NUSTAR DA NASA AJUDA A RESOLVER O ENIGMA DA ROTAÇÃO DOS BURACOS NEGROS

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Dois observatórios de raios-X, o Nuclear Spectroscopic Telescope Array, ou NuSTAR da NASA e o SMM-Newton da ESA, mediram de forma definitiva, pela primeira vez, a taxa de rotação de um buraco negro com uma massa equivalente a 2 milhões de vezes a massa do Sol.
O buraco negro supermassivo localiza-se no coração repleto de gás e poeira da galáxia conhecida como NGC 1365, e está girando a uma velocidade quase tão rápida quanto a permitida pela teoria da gravidade de Einstein. As descobertas aparecem num estudo publicado, hoje, dia 28 de Fevereiro de 2013, na Revista Nature, e que pode ser encontrado abaixo, no final desse post. O estudo mostra como os astrônomos resolveram um debate de longa data na astronomia sobre medidas similares feitas em outros buracos negros e levarão a entender melhor como os buracos negros e as galáxias se desenvolvem.
“Isso é muito importante para o campo da ciência dos buracos negros”, disse Lou Kaluzienski, um cientista do programa NuSTAR na sede da NASA em Washington.
As observações também funcionam como um poderoso teste para a teoria da relatividade geral de Einstein, que diz que a gravidade pode curvar o espaço-tempo, a fábrica que forma o nosso universo, e a luz que viaja através dela.
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“Nós podemos traçar a matéria à medida que cai em rotação na direção do buraco negro, usando os raios-X emitidos das regiões muito próximas do objeto”, disse a coautora do novo estudo, Fiona Harrison, pesquisadora principal do NuSTAR e sediada no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. “A radiação que nós observamos é dobrada e distorcida pelos movimentos das partículas e pela incrivelmente forte gravidade do buraco negro”.
O NuSTAR, uma missão da classe Explorer, lançada em Junho de 2012, foi desenhado para detectar a luz raio-X de mais alta energia e em grande detalhe. Ele complementa telescópios que observam a luz raio-X de baixa energia como o XMM-Newton e como o Observatório de Raio-X Chandra, da NASA. Os cientistas usam esses e outros telescópios para estimar a taxa com a qual os buracos negros executam o seu movimento de rotação.
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Até agora, essas medidas não eram certas pois as nuvens de gás podiam obscurecer os buracos negros confundindo os resultados. Com a ajuda do XMM-Newton, o NuSTAR foi capaz de ver um intervalo muito maior de energias de raios-X e penetrar profundamente na região localizada ao redor do buraco negro. Os novos dados demonstram que os raios-X não estão sendo dobrados pelas nuvens, mas sim pela tremenda gravidade do buraco negro. Isso prova que a taxa de rotação dos buracos negros supermassivos pode ser determinada de forma conclusiva.
“Se eu pudesse adicionar um instrumento ao XMM-Newton, esse instrumento seria um telescópio como o NuSTAR”, disse Norbert Schartel, Cientista de Projeto do XMM-Newton do Centro da Agência Espacial Europeia em Madrid. “Os raios-X de alta energia fornecem uma peça essencial para resolver esse problema”.
Medir a rotação de um buraco negro supermassivo é fundamental para entender sua história passada e da sua galáxia hospedeira também.
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“Esses monstros, com massas de milhões a bilhões de vezes a massa do Sol, são formados como pequenas sementes no início do universo e crescem engolindo estrelas e gás de suas galáxias hospedeiras, fundindo-se com outros buracos negros gigantes quando as galáxias colidem, ou ambos”, disse o autor principal do estudo Guido Risaliti do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics em Cambridge, Mass., e do Italian National Institute for Astrophysics.
Buracos negros supermassivos são envoltos por uma panqueca de discos de crescimento, formados à medida que a sua gravidade puxa matéria para o seu interior. A teoria de Einstein prevê que quanto mais rápido um buraco negro gira, mais próximo do buraco negro o disco de crescimento se localiza. Quanto mais perto o disco de crescimento está, mais gravidade do buraco negro irá dobrar o jato de luz de raio-X que expelido do disco.
Os astrônomos procuram por esses efeitos de dobras para analisar a luz raio-X emitida pelo ferro circulando no disco de crescimento. Nesse novo estudo, eles usaram tanto o XMM-Newton, como o NuSTAR de forma simultânea para observar o buraco negro na NGC 1365. Enquanto que o XMM-Newton revelou que a luz do ferro estava sendo dobrada, o NuSTAR provou que essa distorção vinda da gravidade do buraco negro e não das nuvens de gás na sua vizinhança. Os dados do NuSTAR sobre os raios-X de alta energia  mostraram que o ferro estava tão perto do buraco negro que a gravidade deveria causar esse efeito de dobra.
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Com a possibilidade do obscurecimento das nuvens descartado, os cientistas podem agora usar as distorções na assinatura do ferro para medir a taxa de rotação do buraco negro. As descobertas podem ser aplicadas a alguns outros buracos negros, removendo assim as incertezas nas medidas anteriores da taxa de rotação dos mesmos.
Para mais informação sobre a missão NuSTAR da NASA visite:
Para mais informação sobre a missão XMM-Newton da ESA visite: http://go.nasa.gov/YUYpI6 .
O Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena gerencia o JPL para a NASA.
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Câmeras a postos: Mercúrio se aproxima da elongação máxima!

Mercúrio é um planeta bastante difícil de ver. No céu, ele fica muito próximo do Sol e isso impede que possa ser facilmente observado. Em algumas ocasiões, entretanto, é possível vê-lo na forma de um ponto brilhante, quando o Sol está próximo do horizonte.
Planeta Mercurio

Mercúrio ainda é um mundo pouco conhecido, pois as explorações a partir de telescópios terrestres não revelam muitas coisas sobre a sua composição. Os maiores avanços sobre o conhecimento do planeta estão sendo produzidos pelas sondas interplanetárias, especialmente a sonda Messenger, que explora o astro desde 2008.

Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar e também o mais interno a orbitar o Sol. Visto da Terra, o astro nunca se distancia muito da estrela e a máxima elongação (separação visual entre o Sol e um objeto celeste) é de 28 graus. Essa é a mesma distância ocupada por três punhos fechados estendidos na direção do céu.
Carta Celeste Mercurio

Nem sempre a elongação de Mercúrio é de 28 graus. Isso acontece poucas vezes no ano e a próxima vez será no dia 31 de março, quando Mercúrio estará na máxima elongação oeste. Quando isso acontece, o astro nasce no quadrante leste antes do Sol, permitindo que os interessados possam ver o planeta por quase duas horas ou até que os primeiros raios da manhã comecem a ofuscar o seu brilho.

Estão preparados? Câmeras a postos e bons céus!

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Cometa ISON passará pelo Sol a mais de 1 milhão de km/h

A cada dia que passa, além de se tornar mais brilhante o cometa C/2012 S1 ISON também está ficando mais rápido. Atualmente, sua velocidade é de cerca de 70 mil km/h, uma verdadeira carroça se compararmos com a velocidade que atingirá quando chegar ao periélio.
Trajetoria cometa ISON

À medida que se aproxima do Sol, além de ficar mais brilhante o cometa ISON também ganha velocidade, pois quanto mais perto da estrela, maior a interação gravitacional. Isso "atrai" o cometa com mais força, fazendo-o despencar mais rápido em direção à estrela.

