Cientistas da Agência espacial americana, Nasa, divulgaram ontem o mais recente relatório sobre as anomalias de temperatura no planeta e confirmaram novamente que a temperatura média da Terra continua em elevação. Segundo a agência, 2012 foi o nono ano mais quente desde que começaram as medições em 1880.
O relatório apresentado compara as temperaturas ao redor do planeta observadas em 2012 com a média global registrada entre os anos de 1950 e 1980, conhecida como linha-base e o resultado indica que a Terra continua experimentando temperaturas cada vez mais elevadas do que nas décadas passadas.
Os dados foram apresentados pelo GISS, Goddard Institute for Space Studies, da Nasa e mostram que a temperatura média da Terra em 2012 ficou em 14.6 graus Celsius, cerca de 0,54 mais quente que o período da linha-base (1950-1980). O estudo também indica que a temperatura global média aumentou 0,8 grau desde 1980, ano em que as medições começaram.
Flutuações
Apesar dos aumentos médios verificados, os pesquisadores da Nasa enfatizam que os padrões meteorológicos sempre apresentarão flutuações na temperatura média ao longo dos anos, mas que o contínuo aumento nas emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa assegura que a temperatura média a longo prazo deverá continuar em elevação.
Cada ano sucessivo não será necessariamente mais quente que o ano anterior, mas com o nível de emissão de gases cada vez mais elevado faz prever que as próximas décadas serão sempre mais quentes que a década anterior.
Dióxido de Carbono
De acordo com o climatologista Gavin Schmidt, ligado ao GISS, a temperatura do planeta está subindo e a razão é a injeção crescente de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, embora alguns cientistas acreditam que a elevação observada do CO2 não seria suficiente para aumentar a temperatura do planeta ao nível observado.
O CO2 é um dos principais gases responsáveis pelo Efeito Estufa, que age como uma verdadeira armadilha que aprisiona o calor na troposfera. Ele é injetado no ar naturalmente durante a decomposição de materiais orgânicos, mas também através da queima dos combustíveis fósseis usados para geração de vários tipos de energia, principalmente o petróleo e o carvão.
O nível do CO2 na atmosfera vem crescendo constantemente ao longo das décadas. Em 1880, o nível de partículas presentes na atmosfera era de aproximadamente 285 partes por milhão (PPM). Em 1960, essa concentração já havia subido para 315 PPM e atualmente é de cerca de 390 PPM, de acordo com dados publicados diariamente pelo observatório de Mauna Loa, no Havaí.
Recorde americano
Ao mesmo tempo em que o planeta registrou um ano relativamente quente em 2012, a porção continental dos EUA registrou o ano mais quente de toda sua história.
"As temperaturas do verão americano em 2012 são um exemplo de uma nova tendência de extremos sazonais, com extremos mais quentes que aqueles observados em meados do século 20", disse um dos principais pesquisadores do GISS, James E. Hansen, que estuda o fenômeno do Aquecimento Global desde 1970.
Para o cientista, algumas estações ainda poderão ser mais frias que a média de longo prazo, mas uma pessoa perspicaz deverá notar que a frequência de extremos invulgarmente quentes está aumentando. "São os extremos que têm o maior impacto sobre as pessoas e a vida no planeta", disse Hansen.
Apolo11.com - Todos os direitos reservados
Aquecimento Global: Nasa confirma aumento da temperatura da Terra
Nebulosas

Nebulosa da Lagoa
@Steve Mazlin, Jack Harvey, Rick Gilbert, and Daniel Verschatse

@Jesús Vargas (Astrogades) & Maritxu Poyal (Maritxu)

@Robert Gendler

@Canada-France-Hawaii Telescope, J.-C. Cuillandre

@Yuri Beletsky

@H. Bond et al., Hubble Heritage Team (STScI/AURA), NASA

@NASA, ESA, HEIC, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

@Bill Snyder (Bill Snyder Photography)

@NASA, ESA, J. Hester, A. Loll (ASU); Acknowledgement: Davide De Martin (Skyfactory)

@NASA, ESA, Andrew Fruchter (STScI), and the ERO team (STScI + ST-ECF)
Revelada a maior galáxia espiral


O maior aglomerado de galáxias do Universo
Astrônomos anunciaram ter observado a maior estrutura já vista no cosmos, um aglomerado de galáxias do Universo remoto que se estende por impressionantes quatro bilhões de anos-luz.


O que é um Planetário?
Um amontoado de estrelas exóticas
Nova fotografia VISTA do aglomerado estelar 47 Tucanae
Notas
Observatório espacial comprova existência de tsunami solar
Alguns anos atrás, os físicos solares testemunharam pela primeira vez uma gigantesca onda de plasma se propagando pela superfície do Sol. A dimensão do fenômeno era tão grande que apesar de estarem presenciando o evento, não podiam acreditar no que viam. Naquela ocasião, a enorme onda ergueu-se mais alto que a Terra para em seguida despencar sobre a superfície, formando padrões circulares de milhões de quilômetros de circunferência.
Céticos, diversos observadores sugeriram que o fenômeno poderia ser alguma sombra ou ilusão de ótica provocada por efeitos atmosféricos. Aquilo poderia ser tudo, menos uma onda real.
O tempo passou e diversos estudos foram feitos, mas uma imagem captada em fevereiro de 2009 pelo satélite Stereo deu um xeque-mate no problema. A imagem mostrava uma gigantesca explosão próxima à mancha solar 11012, arremessando uma nuvem de mais de 1 bilhão de toneladas de gás aquecido ao espaço, provocando uma gigantesca onda na superfície do Sol. "Agora nós sabemos", disse Joe Gurman, do Laboratório de Física Solar do Centro Espacial Goddard, da Nasa. "Os tsunamis solares realmente existem".
"Aquilo foi definitivamente uma onda", disse Spiros Patsourakos, ligado à universidade de Mason e autor do paper publicado em novemnro de 2009 no periódico Astrophysical Journal Letters. "Não é uma onda comum, de água. É uma gigantesca onda de plasma e magnetismo", explicou.
O nome técnico para o novo fenômeno é Onda Magneto-hidrodinâmica de Modo Rápido, ou MHD e foi captado com grande precisão por um dos satélites Stereo, que estuda o Sol. Na imagem, a gigantesca ejeção de massa coronal, CME, atinge 100 mil km de altitude e se desloca a 250 km/s, com energia igual a nada menos que 2.4 gigatoneladas de TNT, o equivalente a 150 mil bombas atômicas similares às que caíram sobre Hiroshima em 1945.
Os tsunamis solares foram descobertos em 1997 através de imagens captadas pelo Telescópio Solar e Heliosférico SOHO e desde então foram motivos de diversas controvérsias entre os cientistas. Em maio de 2009, outra ejeção de massa coronal explodiu em uma região ativa na superfície do Sol e foi registrada pelo satélite SOHO como uma gigantesca onda que praticamente atravessou a superfície do Sol.
Os tsunamis solares não representam uma ameaça direta à Terra, mas são extremamente importantes para o estudo do astro-rei. "Podemos usá-los para diagnosticar as condições atuais do Sol e tentar prever quando as tempestades solares podem ocorrer. Ao observar como as ondas se propagam, podemos coletar informações sobre as camadas mais baixas da atmosfera solar e que de outra forma não seriam possíveis", disse Gurman.





