O FENÔMENO DO RAIO VERDE NO SOL É FOTOGRAFADO EM SUNSET CLIFFS NA CALIFÓRNIA

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A foto acima mostra o chamado efeito de raio verde observado desde Sunset Cliffs, em San Diego, na Califórnia no dia 24 de Outubro de 2012. Apesar, segundo o fotógrafo, já ter visto esse fenômeno em dezenas de ocasiões no decorrer de anos, esse teve uma aparência única, parecia uma lava azul esverdeada fluindo de um vulcão colorido. Na verdade, o termo raio verde na verdade significa num brilho repentino, enquanto de fato o Sol está ficando cada vez mais apagado, segundo por segundo.
Os raios verdes são fenômenos de curta duração e aparecem como uma luz verde sendo emitida da parte superior do disco solar. Eles não são raros mas podem ser difíceis de serem observados. Num ar muito limpo, os raios podem aparecer azuis ou até mesmo roxos. A curvatura da atmosfera da Terra, age como um prisma separando a luz do Sol em todas as cores de seu espectro. Mesmo podendo observar os raios verde a olho nu, você pode ter mais sorte na observação se usar binóculos ou até mesmo pequenos telescópios e então você será capaz de detectar mais detalhes. Logicamente sempre tenha cuidado ou use algum tipo de filtro para olhar para o Sol.
Fonte: http://blog.cienctec.com.br/imagens/o-fenomeno-do-raio-verde-no-sol-e-fotografado-em-sunset-cliffs-na-california/
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Menor planeta poderá ser avistado em fevereiro!


Quando Galileu começou a estudar o céu com sua luneta, pôde observar os planetas descrevendo minúsculas órbitas. Pareciam a olho nu, apenas fontes pontuais de luz como as estrelas.

Vênus, por exemplo, estando mais próximo do Sol do que a Terra, exibia fases como a Lua, o que deveria ocorrer se fosse um corpo obscuro que brilhasse apenas por refletir a luz solar. Isso era uma prova de que os planetas também eram mundos possivelmente semelhantes à Terra, inclusive quiçá, comportando vida também...

Mas, a Teoria Cinética dos Gases, excluía qualquer astro menor do que a Lua, como possível incubador de vida, pelo fato de que pequenos mundos não têm atração gravitacional suficiente para manter uma atmosfera.

Mercúrio é dos planetas, o menor de todos, no entanto, tem 4,4 vezes o tamanho da Lua e seu diâmetro é de 4860 Km, sendo 1,4 vez superior ao da Lua. Já a aceleração da gravidade na superfície mercuriana é 2,3 vezes a da Lua e aproximadamente 2/5 da gravidade da Terra. Aparentemente, esses parâmetros seriam o bastante para Mercúrio manter ainda que uma leve atmosfera. Mas, no caso, há um obstáculo: Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Sendo assim, qualquer ar que ele pudesse ter, seria aquecido por temperaturas muito mais elevadas do que as existentes na atmosfera da Terra. Por consequência, as moléculas dos gases em Mercúrio seriam mais velozes e dificilmente seriam mantidas juntas à superfície.

Portanto, não há atmosfera em Mercúrio. Porém, foi detectada a presença de um invólucro de pouca espessura de hélio. A origem desse gás não é conhecida. Pode ser produto do decaimento radioativo de elementos como urânio e tório que se encontram presentes nas rochas do planeta. Podem também ser átomos capturados do vento solar.

Por outro lado, a sonda espacial Messenger, apesar de que pela proximidade com o Sol, Mercúrio apresenta temperatura superficial diurna máxima em torno de 425ºC, descobriu gelo nesse tórrido planeta, gelo esse que cobriria a cidade de Washington, capital dos Estados Unidos com uma camada de pouco mais de dois quilômetros de espessura....

Esse aparente disparate tem explicação, pois a inclinação do eixo de rotação de Mercúrio é quase zero, então partes dos polos nunca receberam insolação direta.

Grande parte desse gelo, porém, está coberto por uma camada de material escuro, possivelmente compostos orgânicos, fruto do impacto de meteoros e cometas, que aliás, segundo teorias, poderiam ser os ",semeadores da vida", na Terra, incluindo boa parte do conteúdo de água.