Os cálculos mostram que no dia 27 de novembro de 2013 ISON chegará a apenas 63 milhões de quilômetros de distância do SOL. Neste dia, sua velocidade de deslocamento será de nada menos que 1.36 milhões de km/h ou 377 km/s. Se fosse um avião, seria possível fazer uma viagem de São Paulo à Nova York em menos de 20 segundos!

Apesar de parecer bastante rápido, outros cometas do tipo "sungrazers" podem facilmente ultrapassar esta marca. Em 2011, o cometa Lovejoy chegou ao periélio a 536 km/s ou 1.92 milhões de km/h.

Sungrazer ó nome que se dá aos cometas que rumam em direção ao Sol.
Cometa ISON

Devido à altíssima velocidade de deslocamento, ISON não deverá mergulhar no Sol, mas contorna-lo com velocidade cada vez menor. Isso acontece devido à interação gravitacional entre a estrela que "puxa e freia" o cometa e a fantástica velocidade de deslocamento, que "tenta" fazer o cometa seguir sua órbita.

Uma analogia bastante parecida pode ser feita com uma montanha-russa. Do topo da montanha o veículo é acelerado até atingir a máxima velocidade na parte inferior da curva. Em seguida sobe, mas perde velocidade à medida que se eleva, "freado" pela ação da gravidade e perda da energia cinética.

Atualmente, ISON está a 700 milhões de quilômetros do Sol, viajando a 19.5 km/s ou 70 mil km/h, mas os números estão mudando. Apertem os cintos, pois em 27 de novembro a velocidade será máxima!

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NASA registra impressionante chuva de plasma sobre o Sol

Dizer que chove no Sol pode até parecer exagerado, mas é exatamente isso o aconteceu na superfície da estrela durante a ocorrência de um flare. Um evento simplesmente sensacional registrado pelas lentes do telescópio SDO.
Chuva Coronal

No dia 19 de julho de 2012, tudo parecia tranquilo na superfície do Sol e as imagens transmitidas pelo Observatório de Dinâmicas Solares, SDO, não mostravam anomalias significativas que pudessem chamar a atenção, até que de repente esse panorama começou a mudar.

Subitamente, uma explosão de média intensidade brilhou na superfície da estrela, dando origem a um gigantesco e cintilante loop de plasma que se elevou a mais de 100 mil km de altitude. Ao mesmo tempo em que subia, o gás superaquecido do arco passou a se precipitar sobre a superfície do Sol, provocando uma verdadeira chuva de plasma, batizada pelos físicos espaciais de Chuva Coronal.

Apesar de invisíveis, o campo magnético do Sol força o gás ionizado ejetado a se mover ao longo das linhas de força, enquanto a alta temperatura faz o gás brilhar intensamente no comprimento de onda ultravioleta de 304 Angstroms e captado pelos sensores do telescópio SDO.

De modo muito parecido com a formação da chuva terrestre, o plasma superaquecido da coroa solar sobe, "resfria e condensa" ao longo das linhas do campo magnético. Em seguida despenca, criando um belo e impressionante cenário espacial que lembra um típico temporal de fim de tarde.

Coisas do Sol!





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Quem disse que o Brasil Não tem Agencia Espacial?

Estamos Aqui para tirar essa duvida, que intriga todo.

o Brasil tem Agencia Espacial?
a Resposta é sim!
e quem quiser conferir, é só clicar aqui
http://www.aeb.gov.br/

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Meteoro na Rússia: A Nasa é realmente a guardiã espacial do mundo?

Desde que o meteoro de 17 metros de 10 mil toneladas explodiu sobre uma pequena cidade da Rússia, milhões de pessoas passaram a culpar a NASA por não ter avisado a população com antecedência. Mas será que essa responsabilidade global é tão somente da agência americana?
Meteoro russo

Quando as primeiras imagens da queda do meteoro começaram a correr o mundo, milhões de pessoas passaram a entender as consequências do choque de um meteoro contra nosso planeta. O evento não pertencia mais às fantásticas histórias de cinema, mas ao mundo real onde vivem as pessoas de verdade, que podem sofrer realmente as consequências de um impacto.

Apesar da queda do meteoro na Rússia ter pegado a todos de surpresa, justamente no mesmo dia 15 de fevereiro outro asteroide, batizado de 2012 DA14 e previsto pelos cientistas, passaria coincidentemente algumas horas depois nas proximidades da Terra.

Mesmo não havendo qualquer relação entre os dois eventos, hipótese descartada em primeira mão pelo Apolo11 logo nas primeiras horas após o choque, grande parte da população entendeu que a Terra poderia estar sendo bombardeada por rochas espaciais desprendidas do asteroide 2012 DA14. Muitos até acharam que a NASA havia errado nos cálculos e que o objeto que caiu na Rússia era na realidade o asteroide previsto para se aproximar no final da tarde.

Neste ponto, gostaríamos de esclarecer nossos leitores algumas falsas ideias sobre a NASA e porque a detecção de objetos não é de sua única responsabilidade, mas de toda a humanidade.


Sobre a Nasa
Antes de prosseguirmos, é importante entendermos que NASA é apenas uma agência espacial, como tantas outras que existem no mundo. O que diferencia a agência americana de outras é o seu gigantismo e uma coleção invejável de missões extremamente bem sucedidas. Isso fez dela um exemplo a ser seguido pelas organizações similares.

Além da grande capacidade tecnológica obtida em parceria com centenas de universidade, a NASA têm também uma capacidade muito grande de se comunicar com o público, em um trabalho de relações públicas muito eficiente. Um artigo ou palavra da NASA divulgado pela manhã estará em milhões de sites e blogs algumas horas depois.

Por que isso acontece? Porque a agência tem um histórico de credibilidade fabuloso, obtido justamente pela sua competência. E exatamente por isso ela também é lembrada quando algo misterioso ou imprevisto acontece no céu. Mesmo que a agência não tenha qualquer responsabilidade sobre o evento.


A Nasa é a guardiã espacial do mundo?
Após a queda do meteoro na Rússia, a agência espacial foi severamente questionada em todo o mundo por não ter previsto que uma rocha de 17 metros e 10 mil toneladas poderia se chocar contra a Terra. Afinal, se a agência consegue detectar objetos menores, por que esse bólido não foi visto e interceptado pela agência?
Meteoro_Russo
Não vamos entrar em detalhes sobre o porquê de tanta dificuldade em detectar asteroides ou meteoroides. Essa problemática já foi apresentada e pode ser lida neste artigo do Apolo11, que explica mais detalhadamente os motivos:

O que é importante deixar claro é que a NASA é apenas um entre outros centros de observação mundial que tenta escanear o céu em busca de asteroides próximos da Terra. Os dados e previsões informados não são exclusividade da NASA e muitos astrônomos amadores também ajudam a catalogar as pedras que vagam pelo espaço.

Naturalmente, pela grande capacidade de comunicação, essas previsões parecem sempre vir das páginas da agência americana, mas na maior parte das vezes a descoberta de asteroides ou cometas é divulgada antes no site do MCP, Minnor Planet Center, da União Astronômica Internacional, que é quem coordena a observações em nível global.


Agência Internacional de Vigilância Espacial
Como explicado no artigo acima citado, a detecção de rochas espaciais é uma tarefa bastante árdua, principalmente pelas características físicas e velocidade de deslocamento desses objetos. Isso impossibilita que uma única organização mundial consiga monitorar o céu 24 horas por dia e emitir alertas precisos sobre a aproximação e impacto.

