser visto seria bastante difícil de ser "perseguido" com telescópios, já que a velocidade de deslocamento pelo céu seria muito rápida e somente astrônomos amadores bastante experientes teriam sucesso nessa empreitada.

Até recentemente, os cálculos orbitais mostravam que em 2046 o asteroide poderia se aproximar a menos de 450 km da superfície, mas essa distância foi revista após uma nova série de observações feitas pelo Observatório de Las Campanas, localizado no sul do Deserto do Atacama.

As novas observações permitiram recalcular o shape da órbita e ficou constatado que a aproximação de 15 de fevereiro fará o tempo de translação da rocha ao redor do Sol ficar 49 dias mais curto, diminuindo o período orbital de 366 para 317 dias. Em consequência, durante a aproximação de 2046 a distância mínima estimada passou de 450 km para cerca de 60 mil km do centro do planeta, sem qualquer risco de colisão.

Após a passagem de 15 de fevereiro, o asteroide poderá ser encontrado no céu do Brasil ainda por alguns dias, apesar de menos brilhante.

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