À primeira vista a paisagem lembra uma enorme duna daquelas existentes nos desertos da Terra, mas que na verdade é uma gigantesca montanha que se eleva a 5 mil metros de altura acima da cratera Gale onde o jipe Curiosity está trabalhando desde que pousou em Marte em agosto de 2012.
Diferente do que se possa pensar, esta impressionante visão panorâmica não foi feita com um simples clique como nas máquinas fotográficas convencionais. Ela foi obtida a partir de dezenas de fotos capturadas pela lente de 100 milímetros instalada no topo do mastro do jipe-robô Curiosity.
As cores da cena também não são aquelas que veríamos se estivéssemos em Marte. Elas foram balanceadas para tornar o céu mais azul e mostrar as cores do terreno parecidas com a paisagem terrestre. Isso é feito para que os pesquisadores possam reconhecer visualmente os materiais rochosos baseado na experiência de observações feitas aqui na Terra. Sem o balanceamento de branco, como é chamado o processamento, o céu marciano pareceria tingido de caramelo.
A cena foi registrada no 45º Sol (dia marciano) da missão Curiosity, em 20 de setembro de 2012.
As planícies mais baixas do Monte Sharp é o principal alvo do jipe-robô, mas deverá passar um bom tempo na região conhecida como Baía Yellowknife, onde foram encontradas evidências bastante favoráveis à existência de vida microbiana no passado marciano.
Mast Camera (MastCam)
A Mast Camera (MastCam) é montada sobre o mastro do robô e tem capacidade de fotografar em 3D em 8 comprimentos de onda diferentes dentro do espectro visível. Sua resolução é de 1600×1200 pixels e também pode fazer vídeos em alta-definição. Uma das câmeras, a Medium Angle Camera (MAC) tem distância focal de 34 mm, com ângulo e abertura de 15 graus, com capacidade de resolver 22 cm/pixel a 1 km de distância.
A outra câmera é a Narrow Angle Camera (NAC), com distância focal de 100 mm e campo de visão de 5.1 graus. Sua capacidade de resolução é de 7.4 cm/pixel a 1 km.
Jipe-Robô Curiosity registra impressionante paisagem marciana
Ao vivo: Tudo pronto para acoplamento da nave espacial Dragon
Algumas horas após lançamento, a nave robótica Dragon apresentou problemas de propulsão que a impediram de seguir viagem rumo à Estação Espacial Internacional. De acordo com os engenheiros, o problema foi corrigido e o acoplamento com a ISS será feito neste domingo.
A nave Dragon, pertencente à empresa privada SpaceX foi lançada na tarde de sexta-feira, às 12h10 BRT (Horário de Brasília), no topo de um foguete do tipo Falcon 9. O problema ocorreu alguns instantes após a separação entre a cápsula e o foguete, quando três dos quatro foguetes usados para levar a nave até a Estação Espacial Internacional, ISS, não foram acionados.
De acordo com engenheiros da SpaceX, a falha ocorreu em uma linha de pressurização que ajuda a manter a pressão nos tanques de combustível. Segundo os especialistas, essa linha foi bloqueada por uma falha no sistema elétrico que ocorreu antes dos painéis solares se abrirem.
Em entrevista coletiva, o presidente da empresa SpaceX, Elon Musk, afirmou que três horas após a detecção do problema a falha já havia sido sanada, com os painéis solares já abertos e captando a energia necessária para acionamento dos propulsores. A correção foi confirmada pela NASA, que fornece o suporte técnico e financeiro para a missão.
Segundo funcionários da NASA, três propulsores precisam estar em condições de funcionamento antes da Dragon atracar com a ISS. Dois deles serão usados para manter a cápsula orbitando a ISS, mas são necessários três propulsores para que o acoplamento seja feito.
Com o restabelecimento dos três propulsores, a NASA acredita que o acoplamento possa ser realizado no domingo, 3 de março, mas ainda não informou o horário.
Este é o segundo dos doze voos da cápsula Dragon com destino à ISS. A nave está carregada com 600 quilos de experimentos científicos e suprimentos para os astronautas.
Toda a missão de acoplamento da nave Dragon está sendo transmitida ao vivo pela NASA-TV e pode ser acompanhada nesta página ou então através do nosso canal Apolochannel, onde um site está disponível para os participantes conversarem sobre a missão.
Aumentam as chances de colisão do cometa C/2013 A1 contra Marte
Novas observações do deslocamento do cometa C/2013 A1 mostram que a aproximação do objeto da superfície marciana será muito mais próxima da que foi calculada anteriormente e as chances de impacto contra o Planeta Vermelho já não podem mais ser descartadas.
A possibilidade de uma aproximação maior entre os dois objetos já havia sido levantada pelo Apolo11 ao analisar as efemérides divulgadas pelo Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, o JPL. Em 7 de fevereiro, a distância nominal de aproximação mostrada no aplicativo era de 879 mil km, enquanto a aproximação mínima prevista era de 0 (zero) km.
Os novos números foram divulgados pelo astrônomo amador Leonid Elenin, ligado ao Instituto de Matemática Aplicada da academia de ciências da Rússia, com base em uma série de observações feitas por imagens registradas por um dos telescópios robóticos da rede ISON, localizado no Novo México, EUA.
Elenin afirmou que mais observações precisarão ser feitas até que a elipse da orbita do cometa seja perfeitamente conhecida, mas segundo o astrônomo o cenário de uma colisão é cada vez mais provável, embora permaneça baixo.
O Cometa C/2013 A1
Quando foi descoberto, C/2013 A1 se encontrava a 7.2 AU do Sol ou cerca de 1.1 bilhão de quilômetros de distância da estrela.