Essa é uma tarefa muito cara e que requer esforços de todos os países e não unicamente da NASA.

Para que uma agência internacional de vigilância espacial possa realmente monitorar o céu e sugerir contramedidas eficazes será necessário muito mais que a boa vontade das nações. Será necessário gastar muito dinheiro anualmente em pesquisa e tecnologia de ponta, coisa que a grande maioria dos países não faz nem mesmo para benefício próprio.

Estaria o leitor brasileiro interessado em remanejar as verbas da saúde e da educação em direção à pesquisa de detecção de objetos próximos da Terra e que também poderiam atingir nosso país?



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Explosão do meteoro na Rússia foi ouvida em todo o mundo

A onda de choque produzida pelo meteoro que caiu na cidade de Chelyabinsk na sexta-feira foi tão intensa que pelo menos 17 estações que monitoram e detectam testes nucleares ao redor do mundo registraram o evento. Os cálculos mostram que a energia liberada foi equivalente a 25 bombas atômicas.
Infrassom de meteorito russo

De acordo com a CTBTO (Comprehensive Nuclear Test Ban Treaty Organization), entidade que monitora o cumprimento do tratado de não proliferação de armas nucleares, 17 das 60 estações responsáveis pela detecção de infrassons registraram a onda de choque produzida quando o meteoro se partiu na alta atmosfera.

Segundo o órgão, a explosão ocorreu exatamente as 03h22 UTC, ou 00h22 pelo horário de Brasília e foi registrada por instrumentos localizados na Groenlândia, África, Península de Kamchatka, na Rússia e em outras regiões afastadas.

O tipo de onda gerado durante a explosão tem frequência muito baixa, equiparada àquelas produzidas por terremotos e compreendidas entre 20 e 0.01 Hertz. Essas ondas não podem ser percebidas pelos seres humanos, que ouvem entre 15 Hertz e 15 mil Hertz, mas podem ser ouvidas por elefantes e baleias ou instrumentos adequados.
Matriz de detecção de infrassom

O CTBTO possui uma matriz de 60 detectores de infrassons que a ajudam os cientistas a determinarem o tamanho e localização das explosões atômicas na atmosfera. Essas explosões possuem padrões sonoros bastante diferentes daqueles produzidos pelos meteoros.

Força, Tamanho e Velocidade
Após a explosão do meteoro muitos números foram divulgados, mas na medida em que os dados científicos foram sendo apresentados, novos valores sobre a magnitude da explosão foram estimados e as estações do CTBTO tiveram papel crucial nessas investigações.

Analisando os dados das estações de infrassons, os cientistas puderam calcular que o bólido liberou cerca de 500 kilotons de TNT de energia, o equivalente a 25 vezes a força da bomba atômica que foi lançada sobre Hiroxima em 1945.

Além da energia cinética, a massa e velocidade do objeto também pode ser determinada com maior precisão e os últimos números mostram que o meteoro entrou na atmosfera da Terra a 60 mi km/h. No momento da entrada, a rocha tinha aproximadamente 17 metros de diâmetro e massa de 10 mil toneladas no momento da explosão.
Fragmentos do meteoro russo

Fragmentos encontrados
Cientistas da Universidade Federal dos Urais apresentaram no domingo (17/fev) os primeiros fragmentos do meteorito que atingiu a cidade de Chelyabinsk, no sul dos Montes Urais, na Rússia.

De acordo com o porta-voz da universidade, Viktor Grohovsky, os fragmentos foram encontrados ao redor do lago Chebarkul, na região de Tcheliabinsk. Segundo Grohovsky, as primeiras análises revelam que os fragmentos apresentam cerca de 10% de ferro em sua composição.


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Meteorito explode sobre a Rússia e deixa mais de 1000 feridos


Atualização: 15 fev 2013 - 17h05
Novas informações dão conta que o meteorito que atingiu a Russia tinha pelo menos 1/3 do tamanho de 2012 DA14. Isso é cerca de 20 metros de comprimento. Já não se trata mais de um meteorito, mas provavelmente um asteroide ou até mesmo um cometa.
Atualização: 15 fev 2013 - 15h38
De acordo com o periódico Nature, o meteoro que atingiu a região central da Russia é a maior rocha a atingir a Terra desde o evento de Tunguska, em 1908.

Segundo a Nature, a explosão foi mais poderosa que o recente teste militar da Coréia do Norte. Ainda de acordo com a revista, a massa da bola de fogo era superior a 40 toneladas antes de entrar na atmosfera. A estimativa anterior, feita pela Academia de Ciências da Rússia era de 10 toneladas.

Atualização às 13h42
Tamanho estimado do meteorito
Pelas características e extensão dos estragos é possível afirmar que o bólido que caiu na Rússia nesta sexta-feira tinha aproximadamente 5 metros de comprimento e não 1 metro como estimado inicialmente.

A análise de várias câmeras e o tempo de propagação da onda de choque indicam que a ruptura ocorreu entre 10 mil e 15 metros de altitude.

Até agora, pelo menos 3 possíveis áreas de impacto foram identificadas pelas autoridades russas.

Atualização às 09h49
Relação com asteroide 2012 DA14
A queda do meteorito na Rússia levantou uma série de suspeitas de que a rocha poderia ser algum fragmento pertencente ao asteroide 2012 DA14, que nesta sexta-feira fará uma aproximação rasante do nosso planeta. Gostaríamos de esclarecer que isso não procede.

O asteroide 2012 DA14 tem sua órbita perfeitamente calculada e caso algum fragmento se desprendesse do objeto principal, manteria a mesma trajetória prevista para o asteroide e como este, também passaria a cerca de 27 mil km de altitude.

Portanto, não há qualquer razão para especular sobre a possibilidade de mudança de rota do asteroide 2012 DA14 devido à queda de um meteorito ocorrida muitas horas antes na Rússia Central. O que aconteceu foi uma simples coincidência.

Meteorito cai sobre a Rússia e deixa mais de 100 feridos
Um meteorito de cerca de 1 metro de comprimento entrou na atmosfera e caiu na região russa de Tcheliabinsk, no sul dos Montes Urais. Segundo autoridades locais, mais de 500 pessoas ficaram feridas com a explosão, testemunhada por milhares de pessoas.
meteorito cai na rússia
O evento ocorreu à 01h20 pelo horário de Brasília (09h20 do horário local) a 80 quilômetros de Satka, uma cidade de 45 mil pessoas situada a cerca de 100 km da fronteira com o Cazaquistão e 2 mil quilômetros ao leste de Moscou.

A entrada na atmosfera provocou uma gigantesca bola de fogo seguida de uma violenta onda de choque que quebrou as vidraças de diversas casas.



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Como foi a APROXIMAÇÃO maxima do Asteroide 2012 D414


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Acompanhe ao vivo a aproximação do asteroide 2012 DA14


Atualização: 15 fev 2013 - 14h52
Já estamos com imagens ao vivo do asteroide 2012 DA14, direto dos observatórios de Murrumbateman, Gingin e Samford Valley, na Austrália!Assista Aqui

Na próxima sexta-feira, às 17h25 pelo horário de Verão, um asteroide de 140 mil toneladas e 60 metros de comprimento fará um impressionante voo rasante e passará raspando em nosso planeta. O evento será transmitido ao vivo, direto da Austrália.



