Essa não é uma lista agradável, mas na pior das hipóteses, é útil.
Não desejo que você encontre uma cobra peçonhenta por aí, mas pelo menos agora você vai saber reconhecer as 10 piores delas, e tentar (o máximo que puder) ficar longe.
Confira:
1) CASCAVEL
A cascavel é facilmente identificável pelo chocalho na ponta de sua cauda. Elas fazem parte da família da jararaca. Única serpente das Américas dessa lista, a cascavel representa bem seu continente. Surpreendentemente, os filhotes são considerados mais perigosos do que os adultos, devido à sua incapacidade de controlar a quantidade de veneno injetado. A maioria das espécies de cascavel tem veneno hemotóxico, que destrói tecidos, órgãos e causa coagulopatia (interrompe a coagulação do sangue). Cicatrizes permanentes são muito prováveis no caso de uma picada venenosa. Mesmo com tratamento imediato, sua mordida pode levar à perda de um membro ou à morte. Dificuldade em respirar, paralisia, salivação e hemorragias também são sintomas comuns. Mordidas de cascavel, especialmente de espécies maiores, são muitas vezes fatais. No entanto, antiveneno, quando aplicado a tempo, reduz a taxa de mortalidade para menos de 4%.
2) COBRA-DA-MORTE
Apropriadamente chamada cobra-da-morte, a espécie é encontrada na Austrália e Nova Guiné. Ela caça e mata outras serpentes, inclusive algumas dessa lista, geralmente através de emboscada. Parece bastante com as víboras, já que tem cabeça em formato triangular e corpos pequenos e achatados. Normalmente, injeta em torno de 40 a 100mg de veneno nas vítimas. Uma mordida não tratada da cobra-da-morte é uma das mais perigosas do mundo. O veneno é uma neurotoxina; uma picada provoca paralisia e pode causar a morte dentro de 6 horas, devido à insuficiência respiratória. Os sintomas geralmente alcançam seu auge em 24 a 48 horas depois do ataque. Antiveneno é muito bem sucedido no tratamento de sua mordida, particularmente devido à progressão relativamente lenta dos sintomas. Antes de desenvolvimento do antiveneno, uma mordida da cobra-da-morte tinha uma taxa de letalidade de 50%. Com o ataque mais rápido no mundo, a cobra-da-morte pode ir do chão à posição de ataque (e voltar) dentro de 0,13 segundos.
3) VÍBORAS
Elas são encontradas em quase todo o mundo, mas sem dúvida a mais venenosa é a víbora serrilhada e a víbora de Russel, encontradas principalmente no Oriente Médio e na Ásia Central (especialmente Índia, China e Sudeste Asiático). Víboras são rápidas e geralmente noturnas, muitas vezes ativas após chuvas. A maioria das espécies tem veneno que causa dor no local da picada, seguido imediatamente de inchaço do membro afetado. A hemorragia é um sintoma comum, especialmente a partir da gengiva. Há uma queda da pressão arterial e da frequência cardíaca. Bolhas ocorrem no local da picada. A necrose é geralmente superficial e limitada aos músculos perto da mordida, mas pode ser severa em casos extremos. Vômito e inchaço facial ocorrem em aproximadamente um terço dos casos. A dor severa pode durar de 2 a 4 semanas. Descoloração pode ocorrer em toda a área inchada, além de extravasamento de plasma para o tecido muscular. A morte por septicemia, insuficiência respiratória ou cardíaca pode ocorrer entre 1 e 14 dias após a mordida, ou mesmo mais tarde.
4) NAJA
A maioria das espécies de naja não entraria nessa lista, mas a cobra cuspideira das Filipinas do Norte é a exceção. Seu veneno é o mais mortal de todas as espécies de naja, e elas são capazes de cuspi-lo até 3 metros longe. O veneno é uma neurotoxina que afeta a função cardíaca e respiratória, e pode causar neurotoxicidade, paralisia respiratória e morte em 30 minutos. Sua picada provoca apenas danos mínimos no tecido. Os sintomas podem incluir dores de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, tontura, desmaio e convulsões.
5) SERPENTE-TIGRE
Encontrada na Austrália, essa cobra tem um veneno neurotóxico muito potente. A morte por mordida de serpente-tigre pode ocorrer dentro de 30 minutos, mas normalmente leva 6 a 24 horas. Antes do desenvolvimento de um antídoto, a taxa de mortalidade de serpentes-tigre era de 60 a 70%. Os sintomas podem incluir dor localizada na região do pé e pescoço, formigamento, dormência e sudorese seguida por dificuldades respiratórias e paralisia. Essa cobra geralmente foge se encontrada, mas pode se tornar agressiva quando encurralada. Ataca com precisão infalível.
