Irã lança com sucesso primeiro macaco vivo ao espaço

A agência espacial iraniana confirmou que lançou com sucesso um macaco vivo ao espaço, estabelecendo o que chamou de prelúdio para a colocação de seres humanos na órbita da Terra até o ano de 2020. Segundo a agência, o macaco retornou são e salvo para a Terra.
Macaco do Ira no espaco

O experimento é o maior avanço do programa espacial iraniano, que tem como objetivo o domínio completo da tecnologia espacial. O país já lançou três satélites domésticos de telecomunicação e sensoriamento remoto e atualmente é o nono país com capacidade de colocação de satélites em órbita baixa e o sexto a enviar animais para o espaço.

A agência iraniana não deu maiores informações sobre o voo da cápsula Pishgam, que significa "pioneiro" em Farsi, mas sabe-se que foi um voo suborbital que atingiu 120 km de altitude e teve poucos minutos de duração, mas suficientes para validar a capacidade do país em colocar cargas vivas no espaço.

O viajante escolhido foi um macaco da espécie Rhesus (macaca Mullatta), um primata da família Cercopithecidae que habita as florestas temperadas da Índia, China e Afeganistão. Pelas suas características os rhesus são extensivamente estudados e usados em experiências laboratoriais, sendo que o fator sanguíneo Rh foi primeiro demonstrado em macacos dessa espécie.

Essa não é a primeira vez que o país faz experimentos em colocar animais em órbita. Em janeiro de 2012 um foguete do tipo Saffir levou ao espaço a cápsula Kavoshgar-3, tendo a bordo minhocas, um rato e duas tartarugas. O ponto significativo foi que os animais também retornaram à Terra em segurança, demonstrando que o país já detém, pelo menos parcialmente, a capacidade de não apenas colocar as cargas vivas no espaço, mas também a de retorna-las em segurança.

Apesar de o lançamento de seres vivos ao espaço exigir grandes investimentos em pesquisa, o voo suborbital do país islâmico é um sério problema para as autoridades ocidentais, já que os foguetes desenvolvidos para levar a cápsula ao espaço também poderiam ser utilizados para lançar mísseis balísticos, o que é negado pelo país.


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Incendiando a Escuridão



  Uma nova imagem obtida pelo telescópio APEX, Atacama Pathfinder Experiment, mostra uma bela vista de nuvens de poeira cósmica na região de Órion. Embora estas nuvens densas interestelares pareçam escuras em imagens obtidas no visível, a câmera LABOCA do APEX consegue detectar o calor emitido pelos grãos de poeira e revelar os locais secretos onde novas estrelas estão se formando. No entanto, uma destas nuvens escuras não é o que parece.
    No espaço, nuvens densas de gás e poeira cósmica são os locais onde nascem novas estrelas. Na radiação visível, a poeira aparece-nos escura e obscurante, escondendo as estrelas que estão por trás. Tanto que, quando o astrônomo William Herschel observou uma destas nuvens na constelação do Escorpião em 1774, pensou que era uma região sem estrelas e teria até exclamado "Existe de fato aqui um buraco no céu!" 
   De modo a compreender melhor a formação estelar, os astrônomos utilizam telescópios que podem observar a maiores comprimentos de onda, tais como no domínio do submilimétrico, no qual os grãos de poeira escuros brilham em vez de absorverem radiação. O APEX, no Planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos, é o maior telescópio composto por uma única antena parabólica, no hemisfério sul, a trabalhar no submilimétrico, o que o torna ideal para ajudar os astrônomos a estudar o nascimento das estrelas.
   Situado na constelação de Orion, a 1500 anos-luz de distância da Terra, o Complexo da Nuvem Molecular de Orion é a região mais próxima de nós onde se formam estrelas em grande número, contendo, por isso, um tesouro de nebulosas brilhantes, nuvens escuras e estrelas jovens. A nova imagem mostra apenas parte deste vasto complexo observado no visível, com as observações submilimétricas do APEX sobrepostas em tons de laranja brilhante, que parecem incendiar as nuvens escuras. Muitas vezes, os nós brilhantes observados pelo APEX correspondem a regiões mais escuras no visível - um sinal claro de uma nuvem densa de poeira que absorve radiação visível, mas que brilha nos comprimentos de onda submilimétricos, sendo possivelmente um local de formação estelar.
   A região brilhante por baixo do centro da imagem é a nebulosa NGC 1999. Esta região - quando vista no visível - é o que os astrônomos chamam uma nebulosa de reflexão, onde o brilho azul pálido da radiação estelar de fundo é refletido pelas nuvens de poeira. A nebulosa é principalmente iluminada pela radiação energética emitida pela jovem estrela V380 Orionis, que se encontra no seu coração. No centro da nebulosa encontra-se uma zona escura, a qual se observa ainda melhor numa bem conhecida imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.
   Normalmente, uma região escura como esta indicaria uma nuvem densa de poeira cósmica, obscurecendo as estrelas e a nebulosa por trás. No entanto, nesta imagem podemos ver que a região permanece estranhamente escura, mesmo quando incluímos as observações do APEX. Graças a estas observações APEX, combinadas com observações no infravermelho, obtidas por outros telescópios, os astrônomos pensam que esta região é de fato um buraco ou cavidade na nebulosa, escavada pelo material que flui da estrela V380 Orionis. Desta vez, existe de fato um buraco no céu!
   A região mostrada nesta imagem situa-se a cerca de dois graus a sul da enorme e bem conhecida nebulosa de Orion (Messier 42), a qual pode ser vista no limite superior da imagem de grande angular, no visível, do Digitized Sky Survey.
   As observações APEX utilizadas nesta imagem foram obtidas por Thomas Stanke (ESO), Tom Megeath (Universidade de Toledo, EUA) e Amy Stutz (Instituto Max Planck para a Astronomia, Heidelberg, Alemanha). O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. A operação do APEX no Chajnantor está a cargo do ESO. 
Fonte - ESO
>European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere

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Tornado enorme no Sol

Os tornados no Sol são causados por erupções na nossa estrela.