Máxima Aproximação: 15 de fevereiro às 17h25 BRST (Horário de Verão)
Onde ver? Apolochannel Canal 3 a partir das 17h00 BRST


VEJA AO VIVO!
A transmissão ao vivo será feita pelo Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, o JPL e terá início 25 minutos antes da aproximação máxima. O evento terá comentários de especialistas e imagens ao vivo ou recuperadas (se o tempo meteorológico permitir) registradas por observatórios na Austrália. O tempo de transmissão será de 30 minutos.

Depois da máxima aproximação o asteroide ainda estará muito próximo da Terra e a transmissão ao vivo terá início algumas horas mais tarde, à meia-noite pelo horário de verão e se estenderá por 3 horas. As imagens serão captadas pelo telescópio do Marshall Space Flight Center, da Nasa, em Huntsville, Alabama.


Onde ver? Apolochannel Canal 4 a partir das 00h00 BRST do dia 16/02 (madrugada de sexta-feira para sábado)



Dados sobre o asteroide 2012 DA14
Designação: 2012 DA14
Descoberta: 23 fev 2012 / Observatório de La Sagra 
Categoria: Antes de 2013: Apollo. Após 2013: Aten. 
Período orbital: Antes de 2013: 366 dias. Após 2013: 317 dias. 
Rotação: +/- 6 horas
Altitude de aproximação: 27.700 km da superfície - 34.100 km do centro da Terra
Massa Estimado: 140 mil toneladas
Tamanho Aproximado: 60 metros
Velocidade: 28 mil km/h
Energia de impacto: 2.5 megatons





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2012 DA14: Choque produziria explosão igual a 130 bombas atômicas

Na próxima sexta-feira, às 17h25 pelo horário de Verão, um asteroide de 140 toneladas e 60 metros de comprimento fará um impressionante voo rasante e passará raspando em nosso planeta. Apesar de não haver risco de colisão, a aproximação mostra os riscos a que a Terra está submetida diariamente.
Evento_Tunguska

Batizada de 2012 DA14, a rocha move-se no espaço à incrível velocidade de 28 mil km/h e caso atingisse a Terra liberaria a mesma energia da explosão de 2.5 milhões de toneladas de TNT. Isso equivale a 130 vezes a potência da bomba atômica que destruiu a cidade de Hiroxima em 1945.

Em 1908, um cometa ou asteroide de dimensões similares explodiu na atmosfera da Terra acima da região do rio Tunguska, na Sibéria e varreu mais de 2 mil km quadrados de árvores. Esse evento ocorreu às 07h17 da manhã e se tivesse atingido o planeta cinco horas mais tarde destruiria por completo a cidade de São Petersburgo, na época capital do Império Russo.

Segundo relatos da época, a luminosidade foi tão intensa que era possível ler livros na cidade de Londres, há mais de 10 mil quilômetros de distância. Cálculos posteriores mostraram que a onda de choque circundou a Terra por duas vezes através da atmosfera.

Passagem do asteroide 2012 DA14

De acordo com Don Yeomans, cientista-chefe do NEO, Laboratório de Objetos Próximos à Terra, da Nasa, caso o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra produziria um efeito muito semelhante ao evento de Tunguska.

O choque não aconteceria diretamente contra a superfície, já que a atmosfera terrestre "frearia" a rocha. Isso provocaria o superaquecimento do asteroide fazendo-o explodir em centenas de fragmentos, provocando uma violenta onde de choque. Segundo Yeomans, durante o evento de Tunguska a temperatura do ar ao redor da rocha pode ter chegado a 24 mil graus Celsius.


Na sexta-feira
A máxima aproximação do asteroide está prevista para acontecer as 17h25 pelo horário de Brasília, quando 2012 DA14 atingirá apenas 27.700 km de altitude da superfície (34.100 km do centro da Terra). Visto da cidade de São Paulo isso ocorrerá a cerca de 10 graus de elevação acima do azimute 187 graus, com o céu ainda bastante claro.


Devido à grande interação gravitacional entre a Terra e o asteroide, os programas tradicionais de astronomia como Stellarium, Cartes du Ciel, etc, não podem prever com exatidão os momento próximos da máxima aproximação e apenas fornecem uma estimativa das posições esperadas.


Ao vivo
Como a aproximação máxima ocorrerá no período diurno brasileiro, a observação de 2012 DA14 será impossível e mesmo que pudesse ser feita seria bastante difícil de o asteroide ser "perseguido" por telescópios, já que a velocidade de deslocamento pelo céu seria muito rápida e somente astrônomos amadores bastante experientes teriam sucesso nessa empreitada. Mas nem tudo está perdido.

A NASA, através do Marshall Space Flight Center, rastreará o asteroide e transmitirá as imagens ao vivo do evento a partir dos EUA, mas devido ao horário da passagem as transmissões começarão a partir da meia-noite do dia 16, sete horas após a aproximação máxima, mesmo assim com o asteroide ainda muito próximo da Terra.

Outros telescópios situados em localidades escuras também tentarão rastrear a rocha, mas ainda não temos a confirmação sobre as transmissões em tempo real.

De qualquer forma, o Apolo11 retransmitirá ao vivo as imagens geradas pelo telescópio da NASA. Além disso, colocaremos à disposição dos internautas para um chat para bate-papo e troca de informações sobre o evento.






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O FENÔMENO DO RAIO VERDE NO SOL É FOTOGRAFADO EM SUNSET CLIFFS NA CALIFÓRNIA

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A foto acima mostra o chamado efeito de raio verde observado desde Sunset Cliffs, em San Diego, na Califórnia no dia 24 de Outubro de 2012. Apesar, segundo o fotógrafo, já ter visto esse fenômeno em dezenas de ocasiões no decorrer de anos, esse teve uma aparência única, parecia uma lava azul esverdeada fluindo de um vulcão colorido. Na verdade, o termo raio verde na verdade significa num brilho repentino, enquanto de fato o Sol está ficando cada vez mais apagado, segundo por segundo.
Os raios verdes são fenômenos de curta duração e aparecem como uma luz verde sendo emitida da parte superior do disco solar. Eles não são raros mas podem ser difíceis de serem observados. Num ar muito limpo, os raios podem aparecer azuis ou até mesmo roxos. A curvatura da atmosfera da Terra, age como um prisma separando a luz do Sol em todas as cores de seu espectro. Mesmo podendo observar os raios verde a olho nu, você pode ter mais sorte na observação se usar binóculos ou até mesmo pequenos telescópios e então você será capaz de detectar mais detalhes. Logicamente sempre tenha cuidado ou use algum tipo de filtro para olhar para o Sol.
Fonte: http://blog.cienctec.com.br/imagens/o-fenomeno-do-raio-verde-no-sol-e-fotografado-em-sunset-cliffs-na-california/
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Menor planeta poderá ser avistado em fevereiro!


Quando Galileu começou a estudar o céu com sua luneta, pôde observar os planetas descrevendo minúsculas órbitas. Pareciam a olho nu, apenas fontes pontuais de luz como as estrelas.

Vênus, por exemplo, estando mais próximo do Sol do que a Terra, exibia fases como a Lua, o que deveria ocorrer se fosse um corpo obscuro que brilhasse apenas por refletir a luz solar. Isso era uma prova de que os planetas também eram mundos possivelmente semelhantes à Terra, inclusive quiçá, comportando vida também...

Mas, a Teoria Cinética dos Gases, excluía qualquer astro menor do que a Lua, como possível incubador de vida, pelo fato de que pequenos mundos não têm atração gravitacional suficiente para manter uma atmosfera.

