Curiosity faz sua primeira perfuração em solo marciano

O jipe-robô Curiosity, que desembarcou em Marte há cinco meses e acaba de estrear mais um dos dez equipamentos científicos de que dispõe. Trata-se de uma espécie de escova especial que consegue remover a poeira avermelhada de pedras e pequenas áreas do solo.

A primeira operação de perfuração do Curiosity é martelar um furo de teste em uma rocha plana no local onde o veículo se encontra estacionado atualmente, rocha essa que pertence a um afloramento com um certo interesse científico, ou seja, rochas com veios de minerais e que recebeu o nome de John Klein.

“Os detritos da perfuração não serão coletados durante o teste, que usará somente o modo de percussão  e não de rotação da furadeira”, disse Herkenhoff.  O recolhimento e a entrega dos detritos de perfuração para os laboratórios analíticos Chemin e SAM do Curiosity ainda levará alguns dias para acontecer, pois precisa esperar resultados do furo de teste e de futuros testes de perfuração.

De acordo com os pesquisadores da agência espacial americana, encontrar um lugar adequado para estrear essa escova foi crucial.

“Nós estamos agindo com precaução na abordagem da primeira perfuração a ser realizada pelo Curiosity”, disse Daniel Limonadi, o engenheiro de sistemas principal para o sistema de amostragem de superfície e de ciências do Curiosity do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. “Isso é desafiador. Será a primeira vez que um robô irá perfurar uma rocha para coletar amostras em Marte”.

A chefe da Ferramenta de Remoção de Poeira, como é chamada oficialmente a escovinha, Diana Trujillo, explicou que o trabalho é complexo e delicado.  "Precisamos colocar o instrumento a menos de um centímetro do alvo, mas sem colocar em risco o hardware", disse ela, em comunicado.

A área escolhida é conhecida como "Elkwir_1" e está em uma rocha na chamada baía Yellowknife, na região da cratera Gale, o local de pouso da sonda.

“O braço passou a noite pressionando a rocha, para ver como ele se comportaria com relação às mudanças de pressão e temperatura”, disse Herkenhoff.

Devido as enormes variações de temperatura em Marte a cada dia (mais de 65 graus Celsius), a equipe precisa determinar se existe alguma chance de um estresse excessivo no braço enquanto ele estiver pressionando a broca contra a superfície marciana. As variações diárias de temperatura podem fazer com que os sistemas do rover, como o braço, o chassis, e o sistema de mobilidade, se expandam e se contraiam por aproximadamente 2.4 milímetros.


“Nós não planejamos deixar a furadeira na rocha por toda a noite uma vez que a perfuração comece, mas no caso disso acontecer, é importante saber o que podemos esperar em termos de stress do equipamento”, disse Limonadi. “Esse teste é feito com valores menores daqueles que serão usados durante a perfuração, para que possamos aprender sobre os efeitos da temperatura sem colocar o equipamento em risco”.

Apesar do sucesso, a área testada foi bem pequena, com menos de 30 centímetros.  Agora, o time do jipão está avaliando as rochas da vizinhança em busca de locais em potencial para o uso de uma broca nas próximas semanas.


A MISSÃO
O jipe de US$ 2,5 bilhões da Nasa, com seus dez instrumentos científicos e 17 câmeras acopladas, é a maior e mais complexa sonda já enviada a um outro planeta.  Ele tocou o solo de Marte no dia 6 de agosto de 2012, e a expectativa é que, durante dois anos, ele forneça material propício para avaliar se há, ou se algum dia houve, vida no planeta vermelho.


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Auréolas ovais e a Nebulosa M42

A luz das estrelas que são observadas nessas imagens foram espalhadas de perto e de longe. As estrelas mais brilhantes possuem auréolas ovais criadas pela luz espalhada na atmosfera da Terra. As nuvens de poeira localizadas a 1300 anos-luz de distância na M42 brilham graças ao espalhamento da luz gerada pelas estrelas nelas embebidas. O brilho vermelho é a luz dos átomos de hidrogênio excitados pela radiação ultravioleta das estrelas.

As imagens foram feitas desde a parte central de Estocolmo por Peter Rósen. Ele fez 4 exposições de 30 segundos cada com uma câmera Canon EOS5D MkII em ISO 800 usando um telescópio refrator apocromático Williams Optics FLT 110 f/6.5. No momento da imagem a M42 estava a 25º de altura no céu.
A difração da luz pelos cristais de gelo no ar provavelmente criou as auréolas ovais alongadas.

