Atividade solar: Muito, muito longe de um Halloween Storm

Com o pico do ciclo solar 24 praticamente atingido, deveríamos estar presenciando uma atividade solar bastante pronunciada, com muitas explosões e tempestades geomagnéticas, mas isso não está acontecendo. O Sol continua quieto e muito longe de uma mega explosão.
Tempestade solar janeiro de 2012

Talvez você nem se lembre mais quando foi a última tempestade solar intensa, daquelas de chamar a atenção até mesmo dos apáticos telejornais brasileiros.

Isso acontece porque nem mesmo no ano passado, no ano em que o mundo não acabou, tivemos uma tempestade solar de arrepiar, com chances reais de algum blecaute de energia elétrica devido às induções de energia nas redes de transmissão.

A previsão de atingirmos o pico do ciclo solar 24 é na metade do mês de maio, mas se depender dos humores do Sol, isso será apenas uma previsão sem confirmação. O Sol continua quietinho e o número de manchas solares - responsáveis diretamente pelas explosões solares - é tão baixo que poderíamos dizer que o Sol está de cara limpa. Muito diferente do Halloween Storm.


Halloween Storm
Entre o final de outubro e início de novembro de 2003, nosso Sol passou por um dos momentos de maior atividade já registrada, produzindo uma sequencia emblemática de explosões extremamente fortes que atingiram nosso planeta. Como o evento ocorreu próximo ao dia das Bruxas nos EUA, foi batizado por pequisadores estadunidenses de Halloween Storm.

Durante os dias do evento o Sol produziu diversas explosões maiores que Classe X17, que lançaram em direção à Terra bilhões de toneladas de partículas carregadas. No primeiro impacto das partículas, o índice KP que mede a instabilidade ionosférica atingiu o nível 9 e a tempestade geomagnética que seguiu durou cerca de 60 horas, produzindo auroras boreais visíveis até em Miami.
Em 4 de novembro de 2003 ocorreu a maior tempestade solar já registrada por instrumentos. De acordo com os pesquisadores, essa rajada atingiu a classe X28. Alguns estudos mostram que esse valor pode ter sido ainda maior e o nível de raios-x pode ter atingido a impressionante classe X40.
Para que o leitor tenha uma ideia da violência do evento, a explosão danificou 28 satélites, uma sonda na órbita de Marte e provocou um apagão na Suécia. Além disso, foi registrada por diversas naves interplanetárias, entre elas a Voyager, na época na orbita de Plutão. O satélite SOHO, que registrava o evento, ficou momentaneamente cego pela descomunal quantidade de energia que atingiu seus sensores.
Por sorte, a área mais densa das partículas ejetadas não atingiu a Terra diretamente, passando de raspão pelo nosso planeta.
Considerando que atualmente nosso Sol quase nem manchas apresenta, será que ainda teremos tempo de testemunhar um evento parecido com o Halloween Storm? Dá pra encarar?



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Vento solar transforma ionosfera de Vênus em cauda de cometa

Um interessante estudo feito com dados da sonda europeia Venus Express mostrou que durante os períodos de baixa atividade solar, a ionosfera do planeta também é soprada de forma mais leve, formando uma espécie de cauda de gás similar a dos cometas.
Venus com cauda de cometa

A ionosfera de um planeta é uma região onde uma camada de gás eletricamente carregado têm sua forma e densidade parcialmente controladas pelo campo magnético interno do planeta.

Na Terra, mesmo sob condições de fortes ventos solares, o intenso campo magnético gerado no interior do planeta mantém a ionosfera praticamente estável ao redor do globo. Em Vênus, onde o campo magnético é praticamente inexistente, a ação do vento solar tem grande efeito na moldagem dessa camada e normalmente sopra as partículas carregadas da ionosfera para longe do planeta.

Ainda não se sabe exatamente quanto dessa moldagem depende unicamente da força dos ventos solares, mas os resultados obtidos pela sonda venusiana revelam pela primeira vez os efeitos de uma pressão solar muito baixa na ionosfera desmagnetizada de um planeta.

As observações foram feitas em agosto de 2010, quando a sonda da NASA Stereo-B registrou uma brutal queda na densidade do vento solar, que passou da média de 5 para apenas 0.1 partícula por metro cúbico durante um período de 18 horas.