Mercúrio é dos planetas, o menor de todos, no entanto, tem 4,4 vezes o tamanho da Lua e seu diâmetro é de 4860 Km, sendo 1,4 vez superior ao da Lua. Já a aceleração da gravidade na superfície mercuriana é 2,3 vezes a da Lua e aproximadamente 2/5 da gravidade da Terra. Aparentemente, esses parâmetros seriam o bastante para Mercúrio manter ainda que uma leve atmosfera. Mas, no caso, há um obstáculo: Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Sendo assim, qualquer ar que ele pudesse ter, seria aquecido por temperaturas muito mais elevadas do que as existentes na atmosfera da Terra. Por consequência, as moléculas dos gases em Mercúrio seriam mais velozes e dificilmente seriam mantidas juntas à superfície.

Portanto, não há atmosfera em Mercúrio. Porém, foi detectada a presença de um invólucro de pouca espessura de hélio. A origem desse gás não é conhecida. Pode ser produto do decaimento radioativo de elementos como urânio e tório que se encontram presentes nas rochas do planeta. Podem também ser átomos capturados do vento solar.

Por outro lado, a sonda espacial Messenger, apesar de que pela proximidade com o Sol, Mercúrio apresenta temperatura superficial diurna máxima em torno de 425ºC, descobriu gelo nesse tórrido planeta, gelo esse que cobriria a cidade de Washington, capital dos Estados Unidos com uma camada de pouco mais de dois quilômetros de espessura....

Esse aparente disparate tem explicação, pois a inclinação do eixo de rotação de Mercúrio é quase zero, então partes dos polos nunca receberam insolação direta.

Grande parte desse gelo, porém, está coberto por uma camada de material escuro, possivelmente compostos orgânicos, fruto do impacto de meteoros e cometas, que aliás, segundo teorias, poderiam ser os ",semeadores da vida", na Terra, incluindo boa parte do conteúdo de água.

Outra das esquisitices de Mercúrio, reside no fato de que em 2008, foi observado um tipo de cauda no planeta na direção anti-solar, semelhante a dos cometas! Isso seria o efeito mais uma vez da proximidade do Sol, cujos flares e vento solar soprariam material mercuriano para formar a cauda na direção oposta (anti-solar).



Observando Mercúrio
Por fim, o tema deste reporte é sobre as duas semanas de fevereiro de 2013, quando Mercúrio estará mais fácil de ser avistado, uma vez que por ser um planeta interior (e o mais perto do Sol), se afasta muito pouco do astro-rei, portanto, só pode ser visível logo depois do ocaso ou pouco antes do nascer do Sol!
Elongacao de Mercurio
É a chamada elongação, o ângulo entre o Sol e o planeta quando observado da Terra. Quando um planeta interior é visível depois do pôr-do-sol, está próximo da sua elongação oriental máxima e quando é visível antes do nascer do sol, está próximo da sua elongação ocidental máxima. O valor da elongação máxima (leste ou oeste) para Mercúrio varia entre 18º e 28º e para Vênus, outro planeta interior e o segundo mais perto do Sol, está entre 45º e 47º.

Portanto, os valores da elongação para Mercúrio, faz deste astro, um planeta muito esquivo, daí essa oportunidade de observá-lo agora neste mês.

Procure observar o céu na direção do pôr-do-Sol, meia hora depois que o astro-rei submergiu no horizonte. Mercúrio deve ser avistado como um ponto brilhante meio róseo, devido as nuances de rosa por ocasião do ocaso.

Á medida que Fevereiro corre, Mercúrio estará mais alto no céu. A partir do dia 11 até o dia 21, o planeta que no começo do mês esteve visível meia hora depois do ocaso, nesse período, aparecerá uma hora depois do pôr-do-Sol, portanto, sob céu um pouco mais escuro, facilitando assim, seu avistamento.

Mas, é bom que se diga que a visibilidade deste pequeno planeta, vai depender das condições de localização do observador. Para observadores do litoral paulista, o avistamento pode ser difícil, mesmo sob boas condições de transparência atmosférica, devido ao obstáculo oferecido pelos contrafortes da Serra do Mar...

E a previsão do tempo também não é lá muito favorável, pois mesmo com a desconfiguração da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), neste final de semana na Baixada Santista (litoral) e capital paulista, ainda há condições para instabilidades no início da próxima semana, devido ao aquecimento diurno aliado à umidade ainda presente (termodinâmica), na forma de pancadas de chuvas mesmo que esparsas. Porém, como as chuvas não serão contínuas, quiçá logo após o entardecer, não tenhamos condições ainda que temporárias, mas suficientes para o avistamento desse esquivo planeta?

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O COMETA HALLEY E A VIA LÁCTEA EM 1986

CometHalley-21Mar1986-RH

observatory_150105Você viu o cometa Halley em 1986? Foi esse evento que me despertou para a astronomia. Acho que foi a primeira vez que houve um flood total da imprensa sobre um tema astronômico, e o mais interessante que não havia internet. Imagino se tivesse internet, como seria a cobertura? Mas foi sensacional, todo o mundo ficou apreensivo esperando outra aparição histórica do cometa, como havia sido em 1910. O cometa apareceu, foi bonito, mas não foi espetacular. Aliás os cometas são muito imprevisíveis. Por isso temos que ter cuidado com as previsões. Para esse ano, estamos esperando uma aparição fantástica do cometa ISON em Novembro, mas temos que ter calma, quando chegar mais perto podemos ter uma noção melhor do que irá acontecer.
A foto acima é uma foto histórica que mostra o Cometa Halley em 1986 com a Via Láctea brilhando à direita do cometa.
Fonte:http://blog.cienctec.com.br/imagens/o-cometa-halley-e-a-via-lactea-em-1986/


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Cauda de Vênus faz planeta se parecer com cometa


A alteração na ionosfera de Vênus durante condições de vento solar normal (esquerda) e uma atividade reduzida no Sol (direita), que criou uma "cauda de planeta". [Imagem: ESA/Wei et al. (2012)]

Atmosfera e campos magnéticos


A nave da ESA Venus Express fez observações surpreendentes de Vênus, durante um período de baixa pressão dos ventos solares.

A ionosfera do planeta expandiu-se na sua face noturna, assemelhando-se à cauda de um planeta.

A ionosfera é uma região da alta atmosfera, carregada eletricamente. A sua forma e densidade são em parte determinadas pelo campo magnético interno do planeta.

Na Terra, que tem um campo magnético forte, a ionosfera mantém-se relativamente estável, numa determinada gama de condições dos ventos solares. Já em Vênus, que não tem campo magnético, a forma da sua ionosfera depende das interações com o vento solar.

Tinha-se dúvida sobre o impacto dos ventos solares na forma da ionosfera. Mas os novos resultados da Venus Express revelaram, pela primeira vez, o efeito de uma pressão de vento solar muito baixa na ionosfera de um planeta não magnetizado.

Cauda de Vênus


As observações foram feitas quando a sonda da NASA Stereo-B mediu uma diminuição na densidade dos ventos solares para 0,1 partícula por centímetro cúbico, um valor cerca de 50 vezes mais baixo do que o observado normalmente; isto persistiu durante cerca de 18 horas.

Quando este vento solar fraco atingiu Vênus, a Venus Express registrou o "balão ionosférico" do planeta saindo pelo seu lado noturno, de uma forma semelhante à cauda de um cometa.