Após ter sua órbita calculada, logo se verificou que o caminho do cometa cruzava a orbita de Marte a uma distância muito próxima do planeta, estimada entre 700 mil e 1.9 milhões de km da superfície. Essa grande aproximação provocou grande euforia nos astrônomos amadores e profissionais, mas um pequeno detalhe chamou a atenção do público em geral: a simulação da NASA.
Consequências
É muito difícil avaliar as consequências de uma colisão direta entre o cometa C/2013 A1 e o Planeta Vermelho. Estima-se que o C/2013 A1 tenha entre 10 e 50 km de diâmetro e se move em relação a Marte a uma velocidade de 200 mil km/h. Assim, a energia cinética estimada pode ser comparada a 20 bilhões de megatons de TNT.
Um choque dessa magnitude seria capaz de produzir uma cratera de 520 km de largura por 2 km de profundidade, além de produzir alterações significativas na atmosfera marciana. A pluma de partículas levantadas também poderia encobrir o Sol por um longo período de tempo, diminuindo a temperatura do planeta.
Mesmo que a colisão não aconteça, uma passagem tão próxima também deverá provocar alterações, já que o planeta poderá ser envolvido pela gigantesca coma cometária, estimada em mais de 100 mil quilômetros de diâmetro.
Uma sonda da Nasa, batizada de MAVEN, está programada para ser lançada em março de 2013 e entrar na órbita marciana em setembro de 2014. Os dados da sonda ajudarão a monitorar a trajetória do cometa. Aguardemos.
NUSTAR DA NASA AJUDA A RESOLVER O ENIGMA DA ROTAÇÃO DOS BURACOS NEGROS
Câmeras a postos: Mercúrio se aproxima da elongação máxima!
Mercúrio é um planeta bastante difícil de ver. No céu, ele fica muito próximo do Sol e isso impede que possa ser facilmente observado. Em algumas ocasiões, entretanto, é possível vê-lo na forma de um ponto brilhante, quando o Sol está próximo do horizonte.
Mercúrio ainda é um mundo pouco conhecido, pois as explorações a partir de telescópios terrestres não revelam muitas coisas sobre a sua composição. Os maiores avanços sobre o conhecimento do planeta estão sendo produzidos pelas sondas interplanetárias, especialmente a sonda Messenger, que explora o astro desde 2008.
Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar e também o mais interno a orbitar o Sol. Visto da Terra, o astro nunca se distancia muito da estrela e a máxima elongação (separação visual entre o Sol e um objeto celeste) é de 28 graus. Essa é a mesma distância ocupada por três punhos fechados estendidos na direção do céu.
Apolo11.com - Todos os direitos reservados
Cometa ISON passará pelo Sol a mais de 1 milhão de km/h
A cada dia que passa, além de se tornar mais brilhante o cometa C/2012 S1 ISON também está ficando mais rápido. Atualmente, sua velocidade é de cerca de 70 mil km/h, uma verdadeira carroça se compararmos com a velocidade que atingirá quando chegar ao periélio.
À medida que se aproxima do Sol, além de ficar mais brilhante o cometa ISON também ganha velocidade, pois quanto mais perto da estrela, maior a interação gravitacional. Isso "atrai" o cometa com mais força, fazendo-o despencar mais rápido em direção à estrela.
Os cálculos mostram que no dia 27 de novembro de 2013 ISON chegará a apenas 63 milhões de quilômetros de distância do SOL. Neste dia, sua velocidade de deslocamento será de nada menos que 1.36 milhões de km/h ou 377 km/s. Se fosse um avião, seria possível fazer uma viagem de São Paulo à Nova York em menos de 20 segundos!
Apesar de parecer bastante rápido, outros cometas do tipo "sungrazers" podem facilmente ultrapassar esta marca. Em 2011, o cometa Lovejoy chegou ao periélio a 536 km/s ou 1.92 milhões de km/h.
Sungrazer ó nome que se dá aos cometas que rumam em direção ao Sol.
Devido à altíssima velocidade de deslocamento, ISON não deverá mergulhar no Sol, mas contorna-lo com velocidade cada vez menor. Isso acontece devido à interação gravitacional entre a estrela que "puxa e freia" o cometa e a fantástica velocidade de deslocamento, que "tenta" fazer o cometa seguir sua órbita.
Uma analogia bastante parecida pode ser feita com uma montanha-russa. Do topo da montanha o veículo é acelerado até atingir a máxima velocidade na parte inferior da curva. Em seguida sobe, mas perde velocidade à medida que se eleva, "freado" pela ação da gravidade e perda da energia cinética.
Atualmente, ISON está a 700 milhões de quilômetros do Sol, viajando a 19.5 km/s ou 70 mil km/h, mas os números estão mudando. Apertem os cintos, pois em 27 de novembro a velocidade será máxima!
Apolo11.com - Todos os direitos reservados
NASA registra impressionante chuva de plasma sobre o Sol
Dizer que chove no Sol pode até parecer exagerado, mas é exatamente isso o aconteceu na superfície da estrela durante a ocorrência de um flare. Um evento simplesmente sensacional registrado pelas lentes do telescópio SDO.
No dia 19 de julho de 2012, tudo parecia tranquilo na superfície do Sol e as imagens transmitidas pelo Observatório de Dinâmicas Solares, SDO, não mostravam anomalias significativas que pudessem chamar a atenção, até que de repente esse panorama começou a mudar.
Subitamente, uma explosão de média intensidade brilhou na superfície da estrela, dando origem a um gigantesco e cintilante loop de plasma que se elevou a mais de 100 mil km de altitude. Ao mesmo tempo em que subia, o gás superaquecido do arco passou a se precipitar sobre a superfície do Sol, provocando uma verdadeira chuva de plasma, batizada pelos físicos espaciais de Chuva Coronal.
Apolo11.com - Todos os direitos reservados