Outra das esquisitices de Mercúrio, reside no fato de que em 2008, foi observado um tipo de cauda no planeta na direção anti-solar, semelhante a dos cometas! Isso seria o efeito mais uma vez da proximidade do Sol, cujos flares e vento solar soprariam material mercuriano para formar a cauda na direção oposta (anti-solar).



Observando Mercúrio
Por fim, o tema deste reporte é sobre as duas semanas de fevereiro de 2013, quando Mercúrio estará mais fácil de ser avistado, uma vez que por ser um planeta interior (e o mais perto do Sol), se afasta muito pouco do astro-rei, portanto, só pode ser visível logo depois do ocaso ou pouco antes do nascer do Sol!
Elongacao de Mercurio
É a chamada elongação, o ângulo entre o Sol e o planeta quando observado da Terra. Quando um planeta interior é visível depois do pôr-do-sol, está próximo da sua elongação oriental máxima e quando é visível antes do nascer do sol, está próximo da sua elongação ocidental máxima. O valor da elongação máxima (leste ou oeste) para Mercúrio varia entre 18º e 28º e para Vênus, outro planeta interior e o segundo mais perto do Sol, está entre 45º e 47º.

Portanto, os valores da elongação para Mercúrio, faz deste astro, um planeta muito esquivo, daí essa oportunidade de observá-lo agora neste mês.

Procure observar o céu na direção do pôr-do-Sol, meia hora depois que o astro-rei submergiu no horizonte. Mercúrio deve ser avistado como um ponto brilhante meio róseo, devido as nuances de rosa por ocasião do ocaso.

Á medida que Fevereiro corre, Mercúrio estará mais alto no céu. A partir do dia 11 até o dia 21, o planeta que no começo do mês esteve visível meia hora depois do ocaso, nesse período, aparecerá uma hora depois do pôr-do-Sol, portanto, sob céu um pouco mais escuro, facilitando assim, seu avistamento.

Mas, é bom que se diga que a visibilidade deste pequeno planeta, vai depender das condições de localização do observador. Para observadores do litoral paulista, o avistamento pode ser difícil, mesmo sob boas condições de transparência atmosférica, devido ao obstáculo oferecido pelos contrafortes da Serra do Mar...

E a previsão do tempo também não é lá muito favorável, pois mesmo com a desconfiguração da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), neste final de semana na Baixada Santista (litoral) e capital paulista, ainda há condições para instabilidades no início da próxima semana, devido ao aquecimento diurno aliado à umidade ainda presente (termodinâmica), na forma de pancadas de chuvas mesmo que esparsas. Porém, como as chuvas não serão contínuas, quiçá logo após o entardecer, não tenhamos condições ainda que temporárias, mas suficientes para o avistamento desse esquivo planeta?

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O COMETA HALLEY E A VIA LÁCTEA EM 1986

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observatory_150105Você viu o cometa Halley em 1986? Foi esse evento que me despertou para a astronomia. Acho que foi a primeira vez que houve um flood total da imprensa sobre um tema astronômico, e o mais interessante que não havia internet. Imagino se tivesse internet, como seria a cobertura? Mas foi sensacional, todo o mundo ficou apreensivo esperando outra aparição histórica do cometa, como havia sido em 1910. O cometa apareceu, foi bonito, mas não foi espetacular. Aliás os cometas são muito imprevisíveis. Por isso temos que ter cuidado com as previsões. Para esse ano, estamos esperando uma aparição fantástica do cometa ISON em Novembro, mas temos que ter calma, quando chegar mais perto podemos ter uma noção melhor do que irá acontecer.
A foto acima é uma foto histórica que mostra o Cometa Halley em 1986 com a Via Láctea brilhando à direita do cometa.
Fonte:http://blog.cienctec.com.br/imagens/o-cometa-halley-e-a-via-lactea-em-1986/


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Cauda de Vênus faz planeta se parecer com cometa


A alteração na ionosfera de Vênus durante condições de vento solar normal (esquerda) e uma atividade reduzida no Sol (direita), que criou uma "cauda de planeta". [Imagem: ESA/Wei et al. (2012)]

Atmosfera e campos magnéticos


A nave da ESA Venus Express fez observações surpreendentes de Vênus, durante um período de baixa pressão dos ventos solares.