"A ionosfera em forma de lágrima começou a formar-se entre 30 e 60 minutos depois da diminuição da pressão do vento solar. Em um período equivalente a dois dias terrestres, ela esticou-se até pelo menos dois raios de Vênus," diz Yong Wei, do Instituto Max Planck, na Alemanha, principal autor das duas descobertas.

Influências solares


Estas observações encerram o debate sobre a forma como o vento solar afeta o transporte de plasma ionosférico do lado diurno para o noturno de Vênus.

Normalmente, este material escoa ao longo de um fino canal na ionosfera, mas os cientistas não tinham a certeza sobre o que acontece em condições de fraco vento solar.

Será que as partículas de plasma aumentam à medida que o canal se alarga devido a uma menor pressão, ou será que diminui porque há menos força disponível para puxar o plasma pelo canal?

"Sabemos agora, finalmente, que o primeiro efeito se sobrepõe ao segundo, e que a ionosfera se expande significativamente durante baixas condições de vento solar," diz Markus Fraenz, coautor do estudo.

Prevê-se que ocorra um efeito semelhante em volta de Marte, outro planeta não-magnetizado do nosso Sistema Solar.

"Falamos com frequência sobre os efeitos dos ventos solares na atmosfera dos planetas durante períodos de intensa atividade, mas a Venus Express mostrou que até mesmo quando o vento solar é fraco o Sol ainda consegue influenciar significativamente o ambiente dos nossos planetas vizinhos," acrescenta Hakan Svedhem, cientista da Venus Express.

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IMAGEM MOSTRA O COMETA LEMMON PERTO DO POLO CELESTE SUL

Lemm4febSUMward
observatory_150105Atualmente cruzando o céus do sul, o Cometa Lemmon (C/2012 F6) foi assim denominado por ter sido no último ano como parte do Mount Lemmon Survey (no Arizona). Mais brilhante que o esperado mas ainda abaixo da visibilidade a olho nu, o Cometa Lemmon apresenta uma impressionante coma de coloração verde lima e uma apagada e dividida cauda que aparece muito bem nessa imagem telescópica feita em 4 de Fevereiro. A tonalidade esverdeada vem do gás diatômico C2 da sua coma que é fluorescente na luz do Sol. Registrada de um observatório perto de Sidney, na Austrália a composição colorida acima foi feita a partir de uma série de exposições individuais do cometa. Com um campo de visão de aproximadamente 1 grau de diâmetro, os rastros estelares são uma consequência do movimento relativamente rápido do cometa contra o fundo estelar perto do polo celeste sul. Movendo-se para o norte, o cometa deve crescer em brilho, alcançando um pico de magnitude 3 quando ele estiver mais perto do Sol no final de Março. No começo de Abril ele deve ser visível do hemisfério norte da Terra. Claro, esse ano, o Cometa Lemmon pode ser apenas mais um belo cometa para os observadores na Terra, antecipando as prováveis espetaculares aparições do Cometa PANSTARRS e do Cometa ISON.
Fonte http://blog.cienctec.com.br/imagens/imagem-mostra-o-cometa-lemmon-perto-do-polo-celeste-sul/

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TEMPESTADE DE RAIOS ATINGE BRASÍLIA E REVELA A IMPRESSIONANTE FORMA DE BIGORNA DA SUA NUVEM MÃE

raios_brasilia
observatory_150105A foto acima foi feita pelo genial Rodrigo Andolfato de Brasília e estampa hoje o site Earth Picture of the Day. Em primeiro lugar gostaria de parabenizar o Rodrigo, pela bela foto e pelo belo trabalho que faz com astrofotografia. Tive o prazer de conhecê-lo na Campus Party Brasil 6 onde ele junto com o Fabio Plocos fizeram uma bela palestra sobre astrofotografia. A foto acima dispensa comentários. Ela mostra uma tempestade de raios que atingiu Brasília. A foto foi feita desde o apartamento do Rodrigo no décimo segundo andar de um prédio. O impressionante nessa imagem é como os raios ao iluminarem a nuvem revelam a principal característica de nuvens de tempestade, ou seja, sua forma de bigorna. Essa forma fica bem clara mostrando toda a extensão da nuvem tipo cumulonimbus. Nesse tipo de nuvem, o topo da tempestade está na tropopausa

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Pode o cometa C/2013 A1 se chocar contra Marte em 2014?

Poucos dias depois de descoberto, o cometa C/2013 A1 já começa a chamar a atenção. Apesar de poucos dados disponíveis, cálculos astronômicos mostram que o cometa chegará tão perto de Marte em 2014 que alguns softwares apontam para um possível impacto contra o planeta
Cometa C/2013 A1

Descoberto em 3 de janeiro de 2013 pelo astrônomo amador Robert McNaught, o cometa recebeu a denominação oficial de C/2013 A1 Siding Spring por ter sido descoberto no Siding Spring Observatory, na Austrália. Antes de McNaught, o objeto já tinha sido detectado em 8 de dezembro de 2012 pelo observatório Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona, mas sem que fosse possível determinar sua orbita.

Quando foi descoberto, C/2013 A1 se encontrava a 7.2 AU do Sol ou cerca de 1.1 bilhão de quilômetros de distância da estrela.

Após ter sua órbita calculada, logo se verificou que o caminho do cometa cruzava a orbita de Marte a uma distância muito próxima do planeta, estimada entre 700 mil e 1.9 milhões de km da superfície. Essa grande aproximação provocou grande euforia nos astrônomos amadores e profissionais, mas um pequeno detalhe chamou a atenção do público em geral: a simulação da NASA.


Impacto
Pela simulação feita pelo aplicativo de Dinâmicas do Sistema Solar, SSD, o gráfico que apresenta as órbitas dos planetas e cometas não mostra uma simples aproximação entre os dois objetos e sim um choque direto entre o cometa C/2013 A1 Siding Spring e o Planeta Vermelho, prevista para 19 de outubro de 2014. E para piorar a situação, o campo de dados que informa a distância nominal de aproximação mostra 879 mil km, enquanto a aproximação mínima prevista é de 0 (zero) km..


O Apolo11 e o Superscience fez a simulação de aproximação com oito programas diferentes de astronomia e o resultado foi bem diferente daquele fornecido pelo JPL, da NASA. Em nenhum deles o cometa impacta contra Marte, mas a aproximação é realmente grande. Pelo software Stellarium, a distância mínima entre o Planeta Vermelho chega a menos de 750 mil quilômetros de distância. Vistos da Terra, a separação angular entre eles é menor que a metade do tamanho aparente da Lua Cheia.

O problema na apresentação dos dados da NASA parece estar relacionado ao tamanho do aplicativo e também pelo método de cálculo, que não tem resolução e precisão suficientes para mostrar uma separação tão pequena entre dois objetos.

Até o momento, 7 de fevereiro de 2013, apenas 55 observações foram feitas para determinar o arco da orbita cometária e novas observações deverão refinar melhor o shape orbital, permitindo que novas simulações sejam feitas. No entanto, como o aplicativo da NASA é uma referência tanto para os astrônomos amadores como para o público em geral, até que os dados sejam refinados e a modelagem corrigida a possibilidade de impacto não pode ser descartada.

