Como foi a APROXIMAÇÃO maxima do Asteroide 2012 D414
Acompanhe ao vivo a aproximação do asteroide 2012 DA14
Atualização: 15 fev 2013 - 14h52
Já estamos com imagens ao vivo do asteroide 2012 DA14, direto dos observatórios de Murrumbateman, Gingin e Samford Valley, na Austrália!- Assista Aqui
Na próxima sexta-feira, às 17h25 pelo horário de Verão, um asteroide de 140 mil toneladas e 60 metros de comprimento fará um impressionante voo rasante e passará raspando em nosso planeta. O evento será transmitido ao vivo, direto da Austrália.
Máxima Aproximação: 15 de fevereiro às 17h25 BRST (Horário de Verão)
Onde ver? Apolochannel Canal 3 a partir das 17h00 BRST
VEJA AO VIVO!
A transmissão ao vivo será feita pelo Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, o JPL e terá início 25 minutos antes da aproximação máxima. O evento terá comentários de especialistas e imagens ao vivo ou recuperadas (se o tempo meteorológico permitir) registradas por observatórios na Austrália. O tempo de transmissão será de 30 minutos.
Depois da máxima aproximação o asteroide ainda estará muito próximo da Terra e a transmissão ao vivo terá início algumas horas mais tarde, à meia-noite pelo horário de verão e se estenderá por 3 horas. As imagens serão captadas pelo telescópio do Marshall Space Flight Center, da Nasa, em Huntsville, Alabama.
Onde ver? Apolochannel Canal 4 a partir das 00h00 BRST do dia 16/02 (madrugada de sexta-feira para sábado)
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2012 DA14: Choque produziria explosão igual a 130 bombas atômicas
Na próxima sexta-feira, às 17h25 pelo horário de Verão, um asteroide de 140 toneladas e 60 metros de comprimento fará um impressionante voo rasante e passará raspando em nosso planeta. Apesar de não haver risco de colisão, a aproximação mostra os riscos a que a Terra está submetida diariamente.
Batizada de 2012 DA14, a rocha move-se no espaço à incrível velocidade de 28 mil km/h e caso atingisse a Terra liberaria a mesma energia da explosão de 2.5 milhões de toneladas de TNT. Isso equivale a 130 vezes a potência da bomba atômica que destruiu a cidade de Hiroxima em 1945.
Em 1908, um cometa ou asteroide de dimensões similares explodiu na atmosfera da Terra acima da região do rio Tunguska, na Sibéria e varreu mais de 2 mil km quadrados de árvores. Esse evento ocorreu às 07h17 da manhã e se tivesse atingido o planeta cinco horas mais tarde destruiria por completo a cidade de São Petersburgo, na época capital do Império Russo.
Segundo relatos da época, a luminosidade foi tão intensa que era possível ler livros na cidade de Londres, há mais de 10 mil quilômetros de distância. Cálculos posteriores mostraram que a onda de choque circundou a Terra por duas vezes através da atmosfera.
De acordo com Don Yeomans, cientista-chefe do NEO, Laboratório de Objetos Próximos à Terra, da Nasa, caso o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra produziria um efeito muito semelhante ao evento de Tunguska.
O choque não aconteceria diretamente contra a superfície, já que a atmosfera terrestre "frearia" a rocha. Isso provocaria o superaquecimento do asteroide fazendo-o explodir em centenas de fragmentos, provocando uma violenta onde de choque. Segundo Yeomans, durante o evento de Tunguska a temperatura do ar ao redor da rocha pode ter chegado a 24 mil graus Celsius.
Na sexta-feira
A máxima aproximação do asteroide está prevista para acontecer as 17h25 pelo horário de Brasília, quando 2012 DA14 atingirá apenas 27.700 km de altitude da superfície (34.100 km do centro da Terra). Visto da cidade de São Paulo isso ocorrerá a cerca de 10 graus de elevação acima do azimute 187 graus, com o céu ainda bastante claro.
Devido à grande interação gravitacional entre a Terra e o asteroide, os programas tradicionais de astronomia como Stellarium, Cartes du Ciel, etc, não podem prever com exatidão os momento próximos da máxima aproximação e apenas fornecem uma estimativa das posições esperadas.
Ao vivo
Como a aproximação máxima ocorrerá no período diurno brasileiro, a observação de 2012 DA14 será impossível e mesmo que pudesse ser feita seria bastante difícil de o asteroide ser "perseguido" por telescópios, já que a velocidade de deslocamento pelo céu seria muito rápida e somente astrônomos amadores bastante experientes teriam sucesso nessa empreitada. Mas nem tudo está perdido.
A NASA, através do Marshall Space Flight Center, rastreará o asteroide e transmitirá as imagens ao vivo do evento a partir dos EUA, mas devido ao horário da passagem as transmissões começarão a partir da meia-noite do dia 16, sete horas após a aproximação máxima, mesmo assim com o asteroide ainda muito próximo da Terra.
Outros telescópios situados em localidades escuras também tentarão rastrear a rocha, mas ainda não temos a confirmação sobre as transmissões em tempo real.
De qualquer forma, o Apolo11 retransmitirá ao vivo as imagens geradas pelo telescópio da NASA. Além disso, colocaremos à disposição dos internautas para um chat para bate-papo e troca de informações sobre o evento.
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