Enquanto tornados na Terra conseguem chegar a 150 km/h, astrônomos observaram um fenômeno parecido no Sol, mas que girava a uma velocidade de 300 mil km/h. Segundo os pesquisadores, o tornado solar chegou a 200 mil km de altitude, isto equivale a cerca de 16 vezes o diâmetro da Terra é de 12,75 mil km.

O tornado solar foi descoberto usando o telescópio Atmospheric Imaging Assembly (AIA) a bordo do satélite Solar Dynamic Observatory (SDO). "Este único e espetacular tornado talvez tenha um papel importante nas tempestades solares", diz o pesquisador Huw Morgan, que, ao lado do colega Xing Li (ambos da Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido), descobriram o fenômeno. Anteriormente, tornados solares muito menores foram encontrados através da sonda SOHO da NASA, mas eles não foram filmados.

Os astrônomos afirmam que os gases superaquecidos subiram em forma de espiral da superfície do Sol durante cerca de três horas com temperaturas que variavam entre aproximadamente 50 mil e 2 milhões de kelvin. O registro foi feito em 25 de setembro de 2011 e apresentado esta semana no National Astronomy Meeting 2012 em Manchester, também no Reino Unido. Um artigo foi submetido no periódico Astrophysical Journal.



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Aconteceu: cometa colide contra a Terra acima da Califórnia, EUA

Ao que tudo indica, a bola de fogo vista recentemente sobre a costa oeste americana não foi causada por um simples meteoro. Analises detalhadas das câmeras de vigilância do NASA e da órbita do objeto indicam que o bólido era de fato um cometa, que explodiu na alta atmosfera da Terra.

Cometa colide contra a Terra
O início da bola de fogo foi registrado por três câmeras de vigilância de céu amplo CAMS, pertencente ao projeto SETI, da Nasa, que busca por vida inteligente fora da Terra. Com os registros, foi possível através de triangulação calcular a trajetória e a órbita do objeto, que explodiu em bola de fogo a 135 km de altitude.

Os cálculos mostraram que o meteoroide teve como ponto de origem a nuvem de Oort, um local no limite do Sistema Solar onde os astrônomos acreditam que os cometas são formados, a cerca de 50 mil UA de distância ou 7.5 trilhões de quilômetros.
De acordo com o estudo, no dia 17 de janeiro pela manhã o cometa atingiu o periélio (menor distância do Sol) a cerca de 146 milhões de quilômetros da estrela e em seguida encontrou a Terra em seu caminho. O cometa se aproximou do nosso planeta com inclinação muito baixa de cerca de 19 graus, vindo da constelação de Virgem.

A colisão contra a alta atmosfera da Terra ocorreu em algum ponto acima do norte do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, a uma velocidade estimada em 72 km/s ou 260.000 km/h. Em seguida o bólido se moveu em direção ao Lago Tahoe, nos limites com o Estado de Nevada, onde atingiu as camadas mais baixas da atmosfera e foi totalmente partido e pulverizado, formando a grande bola de fogo registrada pelas câmeras.

Segundo o estudo, o cometa tinha aproximadamente 1 metro de diâmetro e foi completamente vaporizado ao entrar na atmosfera, sem tocar o solo.


Artes: No topo, imagem de uma das câmeras de céu amplo da Nasa, CAMS, registra o cometa antes de se fragmentar a 135 km de altitude. No vídeo, câmera allsky da Universidade de Stanford, na Califórnia, registra o momento exato em que o cometa explode na alta atmosfera. Créditos: SETI, NASA/AMES, Stanford University, Apolo11.com.
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Balão científico bate recorde e já está quase 50 dias no ar

Normalmente, os balões científicos alcançam grandes altitudes e podem viajar por milhares de quilômetros antes de voltarem ao solo, mas raramente passam de alguns dias voando. Agora, um experimento na Antártida está batendo todos os recordes e já está há 46 dias no espaço. E continua voando!
Balão estrastosferico super-Tiger

Batizada de Super-TIGER, a missão foi lançada da plataforma de gelo de Ross, na Antártida, no dia 9 de dezembro, levando a bordo um moderno detector de raios cósmicos de propriedade da Universidade de Washington. No dia 19, após completar 42 dias na estratosfera, a missão estabeleceu o recorde de longa duração para balões científicos, superando a missão anterior Cream I, que voou nos invernos de 2004 e 2005.

"Ficaremos muito contentes se o balão com o detector ficar pelo menos 30 dias no espaço", disse o principal investigador para os dados da missão, cientista W. Robert Binns, antes do balão levantar voo.

O Super-TIGER é um gigantesco balão de hélio com dezenas de metros de diâmetro e que durante esses 46 dias que está em atividade já circulou o polo sul por duas vezes e meia a uma altitude de cerca de 40 mil metros.

Dessa altitude, os equipamentos embarcados podem detectar muito mais partículas cósmicas caso estivessem na superfície, uma vez que esse tipo de partícula - vinda do espaço profundo - é normamente bloqueado pela atmosfera da Terra.

Partindo da Antártida, o balão tira proveito dos ventos que sopram no Polo Sul, os chamados vortex polares, que fazem com que o balão voe em círculo e retorne até o local de onde foi lançado, facilitando a recuperação do artefato e dos instrumentos científicos. Além disso, na Antártida o Sol nunca se põe no verão, o que ajuda a manter o balão flutuando.

"Se fizéssemos o experimento a partir do Canadá, onde estávamos acostumados a fazer, o hélio a bordo do balão resfriaria à noite e o balão desceria", disse Binns. "O único modo de mantê-lo no ar é aliviar 100 quilos de lastro, o que limita os voos a 40 horas", explicou o pesquisador.

O Super-TIGER não é o único experimento lançado nesta temporada do verão antártico. Outra missão, batizada de BLAST (Balloon-borne Large-Aperture Submillimeter Telescope) foi lançada no dia 25 de dezembro para estudar a formação de estrelas na Via Láctea, enquanto o projeto EBEX levantou voo em 19 de dezembro para pesquisar a radiação cósmica de fundo, um ruído identificado no Universo no comprimento de onda das micro-ondas que os cientistas acreditam ser a radiação remanescente do momento do Big-Bang.