Com a redução drástica da pressão do vento solar sobre Vênus, as partículas de gás da ionosfera deixaram de ser sopradas vigorosamente. Isso fez com que uma maior concentração de partículas carregadas se aglomerasse e caísse do lado escuro do planeta, formando uma cauda muito parecida com a trilha ionizada dos cometas.

"A ionosfera em forma de lágrima começou a se formar cerca de 30 a 60 minutos após o vento solar de alta pressão ter diminuído", disse o pesquisador Yong Wei, ligado ao Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha e principal autor das novas descobertas. "Ao longo de dois dias a cauda se estendeu por dois raios do planeta em direção ao espaço", completou o pesquisador.

Um efeito similar também é esperado para ocorrer em torno de Marte, já que o Planeta Vermelho também não tem um campo magnético capaz de moldar e estabilizar a ionosfera.

Normalmente, costumamos falar sobre os efeitos da interação do vento solar com atmosfera em períodos de intensa atividade solar, mas os novos dados mostram que mesmo quando o vento solar é reduzido, o astro-rei ainda pode influenciar significativamente o ambiente planetário.



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Visível, cometa Lemmon se aproxima da Terra pelo quadrante sul

Na próxima terça-feira, o cometa C/2012 F6 Lemmon atingirá a menor distância da Terra, quando estará a 146 milhões de km do nosso planeta. Apesar de ainda estar longe do periélio, Lemmon está brilhando tanto que até com um pequeno binóculo já pode ser visto nas noites austrais. Experimente!
Cometa Lemmon

O cometa Lemmon é a bola da vez nos céus do hemisfério sul e um dos alvos mais procurados pelos astrofotógrafos e astrônomos amadores. E não é para menos.

Lemmon está aumentando diariamente seu brilho e de acordo com observadores mais experientes, sua magnitude já atinge 6 pontos, o que o coloca no limiar de percepção da visão humana e forte o suficiente para ser visto através de binóculos ou registrado em fotografias.

Lemmon está se aproximando do Sol e à medida que a distância fica menor o brilho se intensifica e poderá atingir a magnitude 3 quando chegar ao periélio, no dia 24 de março. Alguns observadores acreditam que o cometa tem potencial para ficar ainda mais brilhante e até mesmo atingir magnitudes negativas.
Cometa_Lemmon

Onde está Lemmon?
Atualmente, Lemmon pode ser encontrado com facilidade no vértice da estrela delta da constelação do Oitante, que brilha na magnitude 3.7 e deve ser usada como referência para localizar o cometa.

Aqui no Brasil, esta constelação está nascendo antes do anoitecer nestes dias de fevereiro, então não será difícil encontra-la quando o céu já estiver bem escuro. Às 21h0 BRST Lemmon e a constelação já estarão a 25 graus de elevação no quadrante sul. Então basta localizar a constelação e a estrela de referência para achar o cometa. A carta celeste mostrada acima ajuda a entender melhor.

Para localizar o quadrante, abra os dois braços em forma de cruz e aponte o braço esquerdo para onde o Sol se põe. O quadrante Sul estará atrás de você.
Cometa Lemmon Carta Celeste

Se você tiver uma máquina fotográfica com bastante zoom, ISO elevado e que permita exposições com 10 ou 15 segundos, registrar o cometa Lemmon será relativamente fácil.

Apoie a máquina em um tripé e aponte-a na direção da Oitante. Ajuste o tempo de exposição para o maior valor possível e aplique cerca de 10 ou 15 vezes de zoom. Faça algumas cenas e depois localize o cometa nas imagens. Lemmon é inconfundível e se parecerá como um objeto verde nas fotografias. Igualzinho a um limão!

Bons céus!




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Asteroide 2012 DA14: saiba como será a aproximação máxima

No próximo dia 15 de fevereiro de 2013 o asteroide 2012 DA14 fará sua aproximação máxima da Terra e atingirá uma altitude inferior a dos satélites geoestacionários. A rocha tem cerca de 45 metros de comprimento e se atingisse o planeta explodiria com energia equivalente a 2.5 megatoneladas de TNT.
Passagem do asteroide 2012 DA14
Apesar da grande dimensão e pequena distância, não haverá qualquer risco do objeto atingir a Terra e sua observação não será possível à vista desarmada. Os cálculos indicam que o brilho máximo será de 8.4 magnitudes, o que permite que o asteroide seja visto com auxílio de telescópios em localidades em que a aproximação ocorra durante a noite.