6) MAMBA-PRETA
A mamba-preta é encontrada em muitas partes do continente africano. Elas são conhecidas por sua agressividade e ataque de precisão mortal. Elas também são as cobras terrestres mais rápidas do mundo, capazes de atingir velocidades de até 20 km/h. Podem atacar 12 vezes seguidas. Uma única mordida é capaz de matar entre 10 e 25 adultos. Seu veneno é uma neurotoxina de ação rápida. A mordida fornece cerca de 100 a 120 mg de veneno, em média, no entanto pode fornecer até 400 mg. Se o veneno atingir uma veia, 0,25 mg/kg é suficiente para matar um ser humano em 50% dos casos. O sintoma inicial da picada é dor local na área da mordida, embora não tão grave quanto de cobras com venenos hemotóxicos. A vítima experimenta uma sensação de formigamento na boca e extremidades, visão dupla, confusão, febre, salivação excessiva (incluindo espuma na boca e no nariz) e ataxia acentuada (falta de controle muscular). Se a vítima não receber atenção médica, os sintomas progridem rapidamente para graves dores abdominais, náuseas e vômitos, palidez, choque, nefrotoxicidade, cardiotoxicidade e paralisia. Eventualmente, a vítima experimenta convulsões, parada respiratória, coma e morte. Sem antiveneno, a taxa de mortalidade da cobra é de quase 100%, entre os mais altos de todas as serpentes venenosas. Dependendo da natureza da picada, a morte pode vir entre 15 minutos e 3 horas.
7) TAIPAN
Essa cobra da Austrália tem um veneno forte o suficiente para matar até 12.000 porquinhos-da-índia. Já foi comparada a mamba-preta africana na morfologia, ecologia e comportamento. Seu veneno coagula o sangue da vítima, bloqueando as artérias ou veias. Também é altamente neurotóxico. Antes do desenvolvimento de antídotos, não havia sobreviventes conhecidos de uma picada de Taipan. A morte ocorre tipicamente dentro de uma hora. Mesmo com o sucesso na administração de um antiveneno, a maioria das vítimas tem uma estadia extensa em cuidados intensivos.
8 ) KRAIT MALASIANA
Encontrada em todo o sudeste da Ásia e da Indonésia, mesmo com antiveneno, 50% das mordidas dessa cobra são fatais. Antes do desenvolvimento de um antídoto, sua letalidade era de 85%. Kraits caçam e matam outras serpentes, mesmo canibalizando outras Kraits. Elas são uma raça noturna, e são mais agressivas sob a escuridão. No entanto, em geral são muito tímidas e preferem se esconder a lutar. Seu veneno é uma neurotoxina, 16 vezes mais potente que o de uma naja. Rapidamente induz a paralisia muscular, seguida por um período de enorme excesso de excitação (câimbras, tremores, espasmos), que finalmente termina em total paralisia. Felizmente, picadas de Kraits são raras devido à sua natureza noturna. Mesmo que o antiveneno for administrado a tempo, a pessoa está longe da sobrevivência garantida. A morte geralmente ocorre dentro de 6 a 12 horas. Mesmo se o paciente chegar ao hospital, levando em consideração o tempo desse transporte, coma permanente e até mesmo morte cerebral por hipóxia podem ocorrer.
9) COBRA MARROM
Como muitas outras, a cobra marrom também prefere morar na Austrália (pensando duas vezes antes de ir pra lá, não?). Não deixe seu nome inócuo lhe enganar: cerca 1/500 gramas de seu veneno é suficiente para matar um ser humano adulto. De sua espécie, é a mais venenosa. Mesmo filhotes podem matar um ser humano. Ela se move rapidamente, podendo ser agressiva em certas circunstâncias. Houve casos em que perseguiu seus agressores e os atacou repetidamente. Seu veneno contém neurotoxinas e coagulantes de sangue. Felizmente para os seres humanos, menos da metade de suas picadas contém veneno, e elas preferem não morder se possível. Apenas reagem ao movimento, então fique muito parado se encontrá-la alguma vez na vida.
10) COBRA-DE-BARRIGA-AMARELA OU TAIPAN-DO-INTERIOR
Essa espécie tem o veneno de cobras terrestres mais tóxico do mundo. A produção máxima registrada por uma mordida é de 110mg, o suficiente para matar cerca de 100 seres humanos, ou 250.000 ratos. Ela é 10 vezes mais venenosa que a cascavel, e 50 vezes mais venenosa do que a naja comum. Felizmente, a taipan-do-interior não é particularmente agressiva e é raramente encontrada pelo homem na natureza. Nenhuma fatalidade já foi registrada, embora ela pudesse matar um ser humano adulto em 45 minutos.