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Curiosity faz sua primeira perfuração em solo marciano

O jipe-robô Curiosity, que desembarcou em Marte há cinco meses e acaba de estrear mais um dos dez equipamentos científicos de que dispõe. Trata-se de uma espécie de escova especial que consegue remover a poeira avermelhada de pedras e pequenas áreas do solo.

A primeira operação de perfuração do Curiosity é martelar um furo de teste em uma rocha plana no local onde o veículo se encontra estacionado atualmente, rocha essa que pertence a um afloramento com um certo interesse científico, ou seja, rochas com veios de minerais e que recebeu o nome de John Klein.

“Os detritos da perfuração não serão coletados durante o teste, que usará somente o modo de percussão  e não de rotação da furadeira”, disse Herkenhoff.  O recolhimento e a entrega dos detritos de perfuração para os laboratórios analíticos Chemin e SAM do Curiosity ainda levará alguns dias para acontecer, pois precisa esperar resultados do furo de teste e de futuros testes de perfuração.

De acordo com os pesquisadores da agência espacial americana, encontrar um lugar adequado para estrear essa escova foi crucial.

“Nós estamos agindo com precaução na abordagem da primeira perfuração a ser realizada pelo Curiosity”, disse Daniel Limonadi, o engenheiro de sistemas principal para o sistema de amostragem de superfície e de ciências do Curiosity do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. “Isso é desafiador. Será a primeira vez que um robô irá perfurar uma rocha para coletar amostras em Marte”.

A chefe da Ferramenta de Remoção de Poeira, como é chamada oficialmente a escovinha, Diana Trujillo, explicou que o trabalho é complexo e delicado.  "Precisamos colocar o instrumento a menos de um centímetro do alvo, mas sem colocar em risco o hardware", disse ela, em comunicado.

A área escolhida é conhecida como "Elkwir_1" e está em uma rocha na chamada baía Yellowknife, na região da cratera Gale, o local de pouso da sonda.

“O braço passou a noite pressionando a rocha, para ver como ele se comportaria com relação às mudanças de pressão e temperatura”, disse Herkenhoff.

Devido as enormes variações de temperatura em Marte a cada dia (mais de 65 graus Celsius), a equipe precisa determinar se existe alguma chance de um estresse excessivo no braço enquanto ele estiver pressionando a broca contra a superfície marciana. As variações diárias de temperatura podem fazer com que os sistemas do rover, como o braço, o chassis, e o sistema de mobilidade, se expandam e se contraiam por aproximadamente 2.4 milímetros.


“Nós não planejamos deixar a furadeira na rocha por toda a noite uma vez que a perfuração comece, mas no caso disso acontecer, é importante saber o que podemos esperar em termos de stress do equipamento”, disse Limonadi. “Esse teste é feito com valores menores daqueles que serão usados durante a perfuração, para que possamos aprender sobre os efeitos da temperatura sem colocar o equipamento em risco”.

Apesar do sucesso, a área testada foi bem pequena, com menos de 30 centímetros.  Agora, o time do jipão está avaliando as rochas da vizinhança em busca de locais em potencial para o uso de uma broca nas próximas semanas.


A MISSÃO
O jipe de US$ 2,5 bilhões da Nasa, com seus dez instrumentos científicos e 17 câmeras acopladas, é a maior e mais complexa sonda já enviada a um outro planeta.  Ele tocou o solo de Marte no dia 6 de agosto de 2012, e a expectativa é que, durante dois anos, ele forneça material propício para avaliar se há, ou se algum dia houve, vida no planeta vermelho.


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Auréolas ovais e a Nebulosa M42

A luz das estrelas que são observadas nessas imagens foram espalhadas de perto e de longe. As estrelas mais brilhantes possuem auréolas ovais criadas pela luz espalhada na atmosfera da Terra. As nuvens de poeira localizadas a 1300 anos-luz de distância na M42 brilham graças ao espalhamento da luz gerada pelas estrelas nelas embebidas. O brilho vermelho é a luz dos átomos de hidrogênio excitados pela radiação ultravioleta das estrelas.

As imagens foram feitas desde a parte central de Estocolmo por Peter Rósen. Ele fez 4 exposições de 30 segundos cada com uma câmera Canon EOS5D MkII em ISO 800 usando um telescópio refrator apocromático Williams Optics FLT 110 f/6.5. No momento da imagem a M42 estava a 25º de altura no céu.
A difração da luz pelos cristais de gelo no ar provavelmente criou as auréolas ovais alongadas.

Os cristais são suficientemente grandes para serem aerodinamicamente orientados enquanto eles são levados pelas correntes de ar locais. Para a luz proveniente de estrelas relativamente baixas, os cristais – placas hexagonais ou colunas – aparecem em média alongados horizontalmente. O espalhamento resultante e a difração cria uma auréola alongada verticalmente.

Para checar essa hipótese precisamos de imagens quase simultâneas de auréolas estelares perto do horizonte e perto do zênite.
A estrela mais brilhante do campo tem magnitude 2.75 e é a Iota Orionis. Para a sua parte inferior direita o par estelar tem magnitude de 4.75 e 5.65. Essa imagem em negativo mostra auréolas ovais ao redor de estrelas com magnitude 7, por exemplo.
Bons Céus

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Atividade solar: Muito, muito longe de um Halloween Storm

Com o pico do ciclo solar 24 praticamente atingido, deveríamos estar presenciando uma atividade solar bastante pronunciada, com muitas explosões e tempestades geomagnéticas, mas isso não está acontecendo. O Sol continua quieto e muito longe de uma mega explosão.
Tempestade solar janeiro de 2012

Talvez você nem se lembre mais quando foi a última tempestade solar intensa, daquelas de chamar a atenção até mesmo dos apáticos telejornais brasileiros.

Isso acontece porque nem mesmo no ano passado, no ano em que o mundo não acabou, tivemos uma tempestade solar de arrepiar, com chances reais de algum blecaute de energia elétrica devido às induções de energia nas redes de transmissão.

A previsão de atingirmos o pico do ciclo solar 24 é na metade do mês de maio, mas se depender dos humores do Sol, isso será apenas uma previsão sem confirmação. O Sol continua quietinho e o número de manchas solares - responsáveis diretamente pelas explosões solares - é tão baixo que poderíamos dizer que o Sol está de cara limpa. Muito diferente do Halloween Storm.


Halloween Storm
Entre o final de outubro e início de novembro de 2003, nosso Sol passou por um dos momentos de maior atividade já registrada, produzindo uma sequencia emblemática de explosões extremamente fortes que atingiram nosso planeta. Como o evento ocorreu próximo ao dia das Bruxas nos EUA, foi batizado por pequisadores estadunidenses de Halloween Storm.

Durante os dias do evento o Sol produziu diversas explosões maiores que Classe X17, que lançaram em direção à Terra bilhões de toneladas de partículas carregadas. No primeiro impacto das partículas, o índice KP que mede a instabilidade ionosférica atingiu o nível 9 e a tempestade geomagnética que seguiu durou cerca de 60 horas, produzindo auroras boreais visíveis até em Miami.
Em 4 de novembro de 2003 ocorreu a maior tempestade solar já registrada por instrumentos. De acordo com os pesquisadores, essa rajada atingiu a classe X28. Alguns estudos mostram que esse valor pode ter sido ainda maior e o nível de raios-x pode ter atingido a impressionante classe X40.
Para que o leitor tenha uma ideia da violência do evento, a explosão danificou 28 satélites, uma sonda na órbita de Marte e provocou um apagão na Suécia. Além disso, foi registrada por diversas naves interplanetárias, entre elas a Voyager, na época na orbita de Plutão. O satélite SOHO, que registrava o evento, ficou momentaneamente cego pela descomunal quantidade de energia que atingiu seus sensores.
Por sorte, a área mais densa das partículas ejetadas não atingiu a Terra diretamente, passando de raspão pelo nosso planeta.
Considerando que atualmente nosso Sol quase nem manchas apresenta, será que ainda teremos tempo de testemunhar um evento parecido com o Halloween Storm? Dá pra encarar?