No Brasil, a aproximação máxima ocorrerá no período diurno e mesmo se pudesse ser visto seria bastante difícil de ser "perseguido" com telescópios, já que a velocidade de deslocamento pelo céu seria muito rápida e somente astrônomos amadores bastante experientes teriam sucesso nessa empreitada.

Até recentemente, os cálculos orbitais mostravam que em 2046 o asteroide poderia se aproximar a menos de 450 km da superfície, mas essa distância foi revista após uma nova série de observações feitas pelo Observatório de Las Campanas, localizado no sul do Deserto do Atacama.

As novas observações permitiram recalcular o shape da órbita e ficou constatado que a aproximação de 15 de fevereiro fará o tempo de translação da rocha ao redor do Sol ficar 49 dias mais curto, diminuindo o período orbital de 366 para 317 dias. Em consequência, durante a aproximação de 2046 a distância mínima estimada passou de 450 km para cerca de 60 mil km do centro do planeta, sem qualquer risco de colisão.

Após a passagem de 15 de fevereiro, o asteroide poderá ser encontrado no céu do Brasil ainda por alguns dias, apesar de menos brilhante.

Leia mais notícias sobre Cometas e Asteroides


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Irã lança com sucesso primeiro macaco vivo ao espaço

A agência espacial iraniana confirmou que lançou com sucesso um macaco vivo ao espaço, estabelecendo o que chamou de prelúdio para a colocação de seres humanos na órbita da Terra até o ano de 2020. Segundo a agência, o macaco retornou são e salvo para a Terra.
Macaco do Ira no espaco

O experimento é o maior avanço do programa espacial iraniano, que tem como objetivo o domínio completo da tecnologia espacial. O país já lançou três satélites domésticos de telecomunicação e sensoriamento remoto e atualmente é o nono país com capacidade de colocação de satélites em órbita baixa e o sexto a enviar animais para o espaço.

A agência iraniana não deu maiores informações sobre o voo da cápsula Pishgam, que significa "pioneiro" em Farsi, mas sabe-se que foi um voo suborbital que atingiu 120 km de altitude e teve poucos minutos de duração, mas suficientes para validar a capacidade do país em colocar cargas vivas no espaço.

O viajante escolhido foi um macaco da espécie Rhesus (macaca Mullatta), um primata da família Cercopithecidae que habita as florestas temperadas da Índia, China e Afeganistão. Pelas suas características os rhesus são extensivamente estudados e usados em experiências laboratoriais, sendo que o fator sanguíneo Rh foi primeiro demonstrado em macacos dessa espécie.

Essa não é a primeira vez que o país faz experimentos em colocar animais em órbita. Em janeiro de 2012 um foguete do tipo Saffir levou ao espaço a cápsula Kavoshgar-3, tendo a bordo minhocas, um rato e duas tartarugas. O ponto significativo foi que os animais também retornaram à Terra em segurança, demonstrando que o país já detém, pelo menos parcialmente, a capacidade de não apenas colocar as cargas vivas no espaço, mas também a de retorna-las em segurança.

Apesar de o lançamento de seres vivos ao espaço exigir grandes investimentos em pesquisa, o voo suborbital do país islâmico é um sério problema para as autoridades ocidentais, já que os foguetes desenvolvidos para levar a cápsula ao espaço também poderiam ser utilizados para lançar mísseis balísticos, o que é negado pelo país.


