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Com o pico do ciclo solar 24 praticamente atingido, deveríamos estar presenciando uma atividade solar bastante pronunciada, com muitas explosões e tempestades geomagnéticas, mas isso não está acontecendo. O Sol continua quieto e muito longe de uma mega explosão.
Talvez você nem se lembre mais quando foi a última tempestade solar intensa, daquelas de chamar a atenção até mesmo dos apáticos telejornais brasileiros.
Isso acontece porque nem mesmo no ano passado, no ano em que o mundo não acabou, tivemos uma tempestade solar de arrepiar, com chances reais de algum blecaute de energia elétrica devido às induções de energia nas redes de transmissão.
A previsão de atingirmos o pico do ciclo solar 24 é na metade do mês de maio, mas se depender dos humores do Sol, isso será apenas uma previsão sem confirmação. O Sol continua quietinho e o número de manchas solares - responsáveis diretamente pelas explosões solares - é tão baixo que poderíamos dizer que o Sol está de cara limpa. Muito diferente do Halloween Storm.
Halloween Storm
Entre o final de outubro e início de novembro de 2003, nosso Sol passou por um dos momentos de maior atividade já registrada, produzindo uma sequencia emblemática de explosões extremamente fortes que atingiram nosso planeta. Como o evento ocorreu próximo ao dia das Bruxas nos EUA, foi batizado por pequisadores estadunidenses de Halloween Storm.
Um interessante estudo feito com dados da sonda europeia Venus Express mostrou que durante os períodos de baixa atividade solar, a ionosfera do planeta também é soprada de forma mais leve, formando uma espécie de cauda de gás similar a dos cometas.
A ionosfera de um planeta é uma região onde uma camada de gás eletricamente carregado têm sua forma e densidade parcialmente controladas pelo campo magnético interno do planeta.
Na Terra, mesmo sob condições de fortes ventos solares, o intenso campo magnético gerado no interior do planeta mantém a ionosfera praticamente estável ao redor do globo. Em Vênus, onde o campo magnético é praticamente inexistente, a ação do vento solar tem grande efeito na moldagem dessa camada e normalmente sopra as partículas carregadas da ionosfera para longe do planeta.
Ainda não se sabe exatamente quanto dessa moldagem depende unicamente da força dos ventos solares, mas os resultados obtidos pela sonda venusiana revelam pela primeira vez os efeitos de uma pressão solar muito baixa na ionosfera desmagnetizada de um planeta.
As observações foram feitas em agosto de 2010, quando a sonda da NASA Stereo-B registrou uma brutal queda na densidade do vento solar, que passou da média de 5 para apenas 0.1 partícula por metro cúbico durante um período de 18 horas.
Com a redução drástica da pressão do vento solar sobre Vênus, as partículas de gás da ionosfera deixaram de ser sopradas vigorosamente. Isso fez com que uma maior concentração de partículas carregadas se aglomerasse e caísse do lado escuro do planeta, formando uma cauda muito parecida com a trilha ionizada dos cometas.
"A ionosfera em forma de lágrima começou a se formar cerca de 30 a 60 minutos após o vento solar de alta pressão ter diminuído", disse o pesquisador Yong Wei, ligado ao Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha e principal autor das novas descobertas. "Ao longo de dois dias a cauda se estendeu por dois raios do planeta em direção ao espaço", completou o pesquisador.
Um efeito similar também é esperado para ocorrer em torno de Marte, já que o Planeta Vermelho também não tem um campo magnético capaz de moldar e estabilizar a ionosfera.
Normalmente, costumamos falar sobre os efeitos da interação do vento solar com atmosfera em períodos de intensa atividade solar, mas os novos dados mostram que mesmo quando o vento solar é reduzido, o astro-rei ainda pode influenciar significativamente o ambiente planetário.
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Na próxima terça-feira, o cometa C/2012 F6 Lemmon atingirá a menor distância da Terra, quando estará a 146 milhões de km do nosso planeta. Apesar de ainda estar longe do periélio, Lemmon está brilhando tanto que até com um pequeno binóculo já pode ser visto nas noites austrais. Experimente!