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O QUE É UMA ANÃ BRANCA?

Quando uma estrela com até 10 vezes a massa solar morre, suas camadas exteriores são expelidas para o espaço, criando uma nebulosa planetária, que aos poucos vai se dissipando. Seu núcleo, no entanto, permanece ali – temos então uma anã branca.

O núcleo da estrela (anã branca) possui aproximadamente o tamanho da Terra, um brilho mil vezes superior ao do Sol e uma temperatura máxima de até 150.000 ºC. Contudo, essa estrela não produz reações físicas, portanto não possui uma fonte de energia. Ao longos dos bilhões de anos, ela vai irradiando lentamente sua energia e vai se resfriando. Pesquisadores acreditam que com dezenas de bilhões de anos de idade, uma anã branca perde todo o seu brilho e se transforma em uma anã negra, uma estrela morta praticamente invisível. Essa ideia não pode ser provada pois o universo possui somente 13,7 bilhões de anos, tempo insuficiente para uma anã branca perder todo o seu brilho.
A densidade de uma anã branca é cerca de 1 milhão de vezes superior a do Sol – uma colher de açúcar nela pesaria várias toneladas. Porém, sua densidade ainda é inferior à das estrelas de nêutrons, que se formam quando uma anã branca excede seu limite de massa, que é de 1,4 vezes a massa solar (a massa comum de uma anã branca é de 0,6 massas solares). A única exceção são as anãs brancas formadas de carbono e oxigênio, que antes de atingir seu limite de massa, explodem em uma supernova tipo Ia, através de reações de fusão nuclear.
A primeira anã branca descoberta foi Sirius B, em 1844, por Friedrich Wilhelm Bessel. A maioria das estrelas terminam sua vida como anãs brancas. Segundo estimativas, 98% de todas as estrelas do universo evoluíram até essa fase.


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Estrela Betelgeuse pode colidir com gigantesca muralha cósmica


Parece que tudo pode acontecer com Betelgeuse, a enorme estrela vermelha localizada em um dos vértices da constelação de Órion. De acordo com novos estudos, a estrela poderá se chocar com uma enorme parede de fragmentos que nem os pesquisadores sabem ao certo de onde vem.
Uma nova imagem do Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia, revelou que a velha estrela está localizada muito próxima de uma verdadeira barreira espacial, que segundo algumas teorias é o resultado do material ejetado durante a fase anterior da evolução da própria estrela.
Estrela_Beteugeuse

No entanto, as novas cenas registradas pelo telescópio Herschel revelam que a muralha pode ser um objeto independente ligado ao campo magnético da galáxia ou então ser a borda de uma nuvem interestelar que está sendo iluminada por Betelgeuse.

Discussões teóricas à parte, os pesquisadores sustentam que se essa verdadeira muralha for de fato um objeto independente, estaria então em rota de colisão com as camadas externas já ejetadas pela estrela, contato que aconteceria em aproximadamente 5 mil anos.

No entender dos cientistas, o choque direto entre a estrela e a massa de partículas acontecerá 12.500 anos mais tarde.

Betelgeuse é uma estrela do tipo supergigante vermelha. Tem cerca de mil vezes o tamanho do nosso Sol e é 100 mil vezes mais brilhante. Para atingir esse estágio, a estrela já derramou no espaço grande parte do seu material, criando um enorme arco ao seu redor. É esse arco que deverá ser o primeiro a se chocar contra a muralha.

Os astrônomos preveem que Betelgeuse deverá passar por uma explosão do tipo supernova nos próximos 1000 anos, quando deverá brilhar pelo menos 10 mil vezes mais, com magnitude equivalente ao da Lua crescente. Outros astrônomos dizem que isso não deverá acontecer tão cedo.

Em ambos os casos, parece que a explosão cataclísmica de Betelgeuse acontecerá bem antes da colisão prevista. Sendo assim, se prepare. Quem viver verá!


Foto: Estrela Betelgeuse vista pelo instrumento PACS (Photodetecting Array Camera and Spectrometer) do telescópio espacial. Herschel. Os arcos à esquerda são parte do material ejetado pela estrela, moldado pela interação entre a onda de choque e o meio interestelar. O pálido material à esquerda é a poeira que deve colidir com a estrela, em evento previsto para os próximos 5 mil anos. Crédito: ESA, Apolo11.com,superscience

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Asteroide passará perto da Terra em fevereiro

O asteroide 2012 DA14 é de cerca de 40 metros de diâmetro, tem uma massa de 130.000 toneladas, está viajando em relação à terra, a uma velocidade de cerca de 6,3 km/s e vai passar e pelo menos 32.000 km no dia 15 de fevereiro.

Se ele atingisse a Terra, o resultado seria uma enorme explosão produzindo cerca de 2,5 megatons, mas Asteróide 2012 DA14 não vai bater o nosso planeta em 2013, e provavelmente nunca. Apesar da falta de um cenário sensacional, esta estreita ligação ainda merece nossa atenção.  A chance irá permitir aos astrônomos aprender muito sobre asteroides, e representa uma das poucas chances para pessoas comuns de ver um asteróide passar muito perto da Terra.

2012 DA14 foi descoberto em 22 de fevereiro de 2012 pelo Observatório LaSagra  nas montanhas de Andaluzia, sul da Espanha. A descoberta foi feita cerca de sete dias após o asteroide passar a cerca de 2,6 milhões de quilômetros da Terra em sua órbita ligeiramente elíptica de 366 dias em torno do sol. Esta órbita elíptica está ligeiramente inclinado em relação à da Terra, de modo que passa perto da Terra duas vezes por ano.

Em 15 de fevereiro deste ano, 2012 DA14 fará sua próxima passagem pela Terra. Os últimos cálculos mostram que a distância de aproximação máxima será de cerca de 34,100 km do centro da Terra, ou cerca de 27,700 km da superfície da Terra. Isto está bem abaixo do nosso anel circundado de satélites geoestacionários, que orbitam a uma distância de 42,160 km do centro da Terra.