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Incendiando a Escuridão



  Uma nova imagem obtida pelo telescópio APEX, Atacama Pathfinder Experiment, mostra uma bela vista de nuvens de poeira cósmica na região de Órion. Embora estas nuvens densas interestelares pareçam escuras em imagens obtidas no visível, a câmera LABOCA do APEX consegue detectar o calor emitido pelos grãos de poeira e revelar os locais secretos onde novas estrelas estão se formando. No entanto, uma destas nuvens escuras não é o que parece.
    No espaço, nuvens densas de gás e poeira cósmica são os locais onde nascem novas estrelas. Na radiação visível, a poeira aparece-nos escura e obscurante, escondendo as estrelas que estão por trás. Tanto que, quando o astrônomo William Herschel observou uma destas nuvens na constelação do Escorpião em 1774, pensou que era uma região sem estrelas e teria até exclamado "Existe de fato aqui um buraco no céu!" 
   De modo a compreender melhor a formação estelar, os astrônomos utilizam telescópios que podem observar a maiores comprimentos de onda, tais como no domínio do submilimétrico, no qual os grãos de poeira escuros brilham em vez de absorverem radiação. O APEX, no Planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos, é o maior telescópio composto por uma única antena parabólica, no hemisfério sul, a trabalhar no submilimétrico, o que o torna ideal para ajudar os astrônomos a estudar o nascimento das estrelas.
   Situado na constelação de Orion, a 1500 anos-luz de distância da Terra, o Complexo da Nuvem Molecular de Orion é a região mais próxima de nós onde se formam estrelas em grande número, contendo, por isso, um tesouro de nebulosas brilhantes, nuvens escuras e estrelas jovens. A nova imagem mostra apenas parte deste vasto complexo observado no visível, com as observações submilimétricas do APEX sobrepostas em tons de laranja brilhante, que parecem incendiar as nuvens escuras. Muitas vezes, os nós brilhantes observados pelo APEX correspondem a regiões mais escuras no visível - um sinal claro de uma nuvem densa de poeira que absorve radiação visível, mas que brilha nos comprimentos de onda submilimétricos, sendo possivelmente um local de formação estelar.
   A região brilhante por baixo do centro da imagem é a nebulosa NGC 1999. Esta região - quando vista no visível - é o que os astrônomos chamam uma nebulosa de reflexão, onde o brilho azul pálido da radiação estelar de fundo é refletido pelas nuvens de poeira. A nebulosa é principalmente iluminada pela radiação energética emitida pela jovem estrela V380 Orionis, que se encontra no seu coração. No centro da nebulosa encontra-se uma zona escura, a qual se observa ainda melhor numa bem conhecida imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.
   Normalmente, uma região escura como esta indicaria uma nuvem densa de poeira cósmica, obscurecendo as estrelas e a nebulosa por trás. No entanto, nesta imagem podemos ver que a região permanece estranhamente escura, mesmo quando incluímos as observações do APEX. Graças a estas observações APEX, combinadas com observações no infravermelho, obtidas por outros telescópios, os astrônomos pensam que esta região é de fato um buraco ou cavidade na nebulosa, escavada pelo material que flui da estrela V380 Orionis. Desta vez, existe de fato um buraco no céu!
   A região mostrada nesta imagem situa-se a cerca de dois graus a sul da enorme e bem conhecida nebulosa de Orion (Messier 42), a qual pode ser vista no limite superior da imagem de grande angular, no visível, do Digitized Sky Survey.
   As observações APEX utilizadas nesta imagem foram obtidas por Thomas Stanke (ESO), Tom Megeath (Universidade de Toledo, EUA) e Amy Stutz (Instituto Max Planck para a Astronomia, Heidelberg, Alemanha). O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. A operação do APEX no Chajnantor está a cargo do ESO. 
Fonte - ESO
>European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere

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Tornado enorme no Sol

Os tornados no Sol são causados por erupções na nossa estrela.

Enquanto tornados na Terra conseguem chegar a 150 km/h, astrônomos observaram um fenômeno parecido no Sol, mas que girava a uma velocidade de 300 mil km/h. Segundo os pesquisadores, o tornado solar chegou a 200 mil km de altitude, isto equivale a cerca de 16 vezes o diâmetro da Terra é de 12,75 mil km.

O tornado solar foi descoberto usando o telescópio Atmospheric Imaging Assembly (AIA) a bordo do satélite Solar Dynamic Observatory (SDO). "Este único e espetacular tornado talvez tenha um papel importante nas tempestades solares", diz o pesquisador Huw Morgan, que, ao lado do colega Xing Li (ambos da Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido), descobriram o fenômeno. Anteriormente, tornados solares muito menores foram encontrados através da sonda SOHO da NASA, mas eles não foram filmados.

Os astrônomos afirmam que os gases superaquecidos subiram em forma de espiral da superfície do Sol durante cerca de três horas com temperaturas que variavam entre aproximadamente 50 mil e 2 milhões de kelvin. O registro foi feito em 25 de setembro de 2011 e apresentado esta semana no National Astronomy Meeting 2012 em Manchester, também no Reino Unido. Um artigo foi submetido no periódico Astrophysical Journal.



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