Os cristais são suficientemente grandes para serem aerodinamicamente orientados enquanto eles são levados pelas correntes de ar locais. Para a luz proveniente de estrelas relativamente baixas, os cristais – placas hexagonais ou colunas – aparecem em média alongados horizontalmente. O espalhamento resultante e a difração cria uma auréola alongada verticalmente.

Para checar essa hipótese precisamos de imagens quase simultâneas de auréolas estelares perto do horizonte e perto do zênite.
A estrela mais brilhante do campo tem magnitude 2.75 e é a Iota Orionis. Para a sua parte inferior direita o par estelar tem magnitude de 4.75 e 5.65. Essa imagem em negativo mostra auréolas ovais ao redor de estrelas com magnitude 7, por exemplo.
Bons Céus

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Atividade solar: Muito, muito longe de um Halloween Storm

Com o pico do ciclo solar 24 praticamente atingido, deveríamos estar presenciando uma atividade solar bastante pronunciada, com muitas explosões e tempestades geomagnéticas, mas isso não está acontecendo. O Sol continua quieto e muito longe de uma mega explosão.
Tempestade solar janeiro de 2012

Talvez você nem se lembre mais quando foi a última tempestade solar intensa, daquelas de chamar a atenção até mesmo dos apáticos telejornais brasileiros.

Isso acontece porque nem mesmo no ano passado, no ano em que o mundo não acabou, tivemos uma tempestade solar de arrepiar, com chances reais de algum blecaute de energia elétrica devido às induções de energia nas redes de transmissão.

A previsão de atingirmos o pico do ciclo solar 24 é na metade do mês de maio, mas se depender dos humores do Sol, isso será apenas uma previsão sem confirmação. O Sol continua quietinho e o número de manchas solares - responsáveis diretamente pelas explosões solares - é tão baixo que poderíamos dizer que o Sol está de cara limpa. Muito diferente do Halloween Storm.


Halloween Storm
Entre o final de outubro e início de novembro de 2003, nosso Sol passou por um dos momentos de maior atividade já registrada, produzindo uma sequencia emblemática de explosões extremamente fortes que atingiram nosso planeta. Como o evento ocorreu próximo ao dia das Bruxas nos EUA, foi batizado por pequisadores estadunidenses de Halloween Storm.

Durante os dias do evento o Sol produziu diversas explosões maiores que Classe X17, que lançaram em direção à Terra bilhões de toneladas de partículas carregadas. No primeiro impacto das partículas, o índice KP que mede a instabilidade ionosférica atingiu o nível 9 e a tempestade geomagnética que seguiu durou cerca de 60 horas, produzindo auroras boreais visíveis até em Miami.
Em 4 de novembro de 2003 ocorreu a maior tempestade solar já registrada por instrumentos. De acordo com os pesquisadores, essa rajada atingiu a classe X28. Alguns estudos mostram que esse valor pode ter sido ainda maior e o nível de raios-x pode ter atingido a impressionante classe X40.
Para que o leitor tenha uma ideia da violência do evento, a explosão danificou 28 satélites, uma sonda na órbita de Marte e provocou um apagão na Suécia. Além disso, foi registrada por diversas naves interplanetárias, entre elas a Voyager, na época na orbita de Plutão. O satélite SOHO, que registrava o evento, ficou momentaneamente cego pela descomunal quantidade de energia que atingiu seus sensores.
Por sorte, a área mais densa das partículas ejetadas não atingiu a Terra diretamente, passando de raspão pelo nosso planeta.
Considerando que atualmente nosso Sol quase nem manchas apresenta, será que ainda teremos tempo de testemunhar um evento parecido com o Halloween Storm? Dá pra encarar?



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Vento solar transforma ionosfera de Vênus em cauda de cometa

Um interessante estudo feito com dados da sonda europeia Venus Express mostrou que durante os períodos de baixa atividade solar, a ionosfera do planeta também é soprada de forma mais leve, formando uma espécie de cauda de gás similar a dos cometas.
Venus com cauda de cometa

A ionosfera de um planeta é uma região onde uma camada de gás eletricamente carregado têm sua forma e densidade parcialmente controladas pelo campo magnético interno do planeta.