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Marte: Imagens mostram gigantesco leito de rio com 1500 km

Uma impressionante imagem registrada pela sonda europeia Mars Express reforça ainda mais a hipótese de que a água líquida já correu pela superfície marciana. A cena mostra um gigantesco leito sinuoso com 1500 km de comprimento, provavelmente de um antigo rio do tamanho do Rio Solimões.
Marte rio com 1500 km


Sempre que uma imagem em alta resolução do Planeta Vermelho é divulgada, chama a atenção as similaridades geológicas entre Marte e a Terra. São vales, montanhas e outras feições que lembram bastante os nossos desertos e que poderiam facilmente se passar por paisagens terrestres.
Além disso, as estruturas sinuosas e as ravinas são muitos semelhantes àquelas encontradas aqui na Terra e produzidas pela erosão causada pela água, o que faz os cientistas acreditarem cada vez mais que a água líquida já correu na superfície do planeta.
Marte: Rell Vallis

A imagem divulgada recentemente é mais uma dessas evidências geológicas e retrata um possível curso de água com mais de 1500 quilômetros de extensão repleto de afluentes e que há milhões de anos pode ter sido uma verdadeira bacia fluvial marciana.

A cena foi registrada pela sonda europeia Mars Express ao fotografar a região de Reull Valli, no polo sul de Marte. De acordo com os dados da agência espacial europeia, ESA, o canal tem cerca de 7 quilômetros de largura por 300 metros de profundidade.

No entender dos geólogos planetários que analisaram a imagem, as atuais feições de Reull Valli foram provavelmente formadas por fluxos de detritos e gelo durante o atual período geológico, chamado Amazoniano. No entanto, a formação do possível leito fluvial é bastante anterior e remonta ao chamado período Hesperiano, ocorrido entre 3,5 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás.
Marte: topografia

Apesar das fortes evidências de que a água líquida já correu pelo Planeta Vermelho, ainda não foram encontradas provas definitivas disso.
Além disso, uma das questões que mais intrigam os pesquisadores planetários é saber onde toda essa água foi parar, já que as dimensões dos leitos fluviais e ravinas marcianas são sempre de grandes dimensões e a quantidade de água que por ali fluiu não poderia ser desprezível. Teria ela se evaporado devido à baixa gravidade marciana ou estaria aprisionada abaixo da superfície, na forma de verdadeiros aquíferos marcianos?



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Aquecimento Global: Nasa confirma aumento da temperatura da Terra

Cientistas da Agência espacial americana, Nasa, divulgaram ontem o mais recente relatório sobre as anomalias de temperatura no planeta e confirmaram novamente que a temperatura média da Terra continua em elevação. Segundo a agência, 2012 foi o nono ano mais quente desde que começaram as medições em 1880.
Aquecimento Global em 2013

O relatório apresentado compara as temperaturas ao redor do planeta observadas em 2012 com a média global registrada entre os anos de 1950 e 1980, conhecida como linha-base e o resultado indica que a Terra continua experimentando temperaturas cada vez mais elevadas do que nas décadas passadas.

Os dados foram apresentados pelo GISS, Goddard Institute for Space Studies, da Nasa e mostram que a temperatura média da Terra em 2012 ficou em 14.6 graus Celsius, cerca de 0,54 mais quente que o período da linha-base (1950-1980). O estudo também indica que a temperatura global média aumentou 0,8 grau desde 1980, ano em que as medições começaram.

Flutuações
Apesar dos aumentos médios verificados, os pesquisadores da Nasa enfatizam que os padrões meteorológicos sempre apresentarão flutuações na temperatura média ao longo dos anos, mas que o contínuo aumento nas emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa assegura que a temperatura média a longo prazo deverá continuar em elevação.
Aquecimento Global - Anomalia em 2013

Cada ano sucessivo não será necessariamente mais quente que o ano anterior, mas com o nível de emissão de gases cada vez mais elevado faz prever que as próximas décadas serão sempre mais quentes que a década anterior.

Dióxido de Carbono
De acordo com o climatologista Gavin Schmidt, ligado ao GISS, a temperatura do planeta está subindo e a razão é a injeção crescente de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, embora alguns cientistas acreditam que a elevação observada do CO2 não seria suficiente para aumentar a temperatura do planeta ao nível observado.

O CO2 é um dos principais gases responsáveis pelo Efeito Estufa, que age como uma verdadeira armadilha que aprisiona o calor na troposfera. Ele é injetado no ar naturalmente durante a decomposição de materiais orgânicos, mas também através da queima dos combustíveis fósseis usados para geração de vários tipos de energia, principalmente o petróleo e o carvão.

O nível do CO2 na atmosfera vem crescendo constantemente ao longo das décadas. Em 1880, o nível de partículas presentes na atmosfera era de aproximadamente 285 partes por milhão (PPM). Em 1960, essa concentração já havia subido para 315 PPM e atualmente é de cerca de 390 PPM, de acordo com dados publicados diariamente pelo observatório de Mauna Loa, no Havaí.

Recorde americano
Ao mesmo tempo em que o planeta registrou um ano relativamente quente em 2012, a porção continental dos EUA registrou o ano mais quente de toda sua história.

"As temperaturas do verão americano em 2012 são um exemplo de uma nova tendência de extremos sazonais, com extremos mais quentes que aqueles observados em meados do século 20", disse um dos principais pesquisadores do GISS, James E. Hansen, que estuda o fenômeno do Aquecimento Global desde 1970.

Para o cientista, algumas estações ainda poderão ser mais frias que a média de longo prazo, mas uma pessoa perspicaz deverá notar que a frequência de extremos invulgarmente quentes está aumentando. "São os extremos que têm o maior impacto sobre as pessoas e a vida no planeta", disse Hansen.