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Vento solar transforma ionosfera de Vênus em cauda de cometa

Um interessante estudo feito com dados da sonda europeia Venus Express mostrou que durante os períodos de baixa atividade solar, a ionosfera do planeta também é soprada de forma mais leve, formando uma espécie de cauda de gás similar a dos cometas.
Venus com cauda de cometa

A ionosfera de um planeta é uma região onde uma camada de gás eletricamente carregado têm sua forma e densidade parcialmente controladas pelo campo magnético interno do planeta.

Na Terra, mesmo sob condições de fortes ventos solares, o intenso campo magnético gerado no interior do planeta mantém a ionosfera praticamente estável ao redor do globo. Em Vênus, onde o campo magnético é praticamente inexistente, a ação do vento solar tem grande efeito na moldagem dessa camada e normalmente sopra as partículas carregadas da ionosfera para longe do planeta.

Ainda não se sabe exatamente quanto dessa moldagem depende unicamente da força dos ventos solares, mas os resultados obtidos pela sonda venusiana revelam pela primeira vez os efeitos de uma pressão solar muito baixa na ionosfera desmagnetizada de um planeta.

As observações foram feitas em agosto de 2010, quando a sonda da NASA Stereo-B registrou uma brutal queda na densidade do vento solar, que passou da média de 5 para apenas 0.1 partícula por metro cúbico durante um período de 18 horas.

Com a redução drástica da pressão do vento solar sobre Vênus, as partículas de gás da ionosfera deixaram de ser sopradas vigorosamente. Isso fez com que uma maior concentração de partículas carregadas se aglomerasse e caísse do lado escuro do planeta, formando uma cauda muito parecida com a trilha ionizada dos cometas.

"A ionosfera em forma de lágrima começou a se formar cerca de 30 a 60 minutos após o vento solar de alta pressão ter diminuído", disse o pesquisador Yong Wei, ligado ao Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha e principal autor das novas descobertas. "Ao longo de dois dias a cauda se estendeu por dois raios do planeta em direção ao espaço", completou o pesquisador.

Um efeito similar também é esperado para ocorrer em torno de Marte, já que o Planeta Vermelho também não tem um campo magnético capaz de moldar e estabilizar a ionosfera.

Normalmente, costumamos falar sobre os efeitos da interação do vento solar com atmosfera em períodos de intensa atividade solar, mas os novos dados mostram que mesmo quando o vento solar é reduzido, o astro-rei ainda pode influenciar significativamente o ambiente planetário.



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Visível, cometa Lemmon se aproxima da Terra pelo quadrante sul

Na próxima terça-feira, o cometa C/2012 F6 Lemmon atingirá a menor distância da Terra, quando estará a 146 milhões de km do nosso planeta. Apesar de ainda estar longe do periélio, Lemmon está brilhando tanto que até com um pequeno binóculo já pode ser visto nas noites austrais. Experimente!
Cometa Lemmon

O cometa Lemmon é a bola da vez nos céus do hemisfério sul e um dos alvos mais procurados pelos astrofotógrafos e astrônomos amadores. E não é para menos.

Lemmon está aumentando diariamente seu brilho e de acordo com observadores mais experientes, sua magnitude já atinge 6 pontos, o que o coloca no limiar de percepção da visão humana e forte o suficiente para ser visto através de binóculos ou registrado em fotografias.

Lemmon está se aproximando do Sol e à medida que a distância fica menor o brilho se intensifica e poderá atingir a magnitude 3 quando chegar ao periélio, no dia 24 de março. Alguns observadores acreditam que o cometa tem potencial para ficar ainda mais brilhante e até mesmo atingir magnitudes negativas.
Cometa_Lemmon

Onde está Lemmon?
Atualmente, Lemmon pode ser encontrado com facilidade no vértice da estrela delta da constelação do Oitante, que brilha na magnitude 3.7 e deve ser usada como referência para localizar o cometa.

Aqui no Brasil, esta constelação está nascendo antes do anoitecer nestes dias de fevereiro, então não será difícil encontra-la quando o céu já estiver bem escuro. Às 21h0 BRST Lemmon e a constelação já estarão a 25 graus de elevação no quadrante sul. Então basta localizar a constelação e a estrela de referência para achar o cometa. A carta celeste mostrada acima ajuda a entender melhor.

Para localizar o quadrante, abra os dois braços em forma de cruz e aponte o braço esquerdo para onde o Sol se põe. O quadrante Sul estará atrás de você.
Cometa Lemmon Carta Celeste

Se você tiver uma máquina fotográfica com bastante zoom, ISO elevado e que permita exposições com 10 ou 15 segundos, registrar o cometa Lemmon será relativamente fácil.

Apoie a máquina em um tripé e aponte-a na direção da Oitante. Ajuste o tempo de exposição para o maior valor possível e aplique cerca de 10 ou 15 vezes de zoom. Faça algumas cenas e depois localize o cometa nas imagens. Lemmon é inconfundível e se parecerá como um objeto verde nas fotografias. Igualzinho a um limão!

Bons céus!




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Asteroide 2012 DA14: saiba como será a aproximação máxima

No próximo dia 15 de fevereiro de 2013 o asteroide 2012 DA14 fará sua aproximação máxima da Terra e atingirá uma altitude inferior a dos satélites geoestacionários. A rocha tem cerca de 45 metros de comprimento e se atingisse o planeta explodiria com energia equivalente a 2.5 megatoneladas de TNT.
Passagem do asteroide 2012 DA14
Apesar da grande dimensão e pequena distância, não haverá qualquer risco do objeto atingir a Terra e sua observação não será possível à vista desarmada. Os cálculos indicam que o brilho máximo será de 8.4 magnitudes, o que permite que o asteroide seja visto com auxílio de telescópios em localidades em que a aproximação ocorra durante a noite.

No Brasil, a aproximação máxima ocorrerá no período diurno e mesmo se pudesse ser visto seria bastante difícil de ser "perseguido" com telescópios, já que a velocidade de deslocamento pelo céu seria muito rápida e somente astrônomos amadores bastante experientes teriam sucesso nessa empreitada.

Até recentemente, os cálculos orbitais mostravam que em 2046 o asteroide poderia se aproximar a menos de 450 km da superfície, mas essa distância foi revista após uma nova série de observações feitas pelo Observatório de Las Campanas, localizado no sul do Deserto do Atacama.

As novas observações permitiram recalcular o shape da órbita e ficou constatado que a aproximação de 15 de fevereiro fará o tempo de translação da rocha ao redor do Sol ficar 49 dias mais curto, diminuindo o período orbital de 366 para 317 dias. Em consequência, durante a aproximação de 2046 a distância mínima estimada passou de 450 km para cerca de 60 mil km do centro do planeta, sem qualquer risco de colisão.

Após a passagem de 15 de fevereiro, o asteroide poderá ser encontrado no céu do Brasil ainda por alguns dias, apesar de menos brilhante.

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