Na Terra, mesmo sob condições de fortes ventos solares, o intenso campo magnético gerado no interior do planeta mantém a ionosfera praticamente estável ao redor do globo. Em Vênus, onde o campo magnético é praticamente inexistente, a ação do vento solar tem grande efeito na moldagem dessa camada e normalmente sopra as partículas carregadas da ionosfera para longe do planeta.

Ainda não se sabe exatamente quanto dessa moldagem depende unicamente da força dos ventos solares, mas os resultados obtidos pela sonda venusiana revelam pela primeira vez os efeitos de uma pressão solar muito baixa na ionosfera desmagnetizada de um planeta.

As observações foram feitas em agosto de 2010, quando a sonda da NASA Stereo-B registrou uma brutal queda na densidade do vento solar, que passou da média de 5 para apenas 0.1 partícula por metro cúbico durante um período de 18 horas.

Com a redução drástica da pressão do vento solar sobre Vênus, as partículas de gás da ionosfera deixaram de ser sopradas vigorosamente. Isso fez com que uma maior concentração de partículas carregadas se aglomerasse e caísse do lado escuro do planeta, formando uma cauda muito parecida com a trilha ionizada dos cometas.

"A ionosfera em forma de lágrima começou a se formar cerca de 30 a 60 minutos após o vento solar de alta pressão ter diminuído", disse o pesquisador Yong Wei, ligado ao Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha e principal autor das novas descobertas. "Ao longo de dois dias a cauda se estendeu por dois raios do planeta em direção ao espaço", completou o pesquisador.

Um efeito similar também é esperado para ocorrer em torno de Marte, já que o Planeta Vermelho também não tem um campo magnético capaz de moldar e estabilizar a ionosfera.

Normalmente, costumamos falar sobre os efeitos da interação do vento solar com atmosfera em períodos de intensa atividade solar, mas os novos dados mostram que mesmo quando o vento solar é reduzido, o astro-rei ainda pode influenciar significativamente o ambiente planetário.



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Visível, cometa Lemmon se aproxima da Terra pelo quadrante sul

Na próxima terça-feira, o cometa C/2012 F6 Lemmon atingirá a menor distância da Terra, quando estará a 146 milhões de km do nosso planeta. Apesar de ainda estar longe do periélio, Lemmon está brilhando tanto que até com um pequeno binóculo já pode ser visto nas noites austrais. Experimente!
Cometa Lemmon

O cometa Lemmon é a bola da vez nos céus do hemisfério sul e um dos alvos mais procurados pelos astrofotógrafos e astrônomos amadores. E não é para menos.

Lemmon está aumentando diariamente seu brilho e de acordo com observadores mais experientes, sua magnitude já atinge 6 pontos, o que o coloca no limiar de percepção da visão humana e forte o suficiente para ser visto através de binóculos ou registrado em fotografias.

Lemmon está se aproximando do Sol e à medida que a distância fica menor o brilho se intensifica e poderá atingir a magnitude 3 quando chegar ao periélio, no dia 24 de março. Alguns observadores acreditam que o cometa tem potencial para ficar ainda mais brilhante e até mesmo atingir magnitudes negativas.
Cometa_Lemmon

Onde está Lemmon?
Atualmente, Lemmon pode ser encontrado com facilidade no vértice da estrela delta da constelação do Oitante, que brilha na magnitude 3.7 e deve ser usada como referência para localizar o cometa.

Aqui no Brasil, esta constelação está nascendo antes do anoitecer nestes dias de fevereiro, então não será difícil encontra-la quando o céu já estiver bem escuro. Às 21h0 BRST Lemmon e a constelação já estarão a 25 graus de elevação no quadrante sul. Então basta localizar a constelação e a estrela de referência para achar o cometa. A carta celeste mostrada acima ajuda a entender melhor.

Para localizar o quadrante, abra os dois braços em forma de cruz e aponte o braço esquerdo para onde o Sol se põe. O quadrante Sul estará atrás de você.
Cometa Lemmon Carta Celeste

Se você tiver uma máquina fotográfica com bastante zoom, ISO elevado e que permita exposições com 10 ou 15 segundos, registrar o cometa Lemmon será relativamente fácil.

Apoie a máquina em um tripé e aponte-a na direção da Oitante. Ajuste o tempo de exposição para o maior valor possível e aplique cerca de 10 ou 15 vezes de zoom. Faça algumas cenas e depois localize o cometa nas imagens. Lemmon é inconfundível e se parecerá como um objeto verde nas fotografias. Igualzinho a um limão!