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Nebulosas


O que existe entre as estrelas, ou entre um aglomerado e outro? Esta porção do espaço é conhecida como meio interestelar, o qual é constituído de regiões de vazio (ou quase) e por regiões mais densas, formadas por gases, chamadas nebulosas. Existem vários tipos de nebulosas, classificadas através da luz por elas emitida, que é decomposta num espectro, parecido com um arco íris, e analisada. Deste modo, de acordo com os resultados, são chamadas de nebulosas: de emissão ou difusas, de reflexão, de absorção ou escuras e planetárias, havendo ainda, os chamados restos de supernovas.

Nebulosas de emissão ou difusas: este tipo de nuvem é constituído de gás, o qual emite luz devido à energia fornecida por um corpo celeste próximo, tal como uma estrela. O qual pode aquecê-lo a cerca de 10000 ° C. São geralmente muito extensas e delas as estrelas "nascem", ou seja, se formam geralmente em grupos (aglomerados abertos). O gás predominante é o hidrogênio, mas existem átomos de hélio, oxigênio, nitrogênio e neônio. Como exemplos citamos a Grande Nebulosa de Órion, as nebulosa da Lagoa e a de Trífida, em Sagitário.


Nebulosa da Lagoa
@Steve Mazlin, Jack Harvey, Rick Gilbert, and Daniel Verschatse


Nebulosa de Órion.
@Jesús Vargas (Astrogades) & Maritxu Poyal (Maritxu)

Nebulosa de reflexão: um exemplo deste tipo é a nebulosidade que envolve as estrelas jovens do aglomerado aberto das Plêiades em Touro, cujas estrelas iluminam o gás que simplesmente reflete a luz. Devido a essa reflexão é que enxergamos a nebulosa. A parte azul da nebulosa de Trífida é uma nebulosa de reflexão.
Plêiades
@Robert Gendler

Nebulosas de absorção ou escuras: este tipo de nebulosa é caracterizada por absorver a luz de estrelas que se localizam atrás delas, em relação ao observador na Terra, o qual vê uma "mancha" negra no local, ou um vazio em determinada área do céu. Exemplos: a nebulosa da "Cabeça de Cavalo", em Órion e a região chamada nebulosa do "Saco de Carvão", no Cruzeiro do Sul.

Nebulosa Cabeça de Cavalo
@Canada-France-Hawaii Telescope, J.-C. Cuillandre

Nebulosa Saco de Carvão
@Yuri Beletsky

Nebulosas planetárias: quando uma estrela do tamanho do nosso Sol "morre", ela produz uma formação gasosa, que recebe o nome de nebulosa planetária, denominação essa usada pelo famoso astrônomo alemão William Herschel, pela razão de a nebulosa se parecer com um planeta distante, quando observada no telescópio. Quando a estrela morre, ela ejeta parte de sua massa gasosa que se amolda à forma esférica da estrela que a produziu. Alguns exemplos são a nebulosa do Anel, em Lira; a nebulosa de Áquila; a de Hélix, em Aquário; a do Olho de Gato, em Dragão e a nebulosa da Bolha de Sabão, em Vulpécula.

Nebulosa do Anel
@H. Bond et al., Hubble Heritage Team (STScI/AURA), NASA

Nebulosa Olho de Gato
@NASA, ESA, HEIC, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

Nebulosa Bolha de Sabão
@Bill Snyder (Bill Snyder Photography)

Restos de supernovas: como o próprio nome sugere, este tipo de nuvem é gerado pela explosão de uma estrela, fenômeno esse chamado de supernova. Quando isso ocorre, os gases existentes na estrela são expulsos violentamente, para todas as direções, de forma irregular, tal como uma bomba aqui na Terra. O resultado é uma nuvem esparsa, amorfa e brilhante, devido à alta energia expelida na explosão. Três exemplos ilustram o modelo: a nebulosa do Caranguejo, em Touro, cuja explosão foi avistada pelos chineses em 1054, durante o dia; a nebulosa do "Véu de Noiva" em Cisne; e a nebulosa da Vela.

Nebulosa do Caranguejo
@NASA, ESA, J. Hester, A. Loll (ASU); Acknowledgement: Davide De Martin (Skyfactory)

Nebulosa do Esquimó
@NASA, ESA, Andrew Fruchter (STScI), and the ERO team (STScI + ST-ECF)







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Revelada a maior galáxia espiral


A espetacular galáxia espiral barrada NGC 6872 tem sido classificada entre os maiores sistemas estelares já conhecidos durante décadas.
Agora, uma equipe de astrônomos do Estados Unidos, do Chile e do Brasil premiaram essa galáxia como sendo a maior galáxia espiral já conhecida, com base em análise de dados de arquivos da missão GALEX (Galaxy Evolution Explorer) da NASA.

Medidas de ponta a ponta feitas pelos seus dois braços espirais gigantescos deram à NGC 6872 o exuberante tamanho de 522.000 anos-luz, fazendo dela uma galáxia cinco vezes maior que a nossa Via Láctea.

“Sem a habilidade do GALEX de detectar a luz ultravioleta das estrelas mais jovens e mais quentes, nós nunca teríamos reconhecido a extensão completa desse intrigante sistema”, disse o brasileiro Rafael Eufrasio, um assistente da pesquisa, no Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Md., que é aluno de doutorado na Catholic University of America em Washington, e apresentou suas descobertas esta semana no encontro da American Astronomical Society em Long Beach na Califórnia.

O tamanho incomum da galáxia e a sua aparência decorrem de sua interação com uma galáxia muito menor, chamada IC 4970 que tem somente um quinto da massa da NGC 6872. A estranha dupla está localizada a 212 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação Pavo (Pavão), uma constelação do hemisfério celestial sul.

Os astrônomos pensam que grandes galáxias, incluindo a nossa própria, cresceram através das fusões e das aquisições, ocorridas em bilhões de anos, onde elas absorveram numerosos sistemas menores. Curiosamente, a interação gravitacional da NGC 6872 com a IC 4970 pode ter feito o oposto, desovando o que poderia se desenvolver em uma nova galáxia menor.