BÔNUS: SERPENTE MARINHA DE BICO
Essa cobra marinha é encontrada nas águas do sudeste asiático e na Austrália setentrional. É a serpente mais venenosa conhecida do mundo: alguns miligramas de seu veneno são fortes o suficiente para matar 1.000 pessoas. Porém, menos de um quarto de suas mordidas contém veneno; elas são relativamente dóceis. Pescadores são geralmente as vítimas dessas picadas, quando encontram as espécies em redes lançadas ao mar.
E Para Finalizar o dia: As 10 Cobras Mais Venenosas Do Mundo!
Novo exame de sangue prevê quantos anos de vida você ainda tem
Em cada cromossomo existe um corpo, o telômero, cuja função básica é evitar que o cromossomo seja replicado mais do que um determinado número de vezes.
Cada vez que o cromossomo é duplicado, o telômero diminui e fica mais próximo da extremidade do mesmo e, quando ele está na extremidade do cromossomo e curto demais, a célula não consegue mais duplicar-se, morrendo.
Baseado neste fato e no raciocínio de que descobrir o quão perto estão os telômeros da extremidade do DNA daria uma estimativa do quanto você ainda poderia viver, uma hipótese confirmada com estudos em animais, a empresa espanhola Life Length está oferecendo em vários países um teste de DNA, que visa estimar quanto tempo você tem de vida.
Para fazer o teste, o interessado preenche um formulário com um questionário de saúde, e retira uma amostra de 5ml de sangue, que será usado para determinar a porcentagem de células com telômero curto. Formulário e amostra são entregues a um representante da Life Length (na data desta matéria não havia representante no Brasil), e o resultado, confidencial, é entregue em poucos dias.
Teste inútil?
A professora Carol Greider, que ganhou um prêmio Nobel por seu trabalho com telômeros em 2009, aponta que a maioria das pessoas não terá benefício algum com os testes – o grupo de 1% de pessoas testadas, as que tem os telômeros mais curtos, já estão correndo o risco de doenças como fibrose pulmonar ou falência da medula, mas ela não vê como os outros 99% poderiam se beneficiar do teste.
De qualquer forma, existe uma polêmica junto ao teste, relacionada às seguradoras: ele poderia ser utilizado para determinar o prêmio a ser pago pelos segurados.
Basicamente, o cálculo do prêmio (o que o segurado paga para a seguradora) é baseado no risco da seguradora ter que pagar a apólice. Quanto mais alto o risco, maior o prêmio (por isto o prêmio seguro de vida de jovens do sexo masculino é maior do que o de quarentões que tem família ou de mulheres de mesma idade).
Um teste genético destes poderia dar às seguradoras mais uma ferramenta para cobrar um prêmio maior de clientes que tem risco maior de falecer durante a vigência do seguro.
Atualmente, existe uma moratória que impede que as seguradoras utilizem testes genéticos para calcular prêmio de seguro, mas esta moratória termina em 2017.
Ainda assim, esta é uma faca de dois gumes: as empresas de seguro temem que clientes potenciais desistam de fazer seguro de vida caso um teste genético destes aponte que o provável prêmio a ser pago seja muito alto.
Por enquanto, o teste custa cerca de R$ 2.188,00 (£ 650), mas a empresa espera que ele custe dez vezes menos em 2017. Cerca de 1.000 pessoas pelo mundo todo já fizeram o teste, e só para o próximo ano já existe cerca de mil clientes agendados, apenas no Reino Unido.
Menino de 3 anos acidentalmente cria 7 cobras venenosas dentro de casa
Recolher ovos que você encontra na natureza pode não ser uma boa ideia, principalmente se você vive no continente em que se encontram mais de metade das serpentes mais letais do mundo.
Contra todas as regras do bom-senso, foi justamente isto que fez Kyle Cumming e sua mãe. O menino de 3 anos estava brincando no quintal de casa, em Townsville, Queensland, Austrália, quando encontrou os ovos.
Temos + de 100 Planetas com Vida Alienigena?
Segundo uma nova pesquisa do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos EUA, nossa galáxia, a Via Láctea, abriga pelo menos 100 bilhões de exoplanetas (planetas fora do nosso sistema solar), ou muito mais
O principal autor da pesquisa, Jonathan Swift, e seus colegas estudaram um sistema de cinco planetas chamado Kepler-32, que fica a cerca de 915 anos-luz da Terra. Os cinco mundos foram detectados pelo telescópio Kepler, da NASA.
Eles orbitam uma anã M (estrela anã vermelha do tipo M), um tipo de estrela que é menor e mais fria do que o nosso sol. Anãs M são as estrelas mais comuns na Via Láctea, representando cerca de 75% das 100 bilhões ou mais de estrelas na nossa galáxia.