A ionosfera do planeta expandiu-se na sua face noturna, assemelhando-se à cauda de um planeta.

A ionosfera é uma região da alta atmosfera, carregada eletricamente. A sua forma e densidade são em parte determinadas pelo campo magnético interno do planeta.

Na Terra, que tem um campo magnético forte, a ionosfera mantém-se relativamente estável, numa determinada gama de condições dos ventos solares. Já em Vênus, que não tem campo magnético, a forma da sua ionosfera depende das interações com o vento solar.

Tinha-se dúvida sobre o impacto dos ventos solares na forma da ionosfera. Mas os novos resultados da Venus Express revelaram, pela primeira vez, o efeito de uma pressão de vento solar muito baixa na ionosfera de um planeta não magnetizado.

Cauda de Vênus


As observações foram feitas quando a sonda da NASA Stereo-B mediu uma diminuição na densidade dos ventos solares para 0,1 partícula por centímetro cúbico, um valor cerca de 50 vezes mais baixo do que o observado normalmente; isto persistiu durante cerca de 18 horas.

Quando este vento solar fraco atingiu Vênus, a Venus Express registrou o "balão ionosférico" do planeta saindo pelo seu lado noturno, de uma forma semelhante à cauda de um cometa.

"A ionosfera em forma de lágrima começou a formar-se entre 30 e 60 minutos depois da diminuição da pressão do vento solar. Em um período equivalente a dois dias terrestres, ela esticou-se até pelo menos dois raios de Vênus," diz Yong Wei, do Instituto Max Planck, na Alemanha, principal autor das duas descobertas.

Influências solares


Estas observações encerram o debate sobre a forma como o vento solar afeta o transporte de plasma ionosférico do lado diurno para o noturno de Vênus.

Normalmente, este material escoa ao longo de um fino canal na ionosfera, mas os cientistas não tinham a certeza sobre o que acontece em condições de fraco vento solar.

Será que as partículas de plasma aumentam à medida que o canal se alarga devido a uma menor pressão, ou será que diminui porque há menos força disponível para puxar o plasma pelo canal?

"Sabemos agora, finalmente, que o primeiro efeito se sobrepõe ao segundo, e que a ionosfera se expande significativamente durante baixas condições de vento solar," diz Markus Fraenz, coautor do estudo.

Prevê-se que ocorra um efeito semelhante em volta de Marte, outro planeta não-magnetizado do nosso Sistema Solar.

"Falamos com frequência sobre os efeitos dos ventos solares na atmosfera dos planetas durante períodos de intensa atividade, mas a Venus Express mostrou que até mesmo quando o vento solar é fraco o Sol ainda consegue influenciar significativamente o ambiente dos nossos planetas vizinhos," acrescenta Hakan Svedhem, cientista da Venus Express.

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IMAGEM MOSTRA O COMETA LEMMON PERTO DO POLO CELESTE SUL

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observatory_150105Atualmente cruzando o céus do sul, o Cometa Lemmon (C/2012 F6) foi assim denominado por ter sido no último ano como parte do Mount Lemmon Survey (no Arizona). Mais brilhante que o esperado mas ainda abaixo da visibilidade a olho nu, o Cometa Lemmon apresenta uma impressionante coma de coloração verde lima e uma apagada e dividida cauda que aparece muito bem nessa imagem telescópica feita em 4 de Fevereiro. A tonalidade esverdeada vem do gás diatômico C2 da sua coma que é fluorescente na luz do Sol. Registrada de um observatório perto de Sidney, na Austrália a composição colorida acima foi feita a partir de uma série de exposições individuais do cometa. Com um campo de visão de aproximadamente 1 grau de diâmetro, os rastros estelares são uma consequência do movimento relativamente rápido do cometa contra o fundo estelar perto do polo celeste sul. Movendo-se para o norte, o cometa deve crescer em brilho, alcançando um pico de magnitude 3 quando ele estiver mais perto do Sol no final de Março. No começo de Abril ele deve ser visível do hemisfério norte da Terra. Claro, esse ano, o Cometa Lemmon pode ser apenas mais um belo cometa para os observadores na Terra, antecipando as prováveis espetaculares aparições do Cometa PANSTARRS e do Cometa ISON.
Fonte http://blog.cienctec.com.br/imagens/imagem-mostra-o-cometa-lemmon-perto-do-polo-celeste-sul/