“O braço nordeste da NGC 6872 é o mais perturbado e é ondulado com formação de estrelas, mas na sua parte terminal, visível somente na luz ultravioleta, existe um objeto que parece ser uma galáxia anã de interação semelhante àquelas vistas em outros sistemas de interação”, disse Duilia de Mello, professora de astronomia na Catholic University.

A candidata a galáxia anã é mais brilhante na luz ultravioleta do que em outras regiões da galáxia, um sinal de que existe um rico suprimento de estrelas jovens e quentes com menos de 200 milhões de anos.

Os pesquisadores estudaram a galáxia através do seu espectro usando dados de arquivos do VLT (Very Large Telescope) do ESO, do 2MASS (Two Micron All Sky Survey), do telescópio espacial Spitzer da NASA, bem como do GALEX.
Através da análise da distribuição da energia pelo comprimento de onda, a equipe descobriu um padrão distinto de idade estelar ao longo dos dois braços proeminentes da galáxia. As estrelas mais jovens aparecem na parte terminal do braço noroeste, dentro da candidata a galáxia anã de interação, e as idades estelares se tornam progressivamente maiores em direção ao centro da galáxia.

O braço sudoeste mostra o mesmo padrão, o que está provavelmente conectado com as ondas de formação estelar disparadas pelo encontro galáctico.

Um estudo de 2007 feito por Cathy Horellou do Onsala Space Observatory na Suécia e Baerbel Koribalski do Australia National Telescope Facility desenvolveu simulações computacionais da colisão que reproduziram a aparência geral do sistema como nós vemos hoje. De acordo com o ajuste mais próximo, a IC 4970 fez sua aproximação a 130 milhões de anos atrás e seguiu um caminho que a levou aproximadamente ao longo do plano do disco espiral na mesma direção da sua rotação. O estudo atual é consistente com essa imagem.

Como em todas as galáxias espirais barradas, a NGC 6872 contém uma componente de uma barra estelar que faz a transição entre os braços espirais e as regiões centrais da galáxia. Medindo aproximadamente 26.000 anos-luz em raio, ou algo em torno de duas vezes o comprimento médio encontrado em espirais barradas próximas, essa é uma barra que convém a uma galáxia gigante.

A equipe não descobriu nenhum sinal de recente formação estelar ao longo da barra, o que indica que ela se formou a no mínimo alguns bilhões de anos atrás. A idade de suas estrelas fornecem um registro fóssil da população estelar da galáxia antes de seu encontro com a IC 4970.

“Entender a estrutura e a dinâmica de sistemas de interação próximos, como esse nos leva a nos aproximarmos de colocarmos esses eventos no seu contexto cosmológico apropriado, pavimentando o caminho para decodificarmos o que nós encontramos em sistemas distantes mais novos”, disse Eli Dwek, um membro da equipe e astrofísico do Goddard Space Flight Center.

O estudo também incluiu Fernanda Urrutia-Viscarra e Claudia Mendes de Oliveira da Universidade de São Paulo no Brasil, e Dimitri Gadotti do ESO em Santiago do Chile.

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O maior aglomerado de galáxias do Universo

Astrônomos anunciaram ter observado a maior estrutura já vista no cosmos, um aglomerado de galáxias do Universo remoto que se estende por impressionantes quatro bilhões de anos-luz.


A vasta estrutura é conhecida como um grande grupo de quasares (Large Quasar Group - LQG, na sigla em inglês), em que os quasares, núcleos de galáxias antigas, alimentados por buracos negros supermaciços, se agrupam.

A descoberta no espaço profundo foi realizada por uma equipe chefiada por Roger Clowes, do Instituto Jeremiah Horrocks, da Universidade de Central Lancashire (UCLan), na Grã-Bretanha.

Percorrer o aglomerado de um lado a outro demandaria uma viagem espacial na velocidade da luz por quatro bilhões de anos.

Para se ter uma ideia de escala, a Via Láctea, nossa galáxia, é separada de sua vizinha mais próxima, a galáxia de Andrômeda, por dois milhões e meio de anos-luz.

"Embora seja difícil conceber a escala deste LQG, podemos dizer de forma quase definitiva que é a maior estrutura já vista em todo o Universo", afirmou Clowes em um comunicado de imprensa divulgado pela Real Sociedade Astronômica.

"É imensamente emocionante, ainda porque vai contra a nossa compreensão atual sobre a escala do Universo", destacou.

O diagrama a seguir mostra a corrente de círculos negros representando um grande grupo de quasares, como sendo a maior estrutura já observada.

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O que é um Planetário?

Ficheiro:Planetário Rubens de Azevedo.jpgMuita gente pensa que um Planetário é um lugar, mas na verdade “Planetário” é uma “máquina” (ou programa) que projeta um céu em uma cúpula (ou mesmo no seu computador), no entanto se dá o nome da máquina ao lugar, vamos entender essa diferença.
  
   A antiga cosmologia grega inspirou a Eratóstenes e seus discípulos a construção de uma esfera oca, em cujo interior eram representados os planetas, como se a Terra fosse o centro. Daí derivam os planetários.