O cometa Lemmon é a bola da vez nos céus do hemisfério sul e um dos alvos mais procurados pelos astrofotógrafos e astrônomos amadores. E não é para menos.
Lemmon está aumentando diariamente seu brilho e de acordo com observadores mais experientes, sua magnitude já atinge 6 pontos, o que o coloca no limiar de percepção da visão humana e forte o suficiente para ser visto através de binóculos ou registrado em fotografias.
Lemmon está se aproximando do Sol e à medida que a distância fica menor o brilho se intensifica e poderá atingir a magnitude 3 quando chegar ao periélio, no dia 24 de março. Alguns observadores acreditam que o cometa tem potencial para ficar ainda mais brilhante e até mesmo atingir magnitudes negativas.
Onde está Lemmon?
Atualmente, Lemmon pode ser encontrado com facilidade no vértice da estrela delta da constelação do Oitante, que brilha na magnitude 3.7 e deve ser usada como referência para localizar o cometa.
Aqui no Brasil, esta constelação está nascendo antes do anoitecer nestes dias de fevereiro, então não será difícil encontra-la quando o céu já estiver bem escuro. Às 21h0 BRST Lemmon e a constelação já estarão a 25 graus de elevação no quadrante sul. Então basta localizar a constelação e a estrela de referência para achar o cometa. A carta celeste mostrada acima ajuda a entender melhor.
Para localizar o quadrante, abra os dois braços em forma de cruz e aponte o braço esquerdo para onde o Sol se põe. O quadrante Sul estará atrás de você.
Se você tiver uma máquina fotográfica com bastante zoom, ISO elevado e que permita exposições com 10 ou 15 segundos, registrar o cometa Lemmon será relativamente fácil.
Apoie a máquina em um tripé e aponte-a na direção da Oitante. Ajuste o tempo de exposição para o maior valor possível e aplique cerca de 10 ou 15 vezes de zoom. Faça algumas cenas e depois localize o cometa nas imagens. Lemmon é inconfundível e se parecerá como um objeto verde nas fotografias. Igualzinho a um limão!
Bons céus!
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No próximo dia 15 de fevereiro de 2013 o asteroide 2012 DA14 fará sua aproximação máxima da Terra e atingirá uma altitude inferior a dos satélites geoestacionários. A rocha tem cerca de 45 metros de comprimento e se atingisse o planeta explodiria com energia equivalente a 2.5 megatoneladas de TNT.
Apesar da grande dimensão e pequena distância, não haverá qualquer risco do objeto atingir a Terra e sua observação não será possível à vista desarmada. Os cálculos indicam que o brilho máximo será de 8.4 magnitudes, o que permite que o asteroide seja visto com auxílio de telescópios em localidades em que a aproximação ocorra durante a noite.
A agência espacial iraniana confirmou que lançou com sucesso um macaco vivo ao espaço, estabelecendo o que chamou de prelúdio para a colocação de seres humanos na órbita da Terra até o ano de 2020. Segundo a agência, o macaco retornou são e salvo para a Terra.
O experimento é o maior avanço do programa espacial iraniano, que tem como objetivo o domínio completo da tecnologia espacial. O país já lançou três satélites domésticos de telecomunicação e sensoriamento remoto e atualmente é o nono país com capacidade de colocação de satélites em órbita baixa e o sexto a enviar animais para o espaço.
A agência iraniana não deu maiores informações sobre o voo da cápsula Pishgam, que significa "pioneiro" em Farsi, mas sabe-se que foi um voo suborbital que atingiu 120 km de altitude e teve poucos minutos de duração, mas suficientes para validar a capacidade do país em colocar cargas vivas no espaço.
O viajante escolhido foi um macaco da espécie Rhesus (macaca Mullatta), um primata da família Cercopithecidae que habita as florestas temperadas da Índia, China e Afeganistão. Pelas suas características os rhesus são extensivamente estudados e usados em experiências laboratoriais, sendo que o fator sanguíneo Rh foi primeiro demonstrado em macacos dessa espécie.