Bons céus!




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Asteroide 2012 DA14: saiba como será a aproximação máxima

No próximo dia 15 de fevereiro de 2013 o asteroide 2012 DA14 fará sua aproximação máxima da Terra e atingirá uma altitude inferior a dos satélites geoestacionários. A rocha tem cerca de 45 metros de comprimento e se atingisse o planeta explodiria com energia equivalente a 2.5 megatoneladas de TNT.
Passagem do asteroide 2012 DA14
Apesar da grande dimensão e pequena distância, não haverá qualquer risco do objeto atingir a Terra e sua observação não será possível à vista desarmada. Os cálculos indicam que o brilho máximo será de 8.4 magnitudes, o que permite que o asteroide seja visto com auxílio de telescópios em localidades em que a aproximação ocorra durante a noite.

No Brasil, a aproximação máxima ocorrerá no período diurno e mesmo se pudesse ser visto seria bastante difícil de ser "perseguido" com telescópios, já que a velocidade de deslocamento pelo céu seria muito rápida e somente astrônomos amadores bastante experientes teriam sucesso nessa empreitada.

Até recentemente, os cálculos orbitais mostravam que em 2046 o asteroide poderia se aproximar a menos de 450 km da superfície, mas essa distância foi revista após uma nova série de observações feitas pelo Observatório de Las Campanas, localizado no sul do Deserto do Atacama.

As novas observações permitiram recalcular o shape da órbita e ficou constatado que a aproximação de 15 de fevereiro fará o tempo de translação da rocha ao redor do Sol ficar 49 dias mais curto, diminuindo o período orbital de 366 para 317 dias. Em consequência, durante a aproximação de 2046 a distância mínima estimada passou de 450 km para cerca de 60 mil km do centro do planeta, sem qualquer risco de colisão.

Após a passagem de 15 de fevereiro, o asteroide poderá ser encontrado no céu do Brasil ainda por alguns dias, apesar de menos brilhante.

Leia mais notícias sobre Cometas e Asteroides


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Irã lança com sucesso primeiro macaco vivo ao espaço

A agência espacial iraniana confirmou que lançou com sucesso um macaco vivo ao espaço, estabelecendo o que chamou de prelúdio para a colocação de seres humanos na órbita da Terra até o ano de 2020. Segundo a agência, o macaco retornou são e salvo para a Terra.
Macaco do Ira no espaco

O experimento é o maior avanço do programa espacial iraniano, que tem como objetivo o domínio completo da tecnologia espacial. O país já lançou três satélites domésticos de telecomunicação e sensoriamento remoto e atualmente é o nono país com capacidade de colocação de satélites em órbita baixa e o sexto a enviar animais para o espaço.

A agência iraniana não deu maiores informações sobre o voo da cápsula Pishgam, que significa "pioneiro" em Farsi, mas sabe-se que foi um voo suborbital que atingiu 120 km de altitude e teve poucos minutos de duração, mas suficientes para validar a capacidade do país em colocar cargas vivas no espaço.

O viajante escolhido foi um macaco da espécie Rhesus (macaca Mullatta), um primata da família Cercopithecidae que habita as florestas temperadas da Índia, China e Afeganistão. Pelas suas características os rhesus são extensivamente estudados e usados em experiências laboratoriais, sendo que o fator sanguíneo Rh foi primeiro demonstrado em macacos dessa espécie.

Essa não é a primeira vez que o país faz experimentos em colocar animais em órbita. Em janeiro de 2012 um foguete do tipo Saffir levou ao espaço a cápsula Kavoshgar-3, tendo a bordo minhocas, um rato e duas tartarugas. O ponto significativo foi que os animais também retornaram à Terra em segurança, demonstrando que o país já detém, pelo menos parcialmente, a capacidade de não apenas colocar as cargas vivas no espaço, mas também a de retorna-las em segurança.

Apesar de o lançamento de seres vivos ao espaço exigir grandes investimentos em pesquisa, o voo suborbital do país islâmico é um sério problema para as autoridades ocidentais, já que os foguetes desenvolvidos para levar a cápsula ao espaço também poderiam ser utilizados para lançar mísseis balísticos, o que é negado pelo país.


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