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TEMPESTADE DE RAIOS ATINGE BRASÍLIA E REVELA A IMPRESSIONANTE FORMA DE BIGORNA DA SUA NUVEM MÃE

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observatory_150105A foto acima foi feita pelo genial Rodrigo Andolfato de Brasília e estampa hoje o site Earth Picture of the Day. Em primeiro lugar gostaria de parabenizar o Rodrigo, pela bela foto e pelo belo trabalho que faz com astrofotografia. Tive o prazer de conhecê-lo na Campus Party Brasil 6 onde ele junto com o Fabio Plocos fizeram uma bela palestra sobre astrofotografia. A foto acima dispensa comentários. Ela mostra uma tempestade de raios que atingiu Brasília. A foto foi feita desde o apartamento do Rodrigo no décimo segundo andar de um prédio. O impressionante nessa imagem é como os raios ao iluminarem a nuvem revelam a principal característica de nuvens de tempestade, ou seja, sua forma de bigorna. Essa forma fica bem clara mostrando toda a extensão da nuvem tipo cumulonimbus. Nesse tipo de nuvem, o topo da tempestade está na tropopausa

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Pode o cometa C/2013 A1 se chocar contra Marte em 2014?

Poucos dias depois de descoberto, o cometa C/2013 A1 já começa a chamar a atenção. Apesar de poucos dados disponíveis, cálculos astronômicos mostram que o cometa chegará tão perto de Marte em 2014 que alguns softwares apontam para um possível impacto contra o planeta
Cometa C/2013 A1

Descoberto em 3 de janeiro de 2013 pelo astrônomo amador Robert McNaught, o cometa recebeu a denominação oficial de C/2013 A1 Siding Spring por ter sido descoberto no Siding Spring Observatory, na Austrália. Antes de McNaught, o objeto já tinha sido detectado em 8 de dezembro de 2012 pelo observatório Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona, mas sem que fosse possível determinar sua orbita.

Quando foi descoberto, C/2013 A1 se encontrava a 7.2 AU do Sol ou cerca de 1.1 bilhão de quilômetros de distância da estrela.

Após ter sua órbita calculada, logo se verificou que o caminho do cometa cruzava a orbita de Marte a uma distância muito próxima do planeta, estimada entre 700 mil e 1.9 milhões de km da superfície. Essa grande aproximação provocou grande euforia nos astrônomos amadores e profissionais, mas um pequeno detalhe chamou a atenção do público em geral: a simulação da NASA.


Impacto
Pela simulação feita pelo aplicativo de Dinâmicas do Sistema Solar, SSD, o gráfico que apresenta as órbitas dos planetas e cometas não mostra uma simples aproximação entre os dois objetos e sim um choque direto entre o cometa C/2013 A1 Siding Spring e o Planeta Vermelho, prevista para 19 de outubro de 2014. E para piorar a situação, o campo de dados que informa a distância nominal de aproximação mostra 879 mil km, enquanto a aproximação mínima prevista é de 0 (zero) km..


O Apolo11 e o Superscience fez a simulação de aproximação com oito programas diferentes de astronomia e o resultado foi bem diferente daquele fornecido pelo JPL, da NASA. Em nenhum deles o cometa impacta contra Marte, mas a aproximação é realmente grande. Pelo software Stellarium, a distância mínima entre o Planeta Vermelho chega a menos de 750 mil quilômetros de distância. Vistos da Terra, a separação angular entre eles é menor que a metade do tamanho aparente da Lua Cheia.

O problema na apresentação dos dados da NASA parece estar relacionado ao tamanho do aplicativo e também pelo método de cálculo, que não tem resolução e precisão suficientes para mostrar uma separação tão pequena entre dois objetos.

Até o momento, 7 de fevereiro de 2013, apenas 55 observações foram feitas para determinar o arco da orbita cometária e novas observações deverão refinar melhor o shape orbital, permitindo que novas simulações sejam feitas. No entanto, como o aplicativo da NASA é uma referência tanto para os astrônomos amadores como para o público em geral, até que os dados sejam refinados e a modelagem corrigida a possibilidade de impacto não pode ser descartada.

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