Os cinco planetas de Kepler-32 são semelhantes em tamanho a Terra e orbitam muito perto de sua estrela-mãe, tornando-os típicos planetas detectados em torno de estrelas anãs M pelo Kepler.
Sendo assim, dizem os pesquisadores, o sistema Kepler-32 deve ser representativo de muitos planetas da galáxia.
“Este é o mais próximo a uma pedra de Roseta que eu já vi”, disse o coautor John Johnson, também da Caltech. “É como desbloquear uma linguagem que nós estamos tentando entender – a linguagem da formação dos planetas”.
O cálculo
Kepler pode detectar sistemas planetários somente se eles são orientados de lado ao telescópio, caso contrário, o instrumento não observar qualquer trânsito planetário.
Um Aglomerado Estelar Duplo
Poucos aglomerados de estrelas parecem estar tão perto uns dos outros. Em alguns 7.000 anos-luz de distância, porém, esse par de aglomerados estelares galácticos ou abertos é um fácil alvo de binóculos, um adorável campo de estrelas na região norte da constelação Perseu. Também visível a olho nu de áreas muito escuras, foi catalogado em 130 d.C. pelo astrônomo grego Hiparco. Agora conhecidos por h e chi Persei, ou NGC 869 (abaixo) e NGC 884, os aglomerados em si estão separados por apenas algumas centenas de anos-luz de distância e contém estrelas muito mais jovens e quentes que nosso Sol.
Além de serem fisicamente próximos, a idade dos aglomerados baseada nas suas estrelas individuais são similares – evidência de que ambos os aglomerados provavelmente foram produtos de uma mesma região formadora de estrelas.
As Estrelas Estão Começando a se Apagar
Aparentemente o Universo já passou do auge em termos de produzir estrelas
estão sendo produzidas agora ao redor do Cosmo nunca serão mais que uma pequena porcentagem em relação aos números do passado.
Essa é a conclusão bastante inquietante de um novo e significativo estudo sobre a taxa a que estrelas são produzidas no correr do tempo cósmico.
Sobral e seus colegas recentemente publicaram os resultados de uma série de ‘fotos instantâneas’ tiradas de galáxias ocupadas em produzir estrelas em épocas diferentes, de aproximadamente 4 bilhões de anos atrás (por volta da época da formação da Terra) a quase 11 bilhões de anos atrás. Essa não é uma tarefa simples: alguns dos maiores e mais sensíveis telescópios do mundo tiveram que ser usados.
Ao observar a luz em frequências muito específicas (correspondentes à emissão de átomos quentes de hidrogênio – veja a nota abaixo) eles são capazes de medir a verdadeira taxa a que novas estrelas estão se condensando a partir de espessos materiais nebulares em uns poucos sistemas galácticos. Isso produz algumas estatísticas bem robustas nas mudanças globais dos números de novas estrelas sendo produzidas conforme o Universo envelhece.
A principal conclusão vem em duas partes. Primeiro, 95% de todas as estrelas que vemos ao nosso redor atualmente foram formadas nos últimos 11 bilhões de anos, e cerca de metade delas foi formada entre 11 e 8 bilhões de anos atrás, em uma explosão de atividade. Mas o realmente impressionante é que a taxa a que novas estrelas estão atualmente sendo produzidas em galáxias mal chega a 3% daquela de 11 bilhões de anos atrás, e continua caindo. Isso indica que, a menos que nosso Universo encontre outro fôlego (o que é improvável), ele só conseguirá produzir mais 5% das estrelas que existem neste exato momento.
Esse é, bem literalmente, o início do fim.
Imagem de satélite: neve encobre fluxo de lava do vulcão Tolbachik
Um mês após entrar em erupção na Península de Kamchatka, na Rússia, a lava incandescente continua a fluir pelas fissuras do vulcão Tolbachik. Entretanto, o intenso frio da região esfriou parte da lava permitindo que a neve se acumulasse no flanco da montanha.
Tolbachik é um dos inúmeros vulcões ativos da região de Kamchatka, uma enorme península com cerca de 1250 km de extensão localizada na região oriental da Rússia, a oeste das ilhas Aleutas. O vulcão entrou em erupção em 27 de novembro de 2012 e até agora permanece em atividade, jorrando lava ao longo de quase 20 quilômetros de fissuras no flanco sul da montanha.
O intenso frio que faz na região, próximo a 30 graus negativos, colaborou para o resfriamento prematuro dos fluxos de lava, permitindo que a neve se acumule acima da rocha derretida.
Nesta foto, feita pelo satélite de sensoriamento remoto EO-1 (Earth Observing-1) os fluxos de lava encobertos aparecem em cinza, enquanto a lava derretida é vista em tons negros. No flanco norte, próximo à fissura ativa, uma pálida coloração laranja indica o local de uma erupção.