   Planetário é um instrumento óptico-elétrico-mecânico que reproduz o movimento dos corpos celestes. Consta de um conjunto de projetores especiais que lançam a imagem do céu no interior de uma cúpula hemisférica. O projetor principal, em forma de haltere, tem nas extremidades duas esferas, que reproduzem na cúpula as estrelas até a quinta magnitude. No corpo do instrumento há uma série de projetores móveis individuais para o Sol, a Lua e os planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, que se podem ver a olho nu.
 Pequenos projetores esféricos, adaptados ao instrumento principal, mostram as coordenadas celestes, círculos, horários etc., a fim de facilitar o estudo da navegação celeste. Todo o conjunto se movimenta em torno de três eixos e permite exibir o céu visto a qualquer hora, de qualquer latitude da Terra e em qualquer época, mesmo no futuro ou no passado. Nos modernos planetários, a presença de um quarto eixo de rotação permite contemplar o céu visto de fora da Terra, de qualquer ponto do espaço como se estivéssemos em uma nave espacial.
Pequeno Histórico
   A esfera armilar de Eratóstenes (250 a.C.) e os globos celestes de Anaximandro (6 a.C.) foram melhorados por Tycho Brahe em 1580. Em 1664 Andreas Busch construiu o “globo de Gottorp”, de quase quatro metros de diâmetro, longínquo precursor dos planetários. O globo de Roger Long, construído em 1758, acomodava trinta pessoas em seu interior. O de Wallace Walter Atwood, de 1912, continha 700 orifícios, correspondentes às estrelas até a quarta magnitude. O primeiro dispositivo heliocêntrico, ou seja, com o Sol no centro do sistema, foi construído em 1682 por Johanes Cuelen de la Haye.
   Nos modelos mecânicos, era impossível reproduzir em escala as dimensões do sistema solar. Ao contrário do que se fizera até então, Walter Bauersfeld, da firma Carl Zeiss, imaginou uma representação celeste que permitisse a observação tal como é feita na natureza, ou seja, do interior da própria esfera celeste. Assim, construiu em 1919 o primeiro planetário Zeiss, dispositivo óptico com pequenas fontes de luz, convenientemente dispostas, e capaz de projetar, sobre a superfície interna de uma esfera oca, imagens que reproduziam, por sua posição relativa e brilho, o aspecto do céu noturno num dado local e num dado instante.
   Os planetários se disseminaram a partir de então por todo o mundo. Os mais famosos são os de Paris, Chicago, Nova York, Los Angeles, Londres, Berlim, Buenos Aires e Tóquio.
   O primeiro planetário do Brasil foi instalado em São Paulo em 1954 pela firma Carl Zeiss, que instalaria outros quatro no país: no Rio de Janeiro RJ e em Goiânia GO, em 1970, em Santa Maria RS, em 1971, e em Porto Alegre RS, em 1976.

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Um amontoado de estrelas exóticas

Nova fotografia VISTA do aglomerado estelar 47 Tucanae


Esta nova imagem infravermelha obtida pelo telescópio VISTA do ESO mostra o aglomerado globular 47 Tucanae com um detalhe espectacular. Este aglomerado contém milhões de estrelas, sendo que muitas das estrelas situadas no seu centro são exóticas, possuindo propriedades incomuns. Estudar objetos situados no interior de aglomerados como o 47 Tucanae pode ajudar-nos a compreender como é que estas estranhas “bolas” de estrelas se formam e interagem. Esta imagem é muito nítida e profunda devido ao tamanho, sensibilidade e localização do VISTA, o qual se encontra instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile.
        Os aglomerados globulares são nuvens esféricas e imensas de estrelas velhas ligadas entre si pela gravidade. Encontram-se a orbitar os núcleos das galáxias, tal como os satélites orbitam a Terra. Estes amontoados de estrelas contêm muito pouco gás e poeira - pensa-se que a maior parte deste material ou é lançado para fora do aglomerado através de ventos e explosões das estrelas, ou é arrancado pelo gás interestelar que interage com o aglomerado. O material restante coalesceu há bilhões de anos atrás, formando estrelas.
          Estes aglomerados globulares são objetos que despertam o interesse dos astrônomos - 47 Tucanae, também conhecido por NGC 104, é um aglomerado globular enorme e muito antigo, a cerca de 15 mil anos-luz de distância da Terra e que é conhecido por possuir muitas estrelas e sistemas estranhos e interessantes.
          Situado na constelação austral do Tucano, o aglomerado 47 Tucanae orbita a nossa Via Láctea. Com cerca de 120 anos-luz de dimensão, é tão grande que, apesar da distância, nos aparece no céu tão grande como a Lua Cheia. Com um conteúdo de milhões de estrelas, é um dos aglomerados globulares mais brilhantes e de maior massa que se conhecem, podendo ser observado a olho nu [1]. No meio da enorme massa de estrelas situada no seu centro, encontramos sistemas intrigantes tais como fontes de raios X, estrelas variáveis, estrelas vampiras, estrelas aparentemente "normais" mas inesperadamente brilhantes conhecidas como retardatárias azuis, e pequeníssimos objetos chamadas pulsares de milissegundo, que são pequenas estrelas mortas que giram surpreendentemente depressa [2].
        Gigantes vermelhas, estrelas que já gastaram o combustível no seu centro e que aumentaram o seu tamanho, encontram-se espalhadas pela imagem VISTA e são fáceis de detectar, brilhando com uma cor âmbar sobre um fundo de estrelas branco amarelado. O núcleo densamente populado contrasta com as regiões exteriores do aglomerado, mais esparsas. Como pano de fundo podemos ainda observar um grande número de estrelas da Pequena Nuvem de Magalhães.
         Esta imagem foi obtida com o VISTA (sigla do inglês Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO, no âmbito do rastreio da região das Nuvens de Magalhães, duas das galáxias mais próximas de nós. Embora o 47 Tucanae se encontre muito mais próximo da Terra do que as Nuvens, está por acaso situado em frente à Pequena Nuvem de Magalhães e foi por isso fotografado durante o rastreio.
       O VISTA é o maior telescópio do mundo dedicado exclusivamente a mapear o céu. Situado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, este telescópio infravermelho, com o seu espelho enorme, grande campo de visão e detectores muito sensíveis, está a dar-nos uma visão completamente diferente do céu austral. Usando uma combinação de imagens infravermelhas muito nítidas - tais como esta imagem VISTA - e observações feitas no visível, os astrônomos podem obter informações sobre o conteúdo e história de objetos como o 47 Tucanae com todo o detalhe. 

Notas

[1] Existem cerca de 150 aglomerados globulares que orbitam a nossa Galáxia. 47 Tucanae é o segundo de maior massa, depois de Omega Centauri.

[2] Os pulsares de milissegundo são versões dos pulsares mais comuns que apresentam rotação incrivelmente rápida. São restos de estrelas em rotação, altamente magnetizados, que emitem surtos de radiação à medida que giram. Conhecem-se 23 pulsares de milissegundo em 47 Tucanae - mais do que em todos os outros aglomerados globulares, com exceção do Terzan 5.

