O COMETA HALLEY E A VIA LÁCTEA EM 1986

CometHalley-21Mar1986-RH

observatory_150105Você viu o cometa Halley em 1986? Foi esse evento que me despertou para a astronomia. Acho que foi a primeira vez que houve um flood total da imprensa sobre um tema astronômico, e o mais interessante que não havia internet. Imagino se tivesse internet, como seria a cobertura? Mas foi sensacional, todo o mundo ficou apreensivo esperando outra aparição histórica do cometa, como havia sido em 1910. O cometa apareceu, foi bonito, mas não foi espetacular. Aliás os cometas são muito imprevisíveis. Por isso temos que ter cuidado com as previsões. Para esse ano, estamos esperando uma aparição fantástica do cometa ISON em Novembro, mas temos que ter calma, quando chegar mais perto podemos ter uma noção melhor do que irá acontecer.
A foto acima é uma foto histórica que mostra o Cometa Halley em 1986 com a Via Láctea brilhando à direita do cometa.
Fonte:http://blog.cienctec.com.br/imagens/o-cometa-halley-e-a-via-lactea-em-1986/


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Cauda de Vênus faz planeta se parecer com cometa


A alteração na ionosfera de Vênus durante condições de vento solar normal (esquerda) e uma atividade reduzida no Sol (direita), que criou uma "cauda de planeta". [Imagem: ESA/Wei et al. (2012)]

Atmosfera e campos magnéticos


A nave da ESA Venus Express fez observações surpreendentes de Vênus, durante um período de baixa pressão dos ventos solares.

A ionosfera do planeta expandiu-se na sua face noturna, assemelhando-se à cauda de um planeta.

A ionosfera é uma região da alta atmosfera, carregada eletricamente. A sua forma e densidade são em parte determinadas pelo campo magnético interno do planeta.

Na Terra, que tem um campo magnético forte, a ionosfera mantém-se relativamente estável, numa determinada gama de condições dos ventos solares. Já em Vênus, que não tem campo magnético, a forma da sua ionosfera depende das interações com o vento solar.

Tinha-se dúvida sobre o impacto dos ventos solares na forma da ionosfera. Mas os novos resultados da Venus Express revelaram, pela primeira vez, o efeito de uma pressão de vento solar muito baixa na ionosfera de um planeta não magnetizado.

Cauda de Vênus


As observações foram feitas quando a sonda da NASA Stereo-B mediu uma diminuição na densidade dos ventos solares para 0,1 partícula por centímetro cúbico, um valor cerca de 50 vezes mais baixo do que o observado normalmente; isto persistiu durante cerca de 18 horas.

Quando este vento solar fraco atingiu Vênus, a Venus Express registrou o "balão ionosférico" do planeta saindo pelo seu lado noturno, de uma forma semelhante à cauda de um cometa.

"A ionosfera em forma de lágrima começou a formar-se entre 30 e 60 minutos depois da diminuição da pressão do vento solar. Em um período equivalente a dois dias terrestres, ela esticou-se até pelo menos dois raios de Vênus," diz Yong Wei, do Instituto Max Planck, na Alemanha, principal autor das duas descobertas.

Influências solares


Estas observações encerram o debate sobre a forma como o vento solar afeta o transporte de plasma ionosférico do lado diurno para o noturno de Vênus.

Normalmente, este material escoa ao longo de um fino canal na ionosfera, mas os cientistas não tinham a certeza sobre o que acontece em condições de fraco vento solar.

Será que as partículas de plasma aumentam à medida que o canal se alarga devido a uma menor pressão, ou será que diminui porque há menos força disponível para puxar o plasma pelo canal?

"Sabemos agora, finalmente, que o primeiro efeito se sobrepõe ao segundo, e que a ionosfera se expande significativamente durante baixas condições de vento solar," diz Markus Fraenz, coautor do estudo.

Prevê-se que ocorra um efeito semelhante em volta de Marte, outro planeta não-magnetizado do nosso Sistema Solar.

"Falamos com frequência sobre os efeitos dos ventos solares na atmosfera dos planetas durante períodos de intensa atividade, mas a Venus Express mostrou que até mesmo quando o vento solar é fraco o Sol ainda consegue influenciar significativamente o ambiente dos nossos planetas vizinhos," acrescenta Hakan Svedhem, cientista da Venus Express.

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