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Observatório espacial comprova existência de tsunami solar

Alguns anos atrás, os físicos solares testemunharam pela primeira vez uma gigantesca onda de plasma se propagando pela superfície do Sol. A dimensão do fenômeno era tão grande que apesar de estarem presenciando o evento, não podiam acreditar no que viam. Naquela ocasião, a enorme onda ergueu-se mais alto que a Terra para em seguida despencar sobre a superfície, formando padrões circulares de milhões de quilômetros de circunferência.
tsunami_solar

Céticos, diversos observadores sugeriram que o fenômeno poderia ser alguma sombra ou ilusão de ótica provocada por efeitos atmosféricos. Aquilo poderia ser tudo, menos uma onda real.

O tempo passou e diversos estudos foram feitos, mas uma imagem captada em fevereiro de 2009 pelo satélite Stereo deu um xeque-mate no problema. A imagem mostrava uma gigantesca explosão próxima à mancha solar 11012, arremessando uma nuvem de mais de 1 bilhão de toneladas de gás aquecido ao espaço, provocando uma gigantesca onda na superfície do Sol. "Agora nós sabemos", disse Joe Gurman, do Laboratório de Física Solar do Centro Espacial Goddard, da Nasa. "Os tsunamis solares realmente existem".

"Aquilo foi definitivamente uma onda", disse Spiros Patsourakos, ligado à universidade de Mason e autor do paper publicado em novemnro de 2009 no periódico Astrophysical Journal Letters. "Não é uma onda comum, de água. É uma gigantesca onda de plasma e magnetismo", explicou.

O nome técnico para o novo fenômeno é Onda Magneto-hidrodinâmica de Modo Rápido, ou MHD e foi captado com grande precisão por um dos satélites Stereo, que estuda o Sol. Na imagem, a gigantesca ejeção de massa coronal, CME, atinge 100 mil km de altitude e se desloca a 250 km/s, com energia igual a nada menos que 2.4 gigatoneladas de TNT, o equivalente a 150 mil bombas atômicas similares às que caíram sobre Hiroshima em 1945.

Os tsunamis solares foram descobertos em 1997 através de imagens captadas pelo Telescópio Solar e Heliosférico SOHO e desde então foram motivos de diversas controvérsias entre os cientistas. Em maio de 2009, outra ejeção de massa coronal explodiu em uma região ativa na superfície do Sol e foi registrada pelo satélite SOHO como uma gigantesca onda que praticamente atravessou a superfície do Sol.

Os tsunamis solares não representam uma ameaça direta à Terra, mas são extremamente importantes para o estudo do astro-rei. "Podemos usá-los para diagnosticar as condições atuais do Sol e tentar prever quando as tempestades solares podem ocorrer. Ao observar como as ondas se propagam, podemos coletar informações sobre as camadas mais baixas da atmosfera solar e que de outra forma não seriam possíveis", disse Gurman.


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NASA exclui impacto com a Terra em 2036 para asteróide Apophis


PASADENA, Califórnia - Os cientistas da NASA, na agência do Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia, efetivamente descartou a possibilidade de o asteróide Apophis irá impactar a Terra durante um voo rasante em 2036. Os cientistas usaram informações atualizadas obtidas pela NASA apoiados telescópios em 2011 e 2012, bem como os novos dados a partir do momento que antecederam a sobrevoar Apophis 'Terra distante ontem (09 de janeiro).
Asteróide Apophis
Descoberto em 2004, o asteróide, que é do tamanho de campos de futebol de três e meio, reuniu a atenção imediata de cientistas espaciais e da mídia quando os cálculos iniciais de sua órbita indicou uma possibilidade 2,7 por cento de um impacto com a Terra durante um fim sobrevôo em 2029. 
Dados descobertos durante uma pesquisa de velhas imagens astronômicas forneceu a informação adicional necessária para afastar o cenário de impacto 2029, mas uma 
possibilidade remota de uma em 2036 manteve-se - até ontem.
"Com os novos dados fornecidos pelo Magdalena Ridge [Novo México Instituto de Mineração e Tecnologia] e do Pan-STARRS [Univ. Do Havaí] observatórios ópticos, juntamente com os dados muito recentes fornecidos pelo Sistema Radar Goldstone Solar, temos efetivamente governou a possibilidade de um impacto com a Terra por Apophis em 2036 ", disse Don Yeomans, gerente do escritório da NASA Programa Near-Earth Object do JPL. "As chances de impacto como eles estão agora são menos de um em um milhão, o que nos deixa confortável em dizer que podemos efetivamente descartar um impacto com a Terra em 2036. Nosso interesse em asteróide Apophis vai ser essencialmente para o seu interesse científico para o futuro previsível."
13 de abril de 2029, sobrevôo de asteróide Apophis será um para o livro dos recordes. Nessa data, o Apophis irá tornar-se o mais próximo voo rasante de um asteróide do tamanho quando se trata não menos de 19, 400 milhas (31.300 km) acima da superfície da Terra.
"Mas muito mais cedo, uma maior aproximação de um asteróide menos conhecido que vai ocorrer no meio do próximo mês, quando um asteróide de 40 metros de tamanho, 2012 DA14, voa superfície da Terra de forma segura passado de em cerca de 17.200 milhas", disse Yeomans. "Com novos telescópios vindo em linha, a atualização de telescópios existentes eo aprimoramento contínuo do nosso processo de determinação orbital, nunca há um momento de tédio trabalhando em objetos próximos da Terra."
Nasa detecta e acompanha asteróides e cometas que passam perto da Terra usando tanto o solo e telescópios espaciais. O Near-Earth Object Programa de Observações, comumente chamado de "Spaceguard", descobre esses objetos, caracteriza um subconjunto delas e parcelas suas órbitas para determinar se algum poderia ser potencialmente perigosos para o nosso planeta.
O Near-Earth Escritório do Programa de Objetos no JPL gerencia as atividades técnicas e científicas para o programa da NASA Objetos Próximos à Terra da Diretoria de Missões Científicas em Washington. JPL é uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.

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Colisão Via Lactea e Andromeda FOTO

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Planetas